Fratura peniana

BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

26 de janeiro 2021

Hoje vamos falar de um problema sexual bastante raro entre os homens, embora seja o mais comum dentro da categoria lesões sexuais: a fratura de pênis.

Existem lesões menos comuns, ligadas a uma variedade de práticas sexuais, por exemplo: estrangulamento do pênis com anéis, acidentes com piercing genital, introdução de objetos na uretra…

Fratura de pênis: definição

Define-se a fratura peniana como a ruptura de um ou dos dois corpos cavernosos do pênis ereto. Também chamamos isso de ruptura ou fratura da túnica albugínea dos corpos cavernosos.

O pênis não tem ossos, mas, quando está ereto e bastante rígido, pode romper a sua estrutura. Essa situação é semelhante a uma fratura.

Duas artérias passam pelo interior dos dois corpos cavernosos. Quando eretos, esses dois corpos cavernosos funcionam como esponjas e se enchem de sangue até o máximo.

No caso de uma batida repentina ou de torção (usualmente durante uma “entrada torta” ou traumatismo na relação sexual), esses dois corpos cavernosos, rígidos, podem se romper. Mais precisamente, o que se rompe é a túnica fibrosa chamada “albugínea”.

Na maioria das vezes, essa fratura ocorre na base do pênis. Um exame clínico, então, será necessário para identificar se houve trauma também na uretra.

Sintomas da fratura peniana

Caracterizamos a fratura peniana como um hematoma expressivo no corpo do pênis, de cor roxa ou preta: é o aspecto “berinjela”.

O paciente geralmente descreve um estalo forte de rompimento durante a fratura. No entanto, a dor em si não é a parte mais traumática para o homem: o problema maior são as circunstâncias e o aspecto do pênis após o acidente.

Logo após a fratura, ocorre a detumescência (redução no volume de um órgão inchado ou tumoral) e pela formação de um hematoma.

As causas de uma fratura de pênis

As causas podem variar, dependendo das práticas sexuais do paciente, mas as duas principais causas são: um movimento em falso durante o sexo ou a má manipulação do pênis. Certas posições também podem ser mais propícias a esse acidente.

Fratura peniana: diagnóstico e exames de imagem

Diagnóstico clínico

O diagnóstico está associado à própria percepção do paciente. Após a ruptura, quando normalmente se percebe um estalido (um click), ele notará a detumescência e uma dor seguida de hematoma.

Determinamos a localização da ruptura da albugínea ao apalpar o hematoma.

O trauma da uretra é comum após um “movimento errado” durante o sexo, mas raro em caso de uma manipulação errada do pênis com as mãos.

Exames de imagem

Na maior parte dos casos, esses exames não são mandatórios, a menos que haja dúvida diagnóstica. Ainda assim, a realização de exames pode auxiliar na programação da cirurgia de correção. A análise cirúrgica é, assim, a melhor maneira de avaliar as lesões. 

Ainda assim, pode-se realizar um ultrassom para localizar a ruptura. A ressonância magnética permite um diagnóstico preciso da fratura, do hematoma e de uma possível fissura na uretra. No entanto, a ressonância é mais demorada e menos disponível no contexto de urgência. Por isso, geralmente não se escolhe esse exame. Por outro lado, o ultrassom costuma ser rápido e está disponível em diversos hospitais.

Em geral se realiza esses exames em casos incertos, principalmente quando o indivíduo procura tardiamente a emergência.

Se houver suspeita de rompimento da uretra, pode-se indicar uma uretrocistografia, sobretudo nos casos em que há sangue na uretra/urina. Além disso, a depender dos resultados, pode-se orientar uma correção cirúrgica da uretra.

Diferentes tratamentos para a fratura de pênis

Tratamento cirúrgico

É praticamente o único tratamento para a fratura peniana: sob anestesia (raqui ou geral), realizamos uma incisão semelhante a da circuncisão e, então, removemos o hematoma e pesquisamos o defeito que se formou na túnica albugínea (eventualmente, também na uretra) e corrigimos com pontos.

A convalescença (período de recuperação) é de 6 a 8 semanas, sem manipulação do pênis ou relação sexual. Esse é o período necessário para que a albugínea cicatrize.

Tratamento conservador

Muito raro, esse tratamento é realizado apenas se o paciente se recusar a ser operado. Às vezes se administram antiandrógenos (bloqueadores de testosterona), para bloquear uma ereção, e analgésicos se a ressonância magnética confirmar uma ruptura incompleta da albugínea.

Para até 30% dos pacientes, as consequências são: disfunção erétil, deformação do pênis, dor durante a ereção, abscessos, necrose e até mesmo gangrena.

Lesão com o pênis flácido

Apesar de raros, o pênis em estado flácido também pode sofrer traumas, em choques mais violentos que esmagam o membro. Quando não há rompimento da albugínea, o médico deve monitorar os hematomas.

O tratamento médico é necessário, assim como a reabilitação da função erétil.

Conclusões

Se tiver dúvidas sobre uma fratura no pênis, procure o atendimento médico de urgência a fim de facilitar o tratamento. Contudo, normalmente o paciente não tem dúvidas e procura assistência médica rapidamente dentro de 24 horas. Isso por causa da aparência preocupante do pênis e do som audível de rompimento quando a fratura acontece.

Vale lembrar que uma possível doença de Peyronie requer cuidados médicos: “técnicas” que tentam endireitar o pênis sozinho são perigosas e devem ser definitivamente evitadas. Você poderia agravar a sua situação e provocar fratura do membro.

Fontes

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