Dor na ereção: o que fazer?

fruta avermelhada em formato fálico, dor na ereção pode indicar priapismo, Peyronie ou até fimose
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

1 de outubro 2021

Uma ereção com dor pode possuir diferentes causas, e a maioria delas são bastante sérias. Por isso, é importante e necessário consultar logo um médico. Dentre as causas mais frequentes, temos: fratura do pênis, priapismo, doença de Peyronie ou ainda a fimose (que pode levar ao rompimento do freio). Existem também os casos de dor na ereção associados a síndromes de dor pélvica crônica, que, embora não acarretem consequências muito graves, provocam bastante incômodo e limitações para pessoas que possuem esse sintoma.

Já descrevemos esses diferentes problemas bem detalhadamente aqui no blog. Vamos analisar o assunto e os tratamentos, então, de forma mais geral.

Mais raramente, as ereções noturnas podem ser dolorosas, mas esse fenômeno ainda é mal compreendido e mal explicado pelos pesquisadores.

Quando devo me preocupar com uma ereção dolorosa? Devo ficar alerta já na primeira dor?

Por que consultar em caso de dor na ereção?

Por várias razões, é realmente importante procurar um médico ao menor sinal: como já apontamos, todas as causas possíveis são problemas que exigem um tratamento. No entanto, algumas são menos graves do que outras, como veremos mais adiante.

Uma dor na ereção deve ser levada a sério.

O principal risco em não procurar ajuda especializada em relação a uma ereção dolorosa (sobretudo em caso de fratura ou priapismo) é que ela pode causar uma disfunção erétil permanente.

Aliás, exceto em caso de rompimento do freio, não existe cura espontânea.

A Doença de Peyronie nos dias de hoje [Omenscast #15]

No nosso 15º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai abordar tudo sobre a doença de peyronie e seus possíveis tratamentos, as técnicas cirúrgicas mais modernas e avançadas e muito mais! A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Dor na ereção: como reagir? Qual o tratamento?

Para responder a essa questão, precisamos apresentar rapidamente os diferentes transtornos que mencionamos anteriormente.

Ereção dolorosa e fratura do pênis

Esse é o cenário mais comum dentro da categoria de lesões sexuais.

Define-se a fratura peniana como a ruptura de um ou dos dois corpos cavernosos do pênis ereto. Também chamamos isso de ruptura ou fratura da túnica albugínea dos corpos cavernosos.

O pênis não tem ossos, mas, quando está ereto e bastante rígido, pode apresentar uma ruptura de sua estrutura — que é semelhante a uma fratura. No caso de uma batida repentina ou de torção, um ou os dois corpos cavernosos rígidos podem se romper. Mais precisamente, o que se rompe é a túnica fibrosa chamada “albugínea”.

Geralmente, essa fratura ocorre na base do pênis, em um movimento errado durante a relação sexual.

Sintomas e tratamentos

Caracterizamos a fratura peniana como um hematoma expressivo no corpo do pênis, de cor roxa ou preta. Esse aspecto é conhecido também como “pênis em berinjela”.

No momento da fratura, o paciente geralmente diz ouvir um estalo forte de rompimento. No entanto, a dor em si não é a parte mais traumática para o homem: o problema maior são as circunstâncias e o aspecto do pênis após o acidente.

A fratura é seguida pela detumescência (redução no volume de um órgão inchado ou tumoral) e pela formação de um hematoma.

Assim, uma consulta de emergência é essencial para receber um tratamento cirúrgico.

Priapismo e dor na ereção

Semelhantemente à fratura peniana, essa condição também requer um atendimento médico de emergência.

Definimos o priapismo da seguinte forma: uma ereção (total ou parcial) involuntária e prolongada, na ausência de estímulos sexuais. Trata-se, portanto, de uma ereção prolongada excessivamente e que não passa: você deve se preocupar quando passam de 4 horas de ereção sem qualquer estímulo sexual.

Muitas vezes bastante doloroso, o priapismo, assim como um pênis fraturado, pode levar a danos irreversíveis e a uma disfunção erétil permanente. Além disso, a condição possui diversas causas possíveis, como anemia falciforme, uso de medicações injetáveis locais, uso de algumas drogas psicotrópicas ou recreativas, doenças da coagulação, tumores, traumatismos locais, entre outras.

Tratamentos

Um cuidado médico rápido possibilita a detumescência do pênis. Existem diversos tratamentos, dependendo do tipo de priapismo.

Os objetivos dos tratamentos são:

  • permitir a detumescência do pênis (ou seja, seu relaxamento, através da evasão de sangue do membro);
  • impedir a reincidência;
  • eliminar o risco de disfunção erétil.

Tudo sobre pênis “torto” e problemas de ereção [Vídeo]

Pênis torto para baixo, para a esquerda, direita, ou para cima… É normal? A doença de Peyronie causa, entre outras coisas, uma curvatura no pênis. Então qualquer pênis torto é um caso de Peyronie? E, além disso, quais os sintomas de Peyronie? Pode ser uma das causas de disfunção erétil? Ou complicar a relação sexual? Tem tratamento? O que é a cirurgia de Peyronie? Entenda isso e muito mais!

Ereção dolorosa e doença de Peyronie

As causas da doença de Peyronie ainda são mal definidas. Temos até o momento como possibilidades, por exemplo: microtrauma, hereditariedade ou predisposições genéticas…

É uma curvatura anormal no pênis, que aumenta com o passar do tempo e dificulta a ereção.

A doença de Peyronie é muitas vezes bastante dolorosa no momento da ereção e pode até torná-la impossível. Ela acontece com 3,4 a 9% dos homens, principalmente após os 55 anos.

Tratamentos

O principal tratamento é cirúrgico, embora o paciente, após a operação, dificilmente consiga obter um pênis 100% retificado.

No entanto, o objetivo realista desse tipo de intervenção é recuperar um pênis funcional (com a capacidade erétil quase que normal) e uma deformidade de menos de 20°.

Fimose e dor na ereção

A fimose é o estreitamento no redor do prepúcio, que consequentemente torna impossível ou difícil puxar o prepúcio para baixo e descobrir a glande.

A fimose pode ser causada pelo estreitamento do prepúcio (capuz), por lesões provocadas caso a pessoa tente forçar a retração da pele que recobre o pênis, por uma infecção (como a balanite), um tumor ou o diabetes.

O estreitamento do prepúcio é geralmente muito leve durante a infância e se manifesta mais tarde na adolescência, quando ocorrem as primeiras relações sexuais e o pênis aumenta de tamanho. O desconforto é, então, sentido somente durante a ereção.

Sintomas e tratamentos

Uma fimose pode ter várias consequências:

  • maior risco de infecção da glande (balanite principalmente);
  • infecções urinárias;
  • dificuldade ou dor durante a relação sexual.

Aliás, vale lembrar que as tentativas de desfazer a fimose através de pomadas e técnicas de tração servem especificamente para as crianças.

Em geral, na vida adulta, quando há um estreitamento significativo do prepúcio e/ou uma dificuldade (ou impossibilidade) de expor a glande, deve-se recorrer ao tratamento cirúrgico. Trata-se de uma cirurgia que remove o excesso de pele e, principalmente, a faixa de prepúcio estreita que provoca um anel de constrição e que limita a expansão. Essa cirurgia é chamada de postectomia ou circuncisão e é um procedimento rápido e seguro.

Por fim, a impossibilidade de retrair a pele que recobre a glande pode acontecer simplesmente devido ao freio do pênis ser muito curto. Durante a relação sexual, ele pode se romper por si só e causar sangramento. Isso em princípio não é grave e até mesmo resolve o problema inicial.

No entanto, se o problema não se resolver sozinho, pode ser necessário realizar uma cirurgia plástica no freio, feita através de uma pequena incisão.

Essa operação é segura e fácil.

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Ereção dolorosa e rompimento do freio

A própria fimose também pode levar a um rompimento do freio.

O rompimento do freio, por ser às vezes acompanhado de bastante dor e sangramento, pode parecer chocante. Mas, geralmente, o medo é maior que o prejuízo.

Geralmente, isso pode ocorrer em homens jovens no início de sua vida sexual. Pode acontecer durante uma relação sexual ou, menos frequentemente, durante a masturbação. O movimento de trazer a pele do pênis para trás quando ele já está ereto e com o prepúcio puxado (pela fricção repetida ou por movimentos manuais muito fortes) pode fazer o freio ceder.

Essa situação provoca um sangramento leve.

Tratamentos

Normalmente, há muita preocupação e pouquíssimo dano em caso de rompimento do freio. No entanto, não deixe de enxaguar a área e limpar cuidadosamente com sabão neutro. Se você pressionar levemente a área com uma toalha limpa, o sangramento eventualmente vai passar sozinho. No entanto, você deve evitar relações sexuais enquanto o local estiver cicatrizando.

O ideal é buscar auxílio médico em caso de sangramento agudo e em grande quantidade no pênis. Em casos raros, trata-se de uma situação que requer uma cirurgia simples.


Fontes

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