Micose vaginal: sintomas, causas, tratamentos

geralmente essa micose é uma candidíase
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

18 de agosto 2021

A candidíase é uma infecção fúngica na região genital e é bastante comum nas mulheres. Estima-se que 75% das mulheres passam por pelo menos um episódio de micose vaginal na vida. Vamos analisar mais de perto as características do problema:

Candidíase vaginal: definição e sintomas

Como dito anteriormente, a micose vaginal é uma infecção dos órgãos genitais por fungos, geralmente pelo Candida albicans.

Por isso, chamamos essa infecção de candidíase.

Elas são extremamente comuns no sexo feminino, podem desaparecer sozinhas e, às vezes, são assintomáticas.

Aliás, geralmente quando isso acontece, o fungo já está presente no corpo e começa a se proliferar anormalmente. Mas também é possível contrair a micose vaginal por contaminação durante a relação sexual ou em um local público, como piscina, banheiro ou praias.

É possível desenvolver candidíase mesmo que a mulher nunca tenha feito sexo.

A infecção genital pode ser ocasional ou recorrente: 4 ou mais por ano é considerada recorrente.

Sintomas da micose vaginal

Quando ocorre nas mulheres, estamos falando de uma infecção da vulva e da vagina: a vulvovaginite. Os sintomas são, então:

À medida que a menstruação se aproxima, esses sintomas se intensificam.

Nos homens, a micose genital se caracteriza pela inflamação da glande e do prepúcio, com coceira. Assim, se a infecção se espalhar sem tratamento, pode levar à fimose ou a um corrimento com pus. No entanto, os homens geralmente não apresentam nenhum sintoma.

Micose na vagina: fatores de risco

A flora vaginal é naturalmente composta de vários microorganismos, bactérias… Todos convivendo juntos e fazendo da vagina um ambiente ácido a fim de combater infecções.

Portanto, quando esse equilíbrio é perturbado, as infecções podem se desenvolver esporadicamente ou com certa regularidade.

Algumas mulheres são mais vulneráveis à infecção do que outras, por exemplo; isso justamente porque elas:

  • administram antibióticos ou corticoides;
  • se encontram em uma situação de fadiga, estresse ou ansiedade;
  • possuem um sistema imunológico fragilizado;
  • ou têm diabetes.

Além disso, certos períodos da vida são mais propensos a infecções, tais como a menstruação, o uso de pílulas anticoncepcionais, a gravidez, etc.

Pode ser recomendado durante esses períodos (como medida preventiva se a mulher for propensa a infecções) fazer uso de probióticos para a flora vaginal – sempre com o acompanhamento de um(a) médico(a) ginecologista.

Causas da candidíase vaginal

Em cerca de 95% dos casos, a micose vaginal é provocada pelo fungo Candida albicans, o responsável pela candidíase.

Esse fungo está presente naturalmente na boca e no sistema digestivo, podendo parar também no aparelho genital feminino (vulva e vagina). Portanto, os germes que causam essa infecção já estão presentes no corpo.

Assim, a micose na vagina é a forma agressiva da proliferação de fungos que já estavam naturalmente presentes no organismo.

Em 60% dos casos, a origem da candidíase é interna, sendo causada por um desequilíbrio na flora vaginal.

Na outra parte dos casos, a contaminação é externa: contato sexual, objeto contaminado, local infectado…

Além disso, geralmente a infecção depende da qualidade das defesas naturais da mulher.

Diagnóstico

Durante o atendimento médico, o especialista pode realizar exames. Normalmente, em primeiro lugar, ele ou ela irá verificar a vulva e o colo do útero com a ajuda de um espéculo.

Esse exame padrão pode ser usado para detectar uma infecção por micose. Às vezes, podem ser coletadas também amostras para exame se houver qualquer dúvida sobre a infecção ou se ela for resistente ao tratamento.

Em caso de vaginismo ou vulvodínia (ardência na vulva), a amostra pode ser recolhida com um cotonete de algodão.

É importante ter certeza do diagnóstico antes de usar um creme antifúngico; o creme, além de ser ineficaz caso não se trate de uma infecção fúngica, também pode provocar outras patologias.

É preferível procurar atendimento médico e realizar exames.

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Tratamentos

O tratamento é geralmente local: comprimidos e óvulos vaginais, cremes, géis ou pomadas. Há poucos efeitos colaterais.

Aconselhamos ao parceiro ou parceira a procurar tratamento também, mas não é obrigatório se não houver sintomas.

É comum se prescrever, por exemplo:

  • óvulos vaginais por 1 a 3 dias;
  • cremes antifúngicos, como o clotrimazol, por exemplo;
  • sabonete íntimo;
  • tratamento com antifúngicos em comprimidos (como fluconazol) para recorrências.

Além disso, se você é propenso a micoses recorrentes na vagina, existem os tratamentos preventivos; converse com seu/sua ginecologista.

Conclusão

Há medidas de higiene preventiva que podem ser tomadas para tratar as infecções fúngicas e evitar recorrências.

Por exemplo: trocar as roupas diariamente, evitar sabonetes com pH ácido, não lavar a área afetada com muita frequência (pois isso pode irritá-la ainda mais), trocar as toalhas com regularidade, secar bem a vulva, não introduzir água na vagina…

Esses episódios geralmente não são graves e podem ser facilmente tratados.


Fontes

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