Psoríase genital: como tratar?

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

25 de julho 2021

A psoríase – que afeta principalmente os cotovelos, joelhos e o couro cabeludo – também pode atingir os órgãos sexuais. Neste caso, chamamos de psoríase genital. E ela aflige tanto homens quanto mulheres.

A psoríase é caracterizada por lesões (placas) vermelhas cobertas de escamas secas, mas, então, quais são as características da psoríase genital? Sintomas, causas e possíveis tratamentos: a Omens apresenta a você tudo sobre a psoríase genital e sobre como ela pode interferir na sexualidade.

Qual é a diferença entre a psoríase genital e a psoríase?

Ao contrário das feridas da psoríase clássica (placas avermelhadas e escamosas nos cotovelos, couro cabeludo ou joelhos), a psoríase genital pode assumir outras formas. Há até mesmo o risco de confundi-la com outras doenças que atingem os órgãos sexuais: micoses, irritações, eczemas, etc.

Realmente às vezes é uma simples irritação por causa de sabonetes, cremes ou tratamentos locais; o simples ato de esfregar ou coçar a região, por exemplo, pode criar feridas. Por isso é importante procurar o tratamento adequado para a psoríase genital.

Em segundo lugar, como a psoríase é chata e atrapalha bastante, é importante consultar um dermatologista. Ela pode muito rapidamente começar a interferir na vida e na sexualidade da pessoa.

Além disso, é bom lembrar que a psoríase não é uma IST e não é contagiosa.

A psoríase genital é comum?

Sim, a psoríase genital é comum em mulheres e homens que já sofrem de psoríase.

Dentre as mulheres afetadas pela psoríase, mais de um terço também tem psoríase genital (de acordo com um estudo recente publicado pela Revista Britânica de Dermatologia). Essa psoríase genital ocorre com ainda mais frequência caso ela já tenha acometido a parte externa das articulações do corpo: axilas, virilhas, coxas.

Mais raramente, a psoríase afeta apenas a região genital (púbis, grandes lábios), sem outras manifestações na pele.

Nos homens com psoríase, em mais ou menos 50% deles a condição se estende à área genital.

Como a psoríase genital se manifesta?

A psoríase genital geralmente causa prurido (coceira), ardor e às vezes provoca dor. Assim, 80% das mulheres vítimas de psoríase genital apresentam pelo menos um desses 3 sintomas.

Em outros casos, a psoríase causa pequenas rachaduras que podem tornar as relações sexuais dolorosas.

Na região genital, podem aparecer placas avermelhadas com as bordas salientes. Por outro lado, como essa área é mais úmida, há poucas daquelas camadas finas de pele esbranquiçada (que vão descascando).

Além disso, deve-se notar que as manchas vermelhas se encontram com maior frequência em áreas com pêlos: púbis e grandes lábios, no caso do sexo feminino. Algumas vezes a psoríase também afeta a virilha ou a parte interna entre os glúteos (fenda interglútea).

No homem, a psoríase genital tem como característica placas vermelhas na glande, na pele do pênis, no saco escrotal e entre as nádegas.

Quais são as causas da psoríase?

Os fatores que desencadeiam a psoríase ainda não foram completamente compreendidos ou elucidados. No entanto, sabemos que diversos fatores ambientais podem influenciar ou apresentar um papel importante na manifestação da doença.

Outros fatores importantes incluem: lesões (fenômeno de Koebner – vamos falar dele a seguir!), infecções, estresse, uso de tratamentos locais ou produtos com álcool. Tais problemas podem desencadear um caso de psoríase em indivíduos geneticamente predispostos.

O fenômeno de Koebner

Esse fenômeno ocorre com a piora ou com a continuidade da psoríase, devido a uma irritação ou a fricções repetidas.

No caso da psoríase genital, o fenômeno de Koebner pode até mesmo se agravar devido ao contato com a urina, com produtos de higiene pessoal ou devido ao uso de roupas muito apertadas.

Psoríase genital: diagnóstico e exames

Um exame clínico visual (ou seja, a observação de um médico) é necessário para identificar a psoríase genital.

Para facilitar o diagnóstico, pode ser útil conhecer o histórico familiar de psoríase ou de outras condições que afetam a região genital (como resultado de uma psoríase em outras partes do corpo).

A psoríase também pode causar reumatismo: a chamada artrite psoriática.

Mais raramente, pode ser necessário efetuar uma biópsia das lesões genitais, a fim de analisar a pele afetada em um microscópio. A biópsia irá possibilitar um diagnóstico confiável, descartando outras condições dermatológicas responsáveis pelas feridas – caso necessária, aplica-se uma anestesia local e indolor.

Como tratar a psoríase genital?

Os tratamentos da psoríase consistem sobretudo em aplicações locais à base de creme ou, menos frequentemente, de loções ou pomadas (sem álcool).

Por outro lado, não aconselhamos utilizar géis com álcool, pois eles irritam a pele e as mucosas. 

Corticoides

Os corticoides são o principal tratamento inicial contra a psoríase genital. Geralmente, o tratamento começará com um corticoide tópico (podendo ser fraco ou mais forte), aplicado diariamente, depois mantido por uma a duas aplicações semanais.

No entanto, o uso prolongado de corticoides para psoríase pode acarretar efeitos colaterais. Portanto, o tratamento de longo prazo não deve depender do uso dessas medicações.

Tratamentos com fontes de vitamina D

Em segundo lugar, há os tratamentos derivados da vitamina D, utilizados em conjunto com os corticoides tópicos ou após o insucesso do tratamento com eles. No entanto, algumas vezes eles podem causar irritação local.

Tratamentos sistêmicos

Os tratamentos chamados sistêmicos são eficazes nas lesões genitais e podem vir na forma de comprimidos (ciclosporina, acitretina, apremilast, metotrexato), mas também são injetáveis (bioterapias e metotrexato).

Algumas precauções básicas

Se os sintomas piorarem ou se o corpo não tolerar algum tratamento que deveria ser eficaz, deve-se examinar o caso dando destaque para uma possível superinfecção por bactérias ou fungos (um fenômeno raro).

De todo modo, evite tratamentos ou produtos que podem provocar irritações; por exemplo:

  • artigos de higiene pessoal agressivos ou géis de limpeza;
  • roupas íntimas de tecido sintético (preferir algodão);
  • por fim, não seque as partes íntimas de forma muito agressiva; em vez de esfregar com força, apenas sobreponha a área com uma toalha macia. Também é possível utilizar secadores de cabelo.

Como a psoríase (genital) pode influenciar a sexualidade

A imagem que temos de nós mesmos é parcialmente construída pelo nosso aspecto visual e, portanto, possui conexão com as características da pele.

A autoestima também resulta desses aspectos, podendo afetar da mesma forma a sexualidade. Todas essas doenças crônicas – incluindo a psoríase – influenciam o bem-estar e a sexualidade do paciente, principalmente quando a condição afeta o rosto, regiões aparentes ou órgãos sexuais.

Além disso, muitas vezes a psoríase pode estar dentre as causas de uma queda na libido. Por isso, é importante consultar um médico. Muitos pacientes escolhem conviver com isso, em detrimento da própria saúde (por incômodo ou vergonha).

Os dermatologistas são os especialistas mais competentes para atender tais problemas.

Conclusões

Embora a psoríase genital atinja pessoas que já foram afetadas (nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo), muitas não procuram ajuda e desenvolvem outros problemas adjacentes.

Na realidade, a psoríase é tratável, podendo ser muito bem controlada através de tratamentos medicamentosos ou terapias psicológicas (trabalhando estresse, fatores ambientais, ansiedade, etc.).

Os especialistas nesses assuntos estudam e pesquisam justamente para solucionar esses problemas: é sempre melhor enfrentar a condição do que permitir que ela se fixe ou se espalhe.

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