Espinha no pênis: quais as causas? Como tratar?

pepino com bolinhas na casca, mas tudo depende do que você quer dizer com espinhas no pênis
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

17 de outubro 2021

As espinhas no pênis podem ter várias causas… No entanto, precisamos definir antes o que são as tais “espinhas”. Às vezes estamos falando de verrugas, às vezes estamos falando de feridas, caroços, ou simplesmente pontos de inflamação (como é o caso da balanite). Mas também pode ser uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), já que diversas pessoas têm esse tipo de sintoma.

Por isso, é melhor eliminar qualquer dúvida em relação à presença de uma IST. E, mesmo que seja uma micose, recomendamos que você consulte um médico. Aplicar um produto não ajustado ao seu caso pode agravar a situação e, posteriormente, complicar o tratamento.

“Espinhas” no pênis: consequência de um sexo sem proteção?

Na última década, foi observado um relaxamento nas medidas de proteção durante o sexo e um aumento nas ISTs.

A principal causa é o baixo uso de preservativos, além do sexo oral sem proteção, que é potencialmente vetor de Infecções Sexualmente Transmissíveis.

É por isso que, nesse artigo, vamos focar nas medidas de prevenção de ISTs e lembrar os potenciais riscos e sintomas das doenças que usualmente podem causar espinhas (feridas ou caroços) no pênis ou na glande.

Embora essas espinhas no pênis não sejam necessariamente um sinal de infecção (pode ser balanite, que é o mais comum, devido à falta ou ao excesso de higiene), elas são um sintoma! Então, não se deve vê-las com indiferença.

Se você não assumiu nenhum risco nas suas relações sexuais, então pode ser apenas uma balanite ou inflamação. Sendo assim, um médico deve prescrever o tratamento adequado. Mas é importante que você não tente se tratar sozinho! Mesmo que uma consulta por esse motivo possa parecer vergonhosa à primeira vista, é preferível cuidar da própria saúde.

Afinal, pode ficar tranquilo: a maioria das ISTs podem ser muito bem tratadas quando detectadas a tempo. Consulte um urologista online para o diagnóstico.

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Espinhas no pênis e suas causas não infecciosas

Vamos começar com as causas menos graves, mas que também são comuns! Alguns homens podem ter, de forma natural, pequenas lesões que parecem verrugas no pênis: trata-se dos grânulos de Fordyce ou das glândulas de Tyson.

O primeiro está presente no prepúcio ou no corpo do pênis e se assemelha a grãos de trigo muito pequenos. Essas “espinhas” não são patológicas, mas podem ser removidas a laser por razões estéticas, se o paciente desejar.

As glândulas de Tyson têm um pouco as mesmas características, mas estão localizadas ao redor da base da glande. São pontos pequenos, esbranquiçados e salientes e se assemelham mais com verrugas, podendo ser confundidos com o resultado de uma infecção pelo vírus HPV.

Algumas pessoas possuem essas glândulas em grande quantidade e tamanhos maiores, enquanto, em outras pessoas, essas estruturas são muito discretas. Naqueles casos em que as glândulas são muito salientes, a diferenciação entre uma verruga viral e uma glândula normal deve ser feita por um médico especialista.

O que faço com os grânulos de fordyce? [Omenscast #24]

No nosso 24º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai falar sobre os grânulos de fordyce, que podem aparecer em diversas partes do corpo, mas que muitos confundem com infecções e doenças. A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Outra origem para lesões no pênis, na maioria das vezes não infecciosa, é a micose (ou balanite). Ela não é considerada uma IST, embora possa ser contraída após o sexo vaginal, caso a pessoa esteja infectada ou com uma candidíase. Isso porque, muito frequentemente, ela é causada por questões higiênicas.

Nesse sentido, geralmente o médico prescreve um tratamento antifúngico. Por fim, as “espinhas” também podem indicar: uma psoríase (na forma de manchas vermelhas), uma alergia ao látex ou, ainda, um tumor maligno (uma mancha anormal ou nódulo sólido que não responde a nenhum tratamento de aplicação de agentes tópicos).

Quando procurar um urologista especializado em sexualidade? [Vídeo]

Está em dúvida se está passando por algum tipo de problema sexual? Alguma disfunção sexual, como talvez a disfunção erétil, a ejaculação precoce ou a perda de libido? Não sabe se já é hora de se consultar com um urologista?

Nesse primeiro vídeo, nosso médico Dr. João Brunhara tira algumas dúvidas sobre quando se consultar com urologistas especializados em sexualidade. Algumas das dúvidas mais frequentes são abordadas, como em que casos se consultar com um médico especialista e se há algum tipo de limite de idade.

As principais ISTs responsáveis por “espinhas” no pênis

As ISTs mais comuns e responsáveis por esses sintomas são:

  • Infecções virais da herpes simples (HSV)
  • E o vírus do papiloma humano (HPV)

Estima-se que a herpes genital atinja em torno de 12 milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo, existem quase 200 tipos diferentes de HPV, em sua maioria benignos.

O monitoramento médico é indispensável, especialmente para as mulheres: nelas, o HPV é a causa de quase 100% dos casos de câncer do colo do útero.

Além das doenças que causam feridas e verrugas genitais, existem também aquelas que infectam a uretra (o canal urinário, causando as doenças chamadas uretrites). Elas trazem sintomas urinários e muitas vezes uma secreção uretral. Dentre elas, destacamos:

  • Gonorreia
  • Clamídia
  • Micoplasma
  • Ureaplasma

Vírus da herpes

Até pouco tempo atrás, distinguíamos duas variantes do vírus da herpes: HSV-1, presente ao redor da boca (do nariz, dos olhos), e o HSV-2, doloroso, localizado na área genital.

Mas com a prática do sexo oral (no pênis, na vulva ou no ânus), os dois vírus podem ser encontrados nos mesmos locais, com sintomas semelhantes.

Se a doença for detectada a tempo (o que raramente acontece), a infecção primária pode ser rapidamente tratada com antivirais. No entanto, quando o vírus se aloja nos gânglios, muitas vezes a herpes pode voltar a aparecer. Isso é possível, sobretudo, em períodos de baixa imunidade, como: estresse, falta de sono, má alimentação ou imunodeficiências em geral.

Veja como prevenir:

Proteger a(o) parceira(o) enquanto a ferida não está cicatrizada: sem relações sexuais, nem mesmo sexo oral. A presença de uma crosta determina o início do processo de cura. Assim, é preciso esperar que a crosta caia para a “espinha” deixar de ser contagiosa.

Esses cuidados são válidos para a região genital e oral.

Vírus do papiloma humano (HPV)

O HPV é responsável pelos condilomas (ou verrugas genitais), que às vezes são bem visíveis. Entretanto, eles também podem passar despercebidos, principalmente na região anal.

O principal risco está no fato de que alguns tipos do HPV (como os tipos 16 e 18) que produzem verrugas genitais possuem potencial para provocar o desenvolvimento de células cancerígenas.

Nas mulheres, o HPV é completamente assintomático até provocar displasia (estágio pré-canceroso), que pode ser detectada durante o exame de papanicolau.

Estima-se que quase toda a população um dia já teve contato com o vírus do papiloma. No entanto, 70% dos indivíduos se curam espontaneamente.

Além disso, existe vacina para certos tipos de HPV.

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Sífilis

Outra infecção, que de forma alguma é a menos grave, é a sífilis. A um tempo atrás, foi epidêmica e quase erradicada, mas reapareceu há alguns anos.

Como a maioria das ISTs, ela está em ascensão devido a comportamentos de risco.

Quando se deve ficar alerta?

O primeiro sinal da infecção é a presença de uma ferida (que pode permanecer escondida dependendo dos hábitos de higiene do homem). Na maioria das vezes indolor, a ferida pode até desaparecer e “curar” por si só depois de um mês.

No entanto, a bactéria responsável pela infecção (a treponema) permanece no organismo. Chama-se esse estágio de Sífilis latente. Nas mulheres, a Sífilis primária (primeiro estágio) passa ainda mais despercebida. Isso porque somente um exame ginecológico pode revelar a presença da ferida.

Por fim, a infecção pode se disseminar pela região anal ou para as amígdalas. Portanto, se você tiver alguma dúvida, não deixe de consultar um médico online.

Cancro mole

Além disso, há o Cancro mole, causado pela bactéria Haemophilus ducreyi. Também chamado de cancroide, a infecção provoca uma úlcera (ferida) genital, normalmente dolorosa e com saída de pus. Seu tratamento é realizado com antibióticos.

Cuidados: métodos de prevenção

O preservativo é sempre necessário! Certamente não vamos nos cansar de enfatizar isso: a camisinha é a melhor proteção contra a maioria das ISTs e o HIV.

A melhoria nos cuidados e o desenvolvimento da terapia tríplice na luta contra o HIV levaram a um relaxamento no uso de preservativos, infelizmente. Dessa forma, houve um aumento nas ISTs.

Além disso, muitas vezes esquecemos dos riscos associados ao sexo oral e do fato de que a transmissão de ISTs também pode ocorrer através da saliva, em contato com as mucosas.

É preciso lembrar alguns pontos importantes… A presença de uma IST no organismo oferece ao HIV uma porta de acesso privilegiado: ela multiplica em 2 a 5 o risco de infecção. E, por fim, a frequência de clamídia e de gonorreia é multiplicada por 10.

Por isso, é importante fazer testes regularmente caso você tenha relações com diversas(os) parceiras(os). Muitas ISTs são assintomáticas.

Aliás, se suas práticas trazem algum risco, há um tratamento de prevenção do HIV, a PrEP, que se pode eventualmente combinar com o uso de preservativos — nunca o contrário! Na prática, ela reduz o risco de contaminação, mas não o elimina. Você pode discutir o assunto com um médico.

O principal risco que esse tratamento traz é o de levar a um relaxamento no uso do preservativo e a um aumento nos casos de ISTs.


Fontes

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COMENTÁRIOS SOBRE “Espinha no pênis: quais as causas? Como tratar?

  1. Maria Luciana de Jesus Bezerra says:

    Apareceu uma bolinha como uma espinha na pele do pênis do meu marido com a cor branca e no outro dia outro como se fosse uma bolha e estourou durante o ato sexual ,pode ser risco de infecção?

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