Pênis curvo: doença de Peyronie ou outro problema?

uma chave de boca curvada representando um pênis curvo
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

17 de julho 2021

Como diferenciar um pênis curvo de um possível caso da doença de Peyronie? Como o Dr. João Brunhara já disse muitas vezes aqui no blog da Omens: “muitos homens têm medo da curvatura do próprio pênis. No entanto, é importante saber que um pênis reto é mais uma exceção e os pênis com leves inclinações são a maioria”. Na realidade, apenas certos sintomas e um exame médico permitem o diagnóstico da doença de Peyronie.

E os critérios estéticos não entram em consideração: a curvatura do pênis deve provocar um desconforto na sexualidade e estar acompanhada de dores para exigir um tratamento.

Bem, vamos lá: falaremos sobre a anatomia e a curvatura do pênis e explicaremos um pouco sobre a doença de Peyronie.

Tenho um pênis curvo: isso é normal?

Nos homens, o pênis é constituído por 2 corpos cavernosos. E é importante saber que esses 2 corpos raramente são idênticos.

Além disso, essa assimetria pode ser observada em outras partes do corpo. Por exemplo: os olhos ou os ouvidos raramente são idênticos. A assimetria é comum no corpo humano.

Assim, existem dois tipos de curvatura do pênis:

Há as curvaturas que chamamos de congênitas, aquelas que a pessoa tem desde o nascimento, visíveis apenas quando o pênis está ereto. E há, da mesma forma, as curvaturas conhecidas como adquiridas, que aparecem após uma doença inflamatória, uma doença de Peyronie ou mesmo uma fratura no pênis.

Em resumo, um pênis curvo é tratado apenas em situações muito específicas: por exemplo, quando a penetração não é possível ou quando o membro ereto causa dor ao homem. 

Portanto, o pênis não deve passar por uma operação quando a curvatura não prejudicar a ereção ou a penetração.

E isso porque toda cirurgia tem seus riscos e inconvenientes, ainda que os riscos da correção de curvatura sejam baixos. Mesmo assim, os benefícios devem superar esses riscos

Além disso, com as técnicas mais antigas, a correção acarreta a perda de 1 a 2 centímetros no comprimento do pênis. Por isso, é importante também buscar um profissional que domine técnicas modernas, como a STAGE, que não reduz o comprimento. Os urologistas parceiros da Omens são treinados e especializados nas técnicas mais atuais de correção peniana.

Os dois pontos-chave:

  • a maioria dos pênis tem uma ligeira curvatura natural;
  • e não se deve operar o pênis ou endireitá-lo quando a penetração for possível e sem dor – mesmo que seja necessário adaptar ligeiramente o ângulo da penetração;

A Doença de Peyronie nos dias de hoje [Omenscast #15]

No nosso 15º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai abordar tudo sobre a doença de peyronie e seus possíveis tratamentos, as técnicas cirúrgicas mais modernas e avançadas e muito mais! A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Como é que a doença de Peyronie se manifesta?

A doença de Peyronie se manifesta através de 4 tipos de sintomas: 

  • Primeiramente, uma dor no pênis, especialmente durante a ereção; essa dor está presente principalmente no início da doença.
  • Em segundo lugar, uma deformação no órgão sexual ou uma curvatura que aparece e não estava presente antes;
  • Em terceiro lugar, uma disfunção erétil;
  • Por último, uma sensação de rigidez sob a pele do pênis, que parece uma pequena placa fibrosa de alguns milímetros.

Todos esses sintomas são causados pelo que chamamos de fibrose da túnica albugínea dos corpos cavernosos, ou seja, da parede que envolve os corpos responsáveis pela ereção do pênis. 

Na doença de Peyronie, a inflamação não afeta o próprio sistema erétil; contudo, é compreensível que a dor e/ou deformação do pênis possa ter consequências psicológicas negativas, levando a uma disfunção erétil.

Quais são as causas de um pênis curvo?

Estima-se que de 5 a 10% dos homens possam ser afetados pela doença de Peyronie. Mas, na realidade, dizemos que os números ainda não são muito precisos…

Além disso, supõe-se que essa doença afete mais homens na faixa dos 50 anos.

Alguns fatores também aumentam o risco de desenvolvimento desta doença, como por exemplo:

  • diabetes 
  • doença inflamatória das articulações ou tendões, etc.;
  • há a hipótese de fatores hereditários ou genéticos;
  • uma causa acidental: lesões repetidas, fratura do pênis, etc.

De todo modo, até hoje, a fisiologia e as razões exatas pelas quais a doença de Peyronie aparece ainda não são muito conhecidas.

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Os urologistas parceiros da Omens são especializados em técnicas modernas de cirurgia que possibilitam recuperar o comprimento original do pênis.

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Como endireitar um pênis curvo?

Novamente, as recomendações oficiais são claras sobre esse assunto: uma curvatura do pênis só é operada se existirem sintomas graves, como uma curvatura acentuada que causa dor ou impossibilidade de penetração, para o homem ou sua parceira ou parceiro. 

As técnicas mais antigas traziam um encurtamento de aproximadamente 2 centímetros no pênis ao corrigir a curvatura da doença de Peyronie. Já hoje em dia, as técnicas mais modernas permitem, ao contrário, recuperar o comprimento original do pênis antes do início da doença, desde que realizadas as cirurgias com técnicas mais avançadas.

Além disso, a correção cirúrgica deve ser ajustada para cada paciente. Pacientes com disfunção erétil concomitante podem receber a colocação de uma prótese, corrigindo de uma só vez a disfunção erétil e a curvatura. Já pacientes que têm a ereção perfeita podem realizar apenas a correção da curvatura.

No caso da correção de uma curvatura do pênis no contexto da doença de Peyronie, os tratamentos baseiam-se principalmente em:

  • cirurgia. 
  • exercícios de tração peniana ou ginástica;
  • ou tratamento de ondas de choque para destruir gradualmente a placa fibrosa responsável pela curvatura;
  • por fim, sabemos que o tratamento com injeções ainda é incerto até o momento.

Os resultados são variáveis dependendo do homem, mas na maioria das vezes um paciente consegue um pênis funcional em termos de ereção, com o desaparecimento ou redução da dor, com a possibilidade de ter relações sexuais com penetração e uma curvatura inferior a 20°.

Trata-se, portanto, de um trabalho lento e progressivo e com objetivos realistas: o paciente não encontrará o mesmo pênis de antes da doença, mas será capaz de recuperar uma sexualidade satisfatória. 

Como prevenir a doença de Peyronie?

Como não sabemos ao certo as causas exatas da doença de Peyronie, não existem reais medidas de prevenção.

Não sabemos até hoje o que desencadeia exatamente a doença, ainda que certos fatores de risco parecem aumentar o seu aparecimento: diabetes, uma doença inflamatória, fatores de hereditariedade ou genéticos, etc.

Em caso de acidente ou trauma no pênis, uma curvatura anormal pode ocorrer, com o risco de desenvolver a doença.

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Como é que a curvatura do pênis evolui?

No início da doença de Peyronie, há um endurecimento (como uma pequena placa debaixo da pele) no corpo cavernoso do pênis. A doença pode, então, progredir rapidamente ou gradualmente. 

Em todos os casos, é possível observar uma curvatura anormal do pênis, que dependerá das características da placa fibrosa (dureza, tamanho, etc.). 

Sem tratamento médico para estabilizar a doença, também pode ocorrer encurtamento, curvatura e/ou encolhimento do pênis. Normalmente a dor está presente, na maioria das vezes durante a ereção. 

Em 30% dos casos, a doença estabiliza por si só entre 12 e 18 meses, com uma diminuição da dor e da deformação. No entanto, após essa recuperação natural, 30% dos pacientes relatam alguns casos de disfunção erétil.

É aconselhável consultar um médico urologista a fim de receber um acompanhamento profissional.

Pênis curvo ou doença de Peyronie: quando e quem consultar?

O primeiro diagnóstico pode ser feito por um urologista.

Assim, se os sintomas da doença de Peyronie estiverem presentes, o médico encaminhará o paciente para um cirurgião.

Esse primeiro diagnóstico irá orientar o tratamento de acordo com os sintomas.

Um diagnóstico precoce (no início da evolução da doença) traz maiores probabilidades de um tratamento duradouro.

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