Uma introdução ao BDSM

nesse texto vamos dar apenas uma pequena ideia sobre o que é o bdsm
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

11 de setembro 2021

O BDSM (“Bondage, Discipline, Sado-Masochism”) é muitas vezes mal compreendido, principalmente por aqueles que não têm experiência com ele. No entanto, as práticas sexuais relacionadas ao BDSM permitem que muitos indivíduos explorem a própria sexualidade, o corpo ou mesmo a sua personalidade: através do poder, da submissão, das sensações proporcionadas pelo role play (interpretação de papeis) ou de métodos divertidos e inéditos.

O BDSM é praticado por muitas pessoas e influencia bastante a pornografia, imagens, livros e fantasias – o que o torna algo muito interessante de certos pontos de vista, mesmo para quem não é adepto da prática.

Introdução: o que é BDSM

O termo BDSM refere-se a um conjunto de práticas sexuais (ou situações) que utilizam a dor, a humilhação erótica, a coerção e, em maior escala, a encenação de fantasias sexuais.

Mas as práticas de BDSM são muito variadas, dependendo do indivíduo.

  • Para alguns, por exemplo, no sadomasoquismo deve haver um contrato entre uma pessoa dominante e uma dominada.
  • Para analistas, como Freud, essa fronteira entre dominante e dominado na realidade não existiria e alguém capaz de sentir prazer ao infligir dor nas relações sexuais seria também capaz de desfrutar da própria sensação de dor. Mas essa posição tem sido amplamente revista e criticada e há muitas novas observações sobre isso.

Cabe a cada pessoa encontrar o seu próprio caminho e explorá-lo: alguns casais ou parceiros podem adotar vários papéis diferentes, enquanto outros são apenas sado ou masoquistas.

Existem também diferentes graus de submissão ou controle.

Os fundamentos do BDSM: confiança, comunicação e respeito

A maioria das pessoas ignoram essa informação, mas a base do BDSM é a confiança: os diferentes parceiros devem se comunicar e se respeitar.

O sadomasoquismo é frequentemente estigmatizado, assim como os seus participantes. Porém, muito pelo contrário, a base do BDSM aceita todos os gêneros, todas as sexualidades, todos os corpos, todas as relações, todas as idades e todos os estilos de vida.

Trata-se de uma verdadeira reflexão sobre o corpo, sobre a sexualidade e as relações de poder.

As origens do BDSM

As raízes históricas do BDSM remontam a um tempo longínquo. Já na Grécia antiga ou no Kama Sutra, a prática de apanhar/bater durante o sexo era descrita com detalhes.

Na Europa, a bibliografia sobre o assunto começa a descrever essas práticas apenas no século XV. Nessa época, surgem bordéis e salões que oferecem restrições, flagelações e outras punições dentro da prática sexual.

O termo sadomasoquismo deriva das palavras sadismo e masoquismo, ambas fazendo referência a autores que descreveram essas práticas: o Marquês de Sade e Leopold von Sacher-Masoch.

Livros como “Justine ou Os infortúnios da Virtude” e “A Vênus em Peles”, escandalosos na sua época, continuam a alimentar o interesse cultural pelo BDSM.

Embora muitas vezes considerada uma prática de desvio da sexualidade ou uma perversão, o BDSM nos ensina muito sobre a natureza humana e contribui para a diversidade no campo da sexualidade.

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As diferentes práticas do BDSM

As práticas BDSM são numerosas. Portanto, descreveremos apenas algumas (as principais) nos tópicos a seguir. 

Podemos considerar diferentes categorias, por exemplo:

  • dominação e submissão: um dominante e um dominado;
  • “sadomasoquismo”: dar ou receber prazer de forma consensual através de atos que envolvem infligir dor ou humilhação;
  • bondage e disciplina: essa categoria refere-se à coerção e à restrição de movimentos de outra pessoa.

É claro que essas práticas podem aparecer misturadas e classificá-las apenas serve para dar uma ideia geral do BDSM.

Por exemplo, dependendo da prática e do indivíduo, a dor nem sempre estará presente; além disso, a dominação pode ser tanto psicológica como física, etc.

É por isso que dentro do próprio BDSM, existem diferentes graus de aplicação e desempenho, dependendo da dor que se deseja infligir ou receber.

Quando se é novo nesse campo, é preciso pensar nos aspectos que o interessam ou intrigam: papel dominante, submissão, provocar dor ou recebê-la, amarrar ou ser amarrado…

Tenha em mente que o BDSM é apenas uma expressão da sua sexualidade: ela não reflete necessariamente a sua personalidade em diferentes áreas da vida.

Muitas pessoas gostam de explorar os papéis opostos aos que experimentam na sua vida cotidiana.

Indo mais a fundo nas diferentes categorias

Existem muitas categorias dentro do BDSM, por isso seria necessário partir para a experimentação para explorar todas as diferentes práticas.

Logo a seguir, você encontrará uma lista com algumas atividades do BDSM. Mas lembre-se que existem muitas mais!

Para aprender, de qualquer forma, não tem milagre: é preciso fazer suas próprias experiências.

Bondage ou restrição

Trata-se de restringir os movimentos físicos de um indivíduo graças a cordas, cabos, algemas ou mesmo ordens diretas. O bondage não é, portanto, uma prática sexual necessariamente. Mas esse tipo de brincadeira também pode evoluir para algo com dor.

A ideia é render uma pessoa, privá-la dos seus movimentos, vendá-la – através dos meios ou acessórios possíveis.

Dor

Aqui vão as atividades que incluem todas as práticas que envolvem infligir ou receber dor. Mas essas sensações também podem ser exploradas de diferentes maneiras: cócegas, morder, bater, chicotear, usar cera, aparatos elétricos…

Algumas atividades podem ir bastante longe: tortura, queimaduras, etc. – tudo SEMPRE com o consentimento claro da outra pessoa

Jogos mentais

Todas essas práticas se destinam a criar uma ligação psicológica muito forte entre os participantes: por exemplo, podemos encontrar a noção de pertencimento entre um mestre/uma mestra e a pessoa dominada.

Essa categoria geralmente é explorada através de humilhação, de insultos, de vergonha, às vezes com o uso de coleira para reforçar a submissão, etc.

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BDSM: você se interessa? Sente que está pronto(a)?

Antes de começar, é importante ter em mente algumas considerações extremamente importantes.

Comunicação

O início de qualquer relação sexual, inclusive com BDSM, requer comunicação – tanto no início como durante o sexo. Essas conversas íntimas ajudam a estabelecer o respeito e os limites das práticas.

Ao se comunicar desde o início, os parceiros estabelecem o próprio objetivo da procura pelo BDSM. Então, o próprio desejo deve ser satisfeito respeitando os desejos da outra pessoa. Para assumir um compromisso entre os dois (ou mais) parceiros, a comunicação deve ser clara.

É importante fazer perguntas específicas, explicar o que cada um quer detalhadamente, ser aberto e se aceitar o suficiente para não se sentir envergonhado ou ficar “na defensiva”… A sua parceira ou parceiro também precisa ser capaz de avaliar os próprios desejos e limitações.

Isso pode ser feito elaborando uma lista de ações que o outro deve seguir ou criando uma safeword (palavra de segurança) que deve ser dita quando as práticas vão longe demais.

Combinado

O BDSM continua sendo uma prática muito teatral, mesmo que concretizada na realidade. Os movimentos são por vezes coreografados e encenados. É, portanto, necessário combinar os papéis de cada pessoa e estabelecer limites.

É, sobretudo, a pessoa submissa que deve detalhar os seus limites e desejos. Então, se essas expectativas estiverem de acordo com o que o dominante procura, é possível iniciar a brincadeira.

Também se pode usar certo vestuário ou acessório que desperte ou intensifique a excitação sexual. Por fim, vale lembrar que nem toda prática BDSM é sexual.

É por isso que é importante comunicar e combinar antes de começar!

Comunidade

Há muitas comunidades BDSM nas principais cidades ou áreas metropolitanas. Elas podem ser encontradas em certos clubes, bares ou festas. As redes sociais são também boas formas de se conhecer pessoas que têm as mesmas expectativas que você.

Segurança

Qualquer prática de BDSM deve ser consensual e partilhada. Portanto, nunca é demais falar isto: é necessário respeitar os desejos e limites que foram combinados.

A qualquer momento, qualquer uma das pessoas pode parar a prática se essa ultrapassar o combinado ou se simplesmente for do desejo de um dos dois. É importante escolher uma palavra especial antes de começar, que terá a função de interromper o ato.

Normalmente se escolhe uma palavra inusitada para que o parceiro ou parceira compreenda que está ultrapassando os limites.

Além disso, é aconselhável não consumir álcool ou drogas: isso pode prejudicar o seu julgamento e te colocar sensações de perigo. Ao fazer contatos físicos mais violentos, é também sensato escolher partes apropriadas do corpo: evitar o peito, pescoço, cabeça ou estômago.

Além disso, tenha cuidado para não bloquear as vias respiratórias do seu parceiro ou cortar o seu fornecimento de sangue.

Discussão

Depois de um encontro, é também importante manter contato com a outra pessoa para discutir o que funcionou e o que não funcionou.

É necessário falar sobre a sua própria experiência e a do(a) parceiro(a) e possivelmente ir mais longe na conversa e nas suas práticas. Essa discussão irá proteger o bem-estar emocional, físico e mental de cada um dos praticantes.

Essa conversa pode ser feita após a sessão de BDSM.

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Conclusão

A sexualidade é uma questão de descoberta: descobrimos os nossos corpos, mas também vamos ao fundo de nós mesmos.

Desde que haja respeito e consentimento de ambos os parceiros, a prática do BDSM não apresenta qualquer problema. Apesar de ser frequentemente considerada uma prática “inadequada” ou “depravada”, ela é apenas outra forma de ir além das práticas sexuais tradicionais.

De qualquer forma, com esse artigo você adquiriu algumas noções sobre a prática do BDSM. Porém lembre-se: nada irá substituir a experiência!


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