Micose no pênis: quais as causas e como tratar

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

27 de dezembro 2020

Quando falamos em micose no pênis, estamos nos referindo a qualquer infecção por fungos na região. Além disso, boa parte dos casos em que o paciente tem a glande inflamada (chamamos essa condição de Balanite) a causa do problema é uma infecção fúngica. Por isso, uma micose genital masculina, em muitas situações, pode ser considerada balanite.

A balanite pode ser causada por um fungo: o Candida albicans (em casos raros, C. tropicalis e C. krusei). Ele se desenvolve geralmente em mucosas, como a glande do pênis. Assim, o termo “micose no pênis não é completamente exato.

Vamos fazer um breve apresentação dessa infecção (e vale lembrar que ela não é uma IST!).

Micose no pênis e Balanite: infecciosa ou não infecciosa?

A balanite pode ter causas não infecciosas. Muitas das vezes, é uma reação alérgica: uma irritação provocada pela aplicação de produtos agressivos, por uma má higiene ou limpeza íntima em excesso.

Quando essa balanite possui causas infecciosas, geralmente é por Candida (em 30 a 50% dos casos) e muito raramente por estreptococos B ou bactérias anaeróbicas.

No entanto, também pode ser uma psoríase pustulosa: um exame clínico esclarece isso com bastante facilidade.

A presença de pústulas (pequenas bolinhas com pus) é característica das balanites por Candida. Além disso, como a balanite é mais frequentemente transmitida fora das relações sexuais, ela não é considerada uma IST.

Mesmo assim, é possível se infectar através do contato sexual, principalmente se a(o) parceira(o) tiver uma micose vaginal.

Micose no pênis: fatores de risco

Causada principalmente pelo fungo C. albicans (presente no aparelho gastrointestinal e na flora vaginal normal de aproximadamente 25% das mulheres), a candidíase pode se tornar patogênica em caso de:

  • gravidez;
  • diabetes;
  • Ou devido a interações medicamentosas com hormônios, corticosteroides, imunossupressores ou antibióticos.

Um exame clínico básico geralmente é suficiente, mas, se houver dúvidas, o médico pode retirar uma amostra da área afetada para um exame microscópico que detecta a presença de fungos.

Os fatores que podem incentivar uma micose no pênis são:

  • obesidade;
  • maceração (umidade excessiva);
  • falta (ou o excesso) de higiene;
  • diabetes.

Diagnosticando uma balanite

Quando se suspeita de uma micose no pênis (nesse caso uma balanite infecciosa, geralmente candidíase), pode ser necessário realizar exames para detectar a presença de fungos ou outros micro-organismos.

Existem 3 exames possíveis, mas todos consistem em passar o cotonete (swab) na base da glande para coleta e detecção de:

  • fungos unicelulares (leveduras) ou filamentos;
  • uma cultura de micro-organismos;
  • ou outro agente patogênico.

No entanto, esses exames podem ser difíceis de se interpretar. Isso porque a leve presença de Candida albicans na glande pode ser normal. Para obtermos um diagnóstico mais certo, a melhor maneira de se detectar a balanite por Candida é certamente pela presença de diversas leveduras (principalmente sob a forma de filamentos).

Micose no pênis: tratamento

Na consulta médica, o profissional deve tranquilizar o paciente em relação à origem não-sexual da balanite. Em seguida, deve-se certificar de que não há falhas na higiene, verificar se os produtos de higiene pessoal são adequados (não irritam e não provocam alergias).

O médico também poderá recomendar lavar a região com sabão neutro (ou rico em óleos vegetais, para peles sensíveis) e enxaguar cuidadosamente. Utilizamos os antibióticos muito raramente: apenas em caso de infecção por estreptococos ou bactérias anaeróbicas.

Tratamento antifúngicos são prescritos com maior frequência.

Às vezes, a situação pode ser incômoda e deve-se monitorar o caso; por outro lado, às vezes a doença melhora espontaneamente.

Usam-se tratamentos tópicos com cremes, como o miconazol ou a nistatina. Em pacientes diabéticos ou em casos mais complicados, o tratamento deve ser realizado por via oral, com fluconazol, por exemplo.

Por fim, além dos casos de diabetes não controlada, que podem causar balanites crônicas, a balanite por Candida é tratável. Ainda é preciso monitorar as recorrências, principalmente quando a(o) parceira(o) é propensa(o) a micoses genitais. Dessa forma o tratamento deve ser feito com ela(e).

Balanites crônicas

A balanite crônica pode estar associada à psoríase ou ao líquen plano, exigindo cuidados especiais (às vezes uma biópsia é necessária). Assim, geralmente se prescreve um dermocorticoide.

Na maioria das vezes, as balanites crônicas ocorrem em homens mais velhos: são as chamadas balanites de Zoon. Os fatores que propiciam o surgimento dessas micoses são: prepúcio muito longo e acúmulo de urina na região entre o prepúcio e a glande.

Do mesmo modo, aqui o tratamento consiste em métodos simples:

  • parar de usar certos produtos que provocam irritação;
  • lavar com água limpa e com sabonete neutro e secar cuidadosamente (com uma toalha limpa).

Se, apesar de tudo, a balanite aparecer com muita frequência, pode ser necessária uma circuncisão.

Quais lesões genitais são ISTs?

Existem algumas lesões genitais que podem parecer micoses, mas não são. Algumas delas, então, são consideradas Infecções Sexualmente Transmissíveis. Podemos citar as seguintes:

  • Herpes simples (HSV);
  • sífilis;
  • tricomoníase;
  • cancro mole;
  • Mycoplasma genitalium.

Micose no pênis: conclusões

Os sinais clínicos de uma micose geralmente são facilmente identificáveis. Mas não arrisque a sua saúde com automedicação. Aplicar um creme inadequado ao seu caso pode piorar a situação e tornar a recuperação mais demorada e complicada.

Como explicamos a você, existem diversos micro-organismos responsáveis pela micose (embora, no caso da balanite, o fungo que mais aparece é o C. albicans). Portanto, existem tratamentos específicos a cada situação: o melhor a se fazer é procurar o acompanhamento de um médico especializado.

Fontes

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