Dores no pênis: sintomas, causas e tratamentos

a dor no pênis pode ter muitas e muitas causas
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

26 de setembro 2021

Com muita frequência, os médicos preferem falar em dor pélvica (ou peniana) crônica para se referir à dor no pênis, em casos em que não se trata de uma inflamação ou doença específica do órgão sexual. Podemos classificar essas dores em 3 categorias, mas, em todas elas, sentir dor no pênis não é algo “inofensivo”. Por isso, consulte um médico urologista.

Saiba mais:

Patologias locais, doenças na pele ou dermatológicas

Condições de pele ou dermatológicas podem afetar o pênis, ele estando flácido ou ereto. Isso pode incluir:

  • eczema, psoríase ou líquen escleroatrófico;
  • uma infecção bacteriana, viral ou fúngica: ISTs (sífilis, HPV, herpes, etc.) ou uma micose (candidíase ou balanite) que não é necessariamente transmitida sexualmente.

Outra patologia local do pênis é a doença de Peyronie. Essa doença afeta em média homens com 50 anos e se caracteriza por uma curvatura anormal do pênis. A dor tem maior probabilidade de ocorrer durante a ereção, mas também pode aparecer com o pênis em repouso.

Os principais sintomas são dores na região genital, curvatura peniana acentuada e problemas de ereção – e até mesmo uma incapacidade de ter relações sexuais satisfatórias. Por isso se diz que a doença de Peyronie também traz um impacto para a confiança e o bem-estar de muitos pacientes. Felizmente, o tratamento médico permite que a maioria dos homens consiga recuperar um pênis muito semelhante àquele anterior à doença.

Outras condições que afetam a anatomia podem causar dor no pênis, por exemplo: 

  • a fimose: impossibilidade de puxar o prepúcio e descobrir a glande;
  • uma ruptura do freio peniano;
  • um traumatismo (fratura peniana, por exemplo);
  • a parafimose: o bloqueio do prepúcio quando ele foi recolhido em direção à base do pênis, assim a glande permanece prensada e o prepúcio não pode voltar à sua posição normal;
  • e, enfim, o priapismo: ereção permanente que dura mais de 4 horas.

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Dor no pênis pode ser prostatite, síndrome da bexiga dolorosa, uretrite, priapismo

Outras dores (no canal do pênis) podem ser causadas por condições que afetam a uretra. Por exemplo: uretrite (inflamação da uretra), prostatite aguda ou crônica e doenças ou inflamações da bexiga (síndrome da bexiga dolorosa).  

As origens das prostatites podem ser bacterianas, inflamatórias ou não-inflamatórias. Além da dor (na área entre o saco escrotal e o ânus, o pênis e os testículos) causada por inflamação e/ou inchaço da próstata, a uretrite acompanha muitas vezes sintomas urinários. 

Por fim, a dor também pode ocorrer no caso de uma ereção prolongada que dure mais de 4 horas: o que chamamos de priapismo. Nesse caso, é necessária uma consulta de emergência. 

As neuropatias que também provocam dores no pênis

Uma neuropatia se caracteriza por danos aos nervos periféricos e aos nervos do sistema nervoso central. Os principais sintomas são:

  • formigamento, coceira, dormência, queimação, fincadas – são as chamadas neuropatias sensitivas;
  • dificuldade em mover certos membros ou fraqueza nos pés, nas mãos – são as neuropatias motoras.
  • neuropatias que afetam o sistema nervoso autônomo (que controlam certos órgãos como o intestino e a bexiga): os sintomas são principalmente alteração no ritmo cardíaco, na pressão sanguínea ou sudorese – são as neuropatias autônomas.

É comum que as dores no pênis venham de neuropatias periféricas, sendo que a mais comum é a diabetes. Essas neuropatias podem incluir danos aos nervos pudendos e pélvicos.

Também se observa a presença de neuropatias após uma cirurgia de risco, como uma intervenção na próstata

Dentre as principais dificuldades sexuais observadas em homens portadores dessas condições, podemos notar:

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Como tratar uma dor no pênis?

Todas as condições cutâneas ou dermatológicas (eczema, psoríase, etc.) possuem bons tratamentos, geralmente tópicos. Entretanto, as recidivas (as recaídas, os reaparecimentos da doença) são comuns. Por isso, recomendamos consultar ou receber o acompanhamento de um dermatologista.

A doença de Peyronie muitas vezes requer uma abordagem de tratamento multidisciplinar: exercícios para amolecer os tecidos do pênis, ondas de choque e/ou cirurgia. Em caso de intervenção cirúrgica (cirurgia de próstata, fratura do pênis, etc.), o desconforto ou a dor podem vir após a operação. Assim, é recomendável discutir isso com o cirurgião-urologista responsável pelo acompanhamento do paciente. 

Já quando o assunto são ISTs, devemos lembrar que nem todas possuem os mesmos tratamentos: o herpes, por exemplo, pode ser tratado com antivirais, mas a infecção não desaparece completamente, podendo reaparecer; a sífilis tratada a tempo permite uma cura completa.

Em caso de infecção por HPV, e na presença de verrugas genitais, é possível tratar as verrugas.

Para prostatites, a antibioticoterapia geralmente é suficiente, enquanto para as neuropatias, o tratamento depende dos sintomas. Vale lembrar, por fim, que os IPDE5s (como Viagra, Cialis, etc.) são muito eficazes contra a disfunção erétil

Em todos os casos, as condições sexuais (ereção dolorosa, disfunção erétil, orgasmo ou problemas de libido) devem ser examinadas e o paciente deve receber acompanhamento médico

Conclusão

A dor na região genital é um sintoma a ser levado a sério. Veja o que deve chamar a sua atenção:

  • lesões na pele: erupção de uma ou mais espinhas em caso de IST, verruga genital ou micose;
  • ulceração (feridas), que pode ser sinal ou de herpes, ou sífilis;
  • corrimento no pênis, ardência ao urinar;
  • além disso, a ruptura do freio ou a impossibilidade de retrair o prepúcio para baixo da glande (fimose) também pode levar à dor durante a ereção;
  • por fim, a doença de Peyronie: uma curvatura anormal do pênis, com sintomas bastante incômodos, como dor, dificuldades de ereção ou incapacidade de ter relações sexuais satisfatórias, etc.

De todo modo, consulte rapidamente um médico.


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