Pênis torto: causas, sintomas e soluções

O objetivo da Omens é explicar os sintomas, causas e soluções para quem tem um pênis torto (doença de Peyronie). A imagem mostra três legumes tortos num fundo roxo que evocam um pênis torto.
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

17 de julho 2021

Dois homens não possuem pênis iguais. Na verdade, boa parte dos homens tem pênis curvados em diferentes graus. Essa é uma condição bastante comum, então não se preocupe com isso! A situação pode se tornar problemática quando se trata verdadeiramente de um pênis torto, ou seja, quando a curvatura é muito grande: a chamada doença de Peyronie.

A doença de Peyronie afeta em média de 3,4% a 9% dos homens, principalmente após os 55 anos de idade. Em um estudo realizado com essa média de idade, 80% dos pacientes sofriam dessa doença, 20% a 50% tinham disfunção erétil e 50% sentiam dores.

A doença de Peyronie está frequentemente associada à diabetes, à hipertensão arterial, à obesidade, ao tabagismo ou, ainda, à deficiência de testosterona.

Vamos analisar, então, as causas, os sintomas e as soluções para esse tipo de problema.

Pênis torto: as causas da doença de Peyronie

Existem diferentes fatores que podem causar a doença de Peyronie, por exemplo:

Um microtrauma

Um microtrauma pode ser um dos elementos desencadeadores de uma curvatura no pênis (é possível que isso aconteça em relações sexuais mais intensas). Aliás, uma prática perigosa como o “jelqing” (ou apenas “jelq”) é um exemplo perfeito disso. Devido a traumas e lesões nas paredes cavernosas do pênis, cria-se uma fibrose, que nos piores casos pode levar à doença de Peyronie.

Uma fratura no pênis durante a relação sexual também pode ser, hipoteticamente, a causa da doença de Peyronie, embora isso raramente seja reportado.

Hereditariedade e predisposições genéticas

A comunidade médica debate a questão da predisposição genética como fator, mas nenhum estudo concreto prova essa hipótese.

No entanto, alguns homens podem naturalmente ter um pênis um pouco torto. Esses casos provavelmente são predisposições genéticas, mas não são Peyronie, já que uma curvatura leve é completamente normal.

Em resumo: a fisiopatologia da doença de Peyronie ainda é mal compreendida. E não está claro o que a provoca, embora a hipótese do microtrauma seja a mais aceita.

Ainda não sabemos, por exemplo, se existe uma ligação entre essa doença e processos bioquímicos.

A Doença de Peyronie nos dias de hoje [Omenscast #15]

No nosso 15º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai abordar tudo sobre a doença de peyronie e seus possíveis tratamentos, as técnicas cirúrgicas mais modernas e avançadas e muito mais! A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Doença de Peyronie: sintomas

Um diagnóstico médico se faz necessário, geralmente dado após uma série de perguntas e um exame clínico.

Os principais sintomas são:

Antes de tudo, o médico urologista procurará saber durante a consulta e o exame clínico se essa doença pode estar relacionada à existência de uma condição neurológica e se há riscos cardiovasculares.

É preciso identificar quais são as razões para a consulta, a fim de garantir o tratamento mais adequado. Como mencionado acima, há vários motivos para a consulta: deformidades no pênis, dores, disfunção erétil, etc.

Dependendo do caso, a penetração durante a relação sexual pode ser dolorosa ou mesmo impossível.

O tratamento dependerá do estágio da patologia e, portanto, não será o mesmo para todos.

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Peyronie: tratamentos não cirúrgicos

Se a doença de Peyronie parece estar avançando há menos de 6 meses (considerando dores no pênis e uma deformação recente), o tratamento cirúrgico não é considerado.

Assim, o tratamento cirúrgico apenas é indicado se houver estabilidade da doença ao longo de meses e, geralmente, isso só ocorre depois de no mínimo 12 meses da instalação dos sintomas. Até lá, portanto, há possibilidade de tratamentos medicamentosos.

Peyronie: tratamentos orais

Muitas vezes, recomenda-se a ingestão de vitamina E, mas os estudos não são bastante convincentes e a melhora da doença é pouco significativa. Apesar disso, a vitamina E associada à colchicina parece ser eficaz na dor, no tamanho da fibrose e em sua deformação, mas apenas em uma fase inicial da doença.

Por isso, são necessários mais estudos para comprovar sua eficiência. Em geral, os tratamentos orais ainda têm uma eficácia bastante reduzida.

Peyronie: tratamentos injetáveis

As injeções de esteróides, utilizadas por muitos anos, não são recomendadas. Isso porque estudos recentes mostram que o efeito benéfico desse tipo de “tratamento” é mais um efeito natural da ação de injetar do que algo do princípio ativo.

De modo geral, é preciso reiterar que as injeções (esteróide, colagenase, verapamil, interferon alfa-2b) têm pouco efeito na redução das patologias da doença de Peyronie.

Peyronie: tratamentos cirúrgicos

A cirurgia é indicada quando a disfunção erétil e a incapacidade sexual são muito grandes. Tratamentos cirúrgicos são considerados sobretudo quando as relações sexuais são dolorosas ou se os problemas de ereção persistem apesar dos tratamentos convencionais (inibidores da fosfodiesterase como o Viagra ou o Cialis).

É importante que o paciente e o profissional da saúde compartilhem um com o outro o máximo de informações possíveis antes da cirurgia. Porém, é necessário ressaltar que, apesar da intervenção cirúrgica, não é possível recuperar o pênis exatamente como era antes da doença.

No entanto, o objetivo realista é recuperar um pênis funcional com menos de 20% da deformidade e com capacidade erétil quase normal. Em segundo lugar, a cirurgia também objetiva um tratamento que tenha o mínimo possível de encurtamento do tamanho, o que é desafiador em casos complexos e requer técnicas avançadas por profissionais especializados.

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Pênis torto e Peyronie: conclusões

Dependendo do avanço da doença, existem diferentes tratamentos. O mais eficaz é a cirurgia, mesmo que, para isso, sejam necessários alguns requisitos. Não é uma operação considerada “tranquila”.

Somente um especialista pode analisar o seu caso. Lembre-se de que uma leve curvatura não é uma doença. Desde que não haja dor, nenhuma deformação e nenhum problema de ereção, não há nada com que se preocupar.

Evite práticas perigosas como o “jelqing”, que parece provocar essa doença.

Consulte o nosso site para mais informações.

Pênis torto ou Peyronie: quando procurar o médico?

Recomenda-se consultar um médico urologista assim que aparecerem os primeiros sintomas. Informe seu médico sobre qualquer coisa que tenha acontecido antes do início dos sintomas, como lesões ou dores anteriores. Você passará por um exame no qual o médico sentirá o endurecimento do tecido causado pela doença. Isso nem sempre é necessário, mas, se o pênis precisar ficar ereto para o teste, o médico injetará uma medicação com esse objetivo.

Em alguns casos, você pode precisar de um raio-x ou um ultrassom do pênis.

Em casos raros, em que o exame médico não confirma a doença de Peyronie, ou se a condição progride rapidamente, seu médico pode pedir a realização de uma biópsia. Isso envolve a remoção de algum tecido da área afetada para testes em laboratório.

Acho que tenho um pênis torto: quem devo procurar?

Você deve consultar um médico especializado em sexualidade. Há muitos profissionais especializados nessa área no Brasil. Você tem a possibilidade de consultar online um médico urologista graças ao serviço oferecido pela Omens.com.br.

Muitas vezes, um exame físico é suficiente para identificar a presença de tecido cicatrizado no pênis e, assim, diagnosticar a doença de Peyronie. Os testes para diagnosticar a doença podem incluir, por exemplo:

  • Exame físico: o(a) médico(a) irá primeiramente apalpar o pênis quando ele ainda estiver mole, para identificar a localização e a quantidade de tecido cicatricial. Além disso, ele(a) pode medir o comprimento do seu pênis: se o problema continuar piorando, essa medida inicial ajuda a determinar se o pênis está encurtando.
  • O(a) profissional também pode lhe pedir para levar fotos do seu pênis ereto tiradas em casa. A ideia, assim, é determinar o grau de curvatura, a localização do tecido cicatricial e outros detalhes que podem ajudar a identificar o melhor tratamento.
  • Outros testes: seu médico pode solicitar uma ultrassonografia ou outros exames para avaliar seu pênis quando ele estiver ereto. Antes de tirar essas imagens, você provavelmente receberá uma injeção diretamente no pênis que o deixarão ereto.

O ultrassom é o teste mais comum utilizado para detectar anormalidades no pênis. Esse exame usa ondas sonoras para produzir imagens dos tecidos moles da região, podendo revelar a presença de tecido cicatricial, do fluxo sanguíneo no pênis e de quaisquer outras anormalidades.

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Fontes

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