Como tratar a doença de Peyronie ou “endireitar” o pênis?

Sim, a doença de peyronie tem tratamento: saiba o que funciona ou não
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

8 de agosto 2021

A doença de Peyronie é caracterizada por uma curvatura anormal do pênis que surge durante a vida adulta, além de dor durante a ereção e/ou em repouso e a ocorrência de placas fibrosas no membro. Estima-se que ela possa afetar entre 3,4 a 10% dos homens adultos. 

É, portanto, uma condição comum, com muitas repercussões sobre a sexualidade, mas também sobre o bem-estar geral do paciente. A importância do diagnóstico precoce e dos tratamentos é enorme.

Como tratar a doença de Peyronie? Existem exercícios para “deixar o pênis reto”? A cirurgia é eficaz? A Omens responderá suas dúvidas nesse post. 

Para mais informações e para um acompanhamento profissional, não hesite em procurar por um médico urologista

Peyronie: como é feito o tratamento?

Atualmente, todos os tratamentos para a doença de Peyronie são direcionados de acordo com os sintomas: curvatura do pênis, dor, impossibilidade da penetração, etc. Além disso, o tempo do aparecimento dos sintomas também influencia: o tratamento de sintomas recentes é diferente do tratamento de uma curvatura já estável ao longo de meses.

Em resumo: dependendo da gravidade e da fase da doença, a abordagem do tratamento será diferente. 

Os tratamentos com remédios por via oral ou de injeção local até podem ter algum papel na fase aguda, mas seus resultados são controversos e de baixa magnitude. Nessa fase aguda, existem também autores que sugerem exercícios para retificar o pênis, mas com resultados igualmente incertos.

A cirurgia é, portanto, muitas vezes necessária, porém indicada apenas numa fase em que a curvatura está estável há, no mínimo, 3 meses. O tratamento médico será, dessa forma, multidisciplinar nas suas abordagens terapêuticas.

Os objetivos desses tratamentos serão: 

  • reduzir a dor do pênis em repouso ou durante a ereção;
  • diminuir o tamanho da placa (fibrose) responsável pela deformação do pênis;
  • reduzir a deformação geral do pênis.

A Doença de Peyronie nos dias de hoje [Omenscast #15]

No nosso 15º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai abordar tudo sobre a doença de peyronie e seus possíveis tratamentos, as técnicas cirúrgicas mais modernas e avançadas e muito mais! A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Tratamentos não cirúrgicos para a doença de Peyronie

O tratamento via oral mais comum é com a vitamina E, podendo ter diferentes graus de eficácia em diferentes homens e em diferentes fases da doença de Peyronie

Também é possível combinar vitamina E com colchicina (um alcalóide tricíclico) para reduzir a dor, tamanho da placa e deformidade na fase inicial da doença – de acordo com alguns estudos. Essa é uma estratégia admissível, embora sejam necessários mais estudos para determinar a sua eficácia. 

Tratamentos injetáveis 

As injeções de esteroides têm mostrado resultados muito variáveis durante mais de 50 anos de uso no tratamento da doença. De acordo com alguns cientistas, o benefício dessas injeções deve-se mais ao efeito mecânico da injeção do que ao efeito dos esteroides.

Hoje em dia já não se recomenda mais o uso deles.

Em geral, todos os tratamentos injetáveis (corticosteroides, colagenase, verapamil, etc.) ainda precisam de pesquisas em maior escala para demonstrar a sua eficácia. 

Iontoforese: tratamento de ondas de choque 

A iontoforese (ou força eletromotriz) é um procedimento médico que utiliza uma corrente elétrica fraca para reduzir o tamanho da placa ou fibrose responsável pela doença de Peyronie.

A técnica envolve a aplicação de choques de baixa energia no local do endurecimento do pênis (na placa fibrosa). As ondas de choque têm bons resultados na regeneração do tecido peniano.

Os resultados são também positivos para a dor. No entanto, a melhora da curvatura peniana varia de paciente para paciente.

Essa é uma abordagem muito interessante quando combinada com outros tratamentos.

“Ginástica” para o pênis ou terapia de tração 

Está cientificamente provado que exercer uma tração progressiva sobre um tecido pode levar à formação de um novo tecido. É, portanto, comum realizar esse tipo de terapia no tratamento da doença de Peyronie, dependendo da intensidade dos sintomas.

A terapia de tração parece mostrar um efeito na melhora da deformidade peniana, embora os resultados pareçam estar correlacionados com a duração do tratamento.

Mas você nunca deve tentar “endireitar” o seu pênis sem a ajuda ou o acompanhamento de um médico urologista.

Embora esses exercícios possam trazer resultados interessantes, eles são lentos e progressivos, e devem ser supervisionados por um especialista. Caso contrário, haverá muitos riscos ao paciente.

Tudo sobre pênis “torto” e problemas de ereção [Vídeo]

Pênis torto para baixo, para a esquerda, direita, ou para cima… É normal? A doença de Peyronie causa, entre outras coisas, uma curvatura no pênis. Então qualquer pênis torto é um caso de Peyronie? E, além disso, quais os sintomas de Peyronie? Pode ser uma das causas de disfunção erétil? Ou complicar a relação sexual? Tem tratamento? O que é a cirurgia de Peyronie? Entenda isso e muito mais!

Tratamentos cirúrgicos para a doença de Peyronie

Indica-se a cirurgia para o tratamento da doença de Peyronie quando a situação é estável e quando a disfunção erétil é um grande problema sexual para o paciente. 

A deformação do pênis é frequentemente a causa da incapacidade do indivíduo de ter relações sexuais satisfatórias, principalmente por causa da dor envolvida no ato.

Os pacientes também relatam dificuldades em manter uma ereção suficientemente rígida, mesmo quando tomam Viagra, Cialis ou outros tratamentos para a disfunção erétil.

Os critérios para realizar uma cirurgia desse tipo são:

  • A doença de Peyronie se estabilizou durante pelo menos 6 meses, ou seja, sem dor e com uma deformidade estável, sem modificações. No entanto, persiste uma dificuldade ou a impossibilidade de realizar relações sexuais, apesar dos tratamentos não cirúrgicos.
  • A doença está se propagando através de uma placa calcificada (uma acumulação anormal de cálcio em um tecido do corpo). 

As diferentes técnicas cirúrgicas

Existem atualmente 3 métodos de intervenção cirúrgica para essa deformidade do pênis: 

  • A técnica Schroeder-Essed e Nesbit: esse procedimento cirúrgico consiste em um encurtamento da parte mais longa do corpo cavernoso. A principal desvantagem é a diminuição do tamanho do pênis.
  • Incisão das placas: esse método consiste em retirar a placa fibrosa da parte mais curta dos corpos cavernosos, em alguns casos colocando-se um enxerto nesse local. Esse procedimento possui um baixo risco de encurtamento do pênis. Porém é mais invasiva do que a primeira, porque é necessário dissecar os nervos dorsais e os vasos sanguíneos.
  • Implantação de uma prótese peniana, que ocupa o interior dos corpos cavernosos. Indica-se esse procedimento apenas a homens que, além da curvatura, possuem uma ereção insuficiente. Dependendo do caso, pode ser necessária também a incisão de placas e colocação de enxertos, explicada no item anterior. Deve-se considerar os benefícios e riscos cuidadosamente com o paciente.

A cirurgia é eficaz?

Os resultados da cirurgia para a doença de Peyronie dependem principalmente da fase da doença e da gravidade dos sintomas. No entanto, é importante compreender que as metas devem ser realistas. 

Não é incomum, por exemplo, que alguns pacientes experimentem sintomas depressivos, com uma diminuição drástica da autoestima, por causa de objetivos irrealistas de recuperação. Por exemplo: espera-se a volta do mesmo pênis que antes da doença – o que na realidade não acontece. 

Por outro lado, é possível alcançar um objetivo realista e ter um pênis funcional: com a capacidade de ter uma ereção, sem dor, e com uma deformação da curvatura do pênis inferior a 20°.

Quando se buscam técnicas modernas com profissionais especializados, as cirurgias para correção da curvatura chegam a resultados excelentes, sem encurtamento do tamanho e restringindo o uso de próteses apenas nos casos que possuem dificuldades para ereção.

Mas devemos em conta sempre que o pós-operatório requer muitos cuidados e disciplina.

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Existem exercícios para “endireitar” o pênis?

Visto que os urologistas e cirurgiões recomendam frequentemente uma abordagem multidisciplinar no tratamento da doença de Peyronie, os exercícios podem ser realizados na presença do médico e depois, provavelmente, em casa. 

Mas apenas se forem acompanhados por um especialista na doença de Peyronie. Caso contrário, existe o risco de agravar os sintomas da doença e, em alguns homens que não possuem essa condição, corre-se até o risco de desencadeá-la.

É, portanto, essencial receber o acompanhamento de um médico: é o diagnóstico médico que irá orientar a escolha das terapias e tratamentos. 

Qual é a melhor maneira de curar a doença de Peyronie?

Se existe um fator que pode influenciar a cura completa, esse fator é o tratamento precoce da doença. Assim, um diagnóstico rápido no início da sua evolução é essencial. 

Os médicos preferem, no entanto, falar de controle em vez de cura, quando a doença se estabiliza e os sintomas são amenizados.

Mas se o objetivo é o de encontrar o mesmo pênis que antes da doença, lembre que isso não é realista. Não estamos falando de uma cura completa nesse sentido, mas mais de uma contenção do avanço da doença.

Felizmente, após tratamento médico, os resultados são muito positivos para o paciente, com alguns objetivos que podem ser alcançados. Por exemplo: 

  • um pênis funcional em termos de sexualidade, ereção, etc.;
  • uma redução da curvatura do pênis de menos de 20°;
  • e a redução ou o desaparecimento da dor.

Nunca é tarde demais para se consultar! Pelo contrário, os sintomas da doença de Peyronie são específicos para cada paciente. A evolução da doença é, dessa forma, também específica para cada indivíduo. 

Podemos também mencionar vários fatores que influenciam a sua evolução:

  • as causas da doença: naturais, acidentais, provocadas, etc. – podem também estarem envolvidos fatores genéticos ou hereditários;
  • os sintomas: curvatura, deformação, dor, etc.
  • a sua evolução natural;
  • o seu agravamento: às vezes ela ocorre devido a um acidente durante a relação sexual ou a certos comportamentos inadequados de alguns pacientes, que tentam sozinho “deixar o pênis reto”, modificar a curvatura e por vezes até injetar em si mesmos produtos inadequados, etc.;
  • a fase da doença na altura do tratamento médico.

Em resumo, tudo depende do diagnóstico médico e da abordagem multidisciplinar dos tratamentos entre o profissional e o paciente. 

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Como é que a doença de Peyronie evolui?

A doença de Peyronie é caracterizada no início da sua evolução por um endurecimento e/ou criação de uma pequena placa (às vezes chamada fibrose) na área do corpo cavernoso do pênis. 

A principal consequência é um desvio, uma curvatura anormal do pênis. Essa curvatura dependerá da localização da placa e das suas características (tamanho, dureza, etc.). 

Sem diagnóstico médico, cuidados e acompanhamento, pode-se observar outras deformidades, por exemplo:

  • encurtamento do pênis;
  • curvatura acentuada ou estreitamento do pênis.

No início da doença, os pacientes também descrevem, com frequência, uma dor durante a ereção.

Essa dor pode também aparecer com o pênis flácido. A deformidade e a dor podem causar um desconforto significativo durante as relações sexuais, ou mesmo torná-las impossíveis. 

Quando a inflamação da doença está ativa, ela provoca uma transformação fibrosa das placas. Em 20% dos casos, podem ser observadas calcificações (depósitos anormais de cálcio em um tecido).

Depois disso, a doença estabiliza geralmente entre os 12 e 18 meses. Na maioria das vezes, os resultados observados são uma redução da dor e da deformidade e um pênis funcional. 

Conclusão

  • em 30% dos casos, observa-se a estagnação espontânea da doença;
  • 30% dos pacientes relatam subsequentemente uma disfunção erétil crescente;
  • estão atualmente em curso numerosos estudos para compreender melhor as causas da doença, a fim de incentivar a sua prevenção (ouvimos muitas vezes que a doença se desenvolve naturalmente, mas ainda há a possibilidade de fatores externos); 
  • também parece que, em casos muito raros, a doença não estabiliza na ausência de tratamento – daí a importância de consultar um médico em qualquer momento durante a evolução do problema.

A doença de Peyronie é, portanto, um problema com consequências frequentemente graves para a integridade e bem-estar da pessoa afetada. Às vezes, o indivíduo vê a sua qualidade de vida diminuir bastante.

Doença de Peyronie: quem devo consultar?

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