Oligospermia: a qualidade do esperma diminui com a idade?

oligospermia, azoospermia, teratozoospermia, astenozoospermia, sabia o que é cada um deles
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

10 de agosto 2021

A oligospermia (ou oligozoospermia) se caracteriza pela presença excepcionalmente baixa de espermatozoides no esperma (menos de 20 milhões de espermatozoides por ml). Quando a quantidade é inferior a 1 milhão de espermatozoides, falamos em oligozoospermia severa.

Além disso, diferencia-se a oligospermia da azoospermia (que é a ausência total de espermatozoides no sêmen) e da teratozoospermia (uma alteração do formato dos espermatozoides). Aliás, a alteração de motilidade dos espermatozoides se chama astenozoospermia.

E essas condições podem se somar: por exemplo, é possível ter astenooligozoospermia (quantidade reduzida de espermatozoides e com alteração de motilidade) ou até teratoastenooligozoospermia (alteração da quantidade, do formato e da motilidade).

Mas quais as causas dessa infertilidade? Aliás, a idade entra como um fator de risco?

A infertilidade é provocada por apenas um dos dois parceiros?

Aproximadamente um terço dos casos de infertilidade acontece por fator masculino, um terço por fator feminino e um terço de uma combinação de fatores de ambos.

Com relação à infertilidade masculina e a oligospermia, identificam-se várias deficiências na espermatogênese ou no transporte de espermatozoides. 

O diagnóstico envolve a avaliação e análises cuidadosas do líquido seminal. Para problemas físicos ou endócrinos, os tratamentos serão específicos.

Outros fatores além da oligospermia também estão envolvidos na infertilidade masculina: baixo volume de esperma (apesar da boa qualidade dos espermatozoides) ou alterações do formato (teratozoospermia) ou da motilidade (astenozoospermia) dos espermatozoides.

Às vezes, medidas simples são suficientes para enfrentar as dificuldades ligadas à reprodução.

O que é a oligospermia e quais as diferentes causas de infertilidade

A infertilidade masculina pode estar principalmente relacionada a irregularidades no transporte (ou na produção) de espermatozoides.

Espermatogênese e infertilidade

Uma disfunção da espermatogênese (o processo de produção de espermatozóides) é, com frequência, a causa da infertilidade.

As possíveis causas desse problema incluem:

  • varicoceles (varizes das veias dos testículos);
  • histórico de doenças do testículo, como criptorquidia (testículos que demoraram mais para chegar à bolsa escrotal);
  • sequelas de doenças agudas testiculares, como torção de testículo ou orqui-epididimite;
  • alterações genéticas com malformações do cromossomo Y;
  • uma alteração na função do hipotálamo ou da hipófise;
  • problemas na tireoide ou nas glândulas suprarrenais;
  • fatores testiculares relacionados à produção de androgênios (hormônios masculinos);
  • ausência de epitélio germinativo;
  • algumas doenças sistêmicas (ou seja, que afetam todo o corpo);
  • infecções pós-púberes: caxumba, tuberculose, doenças genitais ou que podem afetar o fluxo de esperma;
  • uma infecção aguda que afeta temporariamente a espermatogênese;
  • insuficiência renal crônica, diabetes e paraplegia (com frequência, tais pacientes apresentam disfunção erétil e ejaculação retrógrada);
  • fatores ambientais: muito calor, exposição à radiação de indústrias ou a produtos químicos (herbicidas, pesticidas, etc.);
  • além disso, o estresse também pode reduzir a produção de esperma: dormir pouco, estar sob pressão no trabalho ou até desempregado pode ter um impacto sobre a saúde em geral.
  • alguns tratamentos, por exemplo: cimetidina (Tagamet), nitrofurantoína, inibidores da MAO (monoaminoxidase), sulfassalazina (Salazoprin), colchicina;
  • quimioterapias;
  • ou ainda o consumo excessivo de álcool, tabaco ou outras drogas recreativas.

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A resposta imunológica também tem um papel muito importante e pode possivelmente explicar muitos casos de condições “idiopáticas” (que existem sem se saber a causa) de ejaculação.

Além disso, a puberdade precoce ou tardia pode sugerir um distúrbio endócrino.

Outras hipóteses envolvem temperaturas altas na região testicular e redução dos metabólitos como causas da oligospermia e da má qualidade dos espermatozoides.

Também se tem sugerido que veias obstruídas afetam diretamente o epidídimo e a produção de testosterona pelos testículos. Além disso, os testículos muito pequenos ou moles em geral indicam uma perda significativa de sua função.

Transporte de espermatozoides

Os fatores que podem afetar o transporte de espermatozoides podem ser anatômicos, fisiológicos ou relacionados à motilidade deles.

Uma entrevista com o paciente fornecerá informações sobre possíveis traumas ou cirurgias nos órgãos genitais, principalmente a de hérnia inguinal e de outros antecedentes de saúde; por exemplo: a fibrose cística, que tem uma associação com alteração dos dutos deferentes).

Além disso, exames de imagem podem esclarecer a presença de cistos ou fatores obstrutivos nas vesículas seminais ou alterações nos canais deferentes, por exemplo.

Alguns pacientes sofrem de ejaculação retrógrada em função do uso de medicamentos, cirurgias prostáticas ou alterações neurológicas e, assim, não emitem espermatozoides pela uretra no momento da ejaculação, sendo uma causa possível de infertilidade.

Aliás, as relações sexuais com penetração e ejaculação devem ocorrer próximo ao momento da ovulação, com uma frequência de 2 vezes por semana, pelo menos, e pelo prazo de 1 ano, para que se fale em infertilidade.

Também se observa que a fimose em grau elevado pode prejudicar o transporte de espermatozoides.

Analisando o esperma

Um volume seminal normal contém entre 1,5 e 4,5 ml. Um volume inferior a isso pode indicar alterações da vesícula seminal, problemas de ejaculação ou até mesmo problemas na coleta da amostra, como tempo de abstinência sexual insuficiente.

O diagnóstico de olizoospermia é feito quando a concentração de espermatozoides é inferior a 15 milhões/ml. Porém, vale esclarecer que estar acima desse valor de corte não é garantia de conseguir engravidar – trata-se de um referencial mínimo, enquanto a média populacional dessa concentração é acima de 50 milhões/ml.

Além disso, naturalmente a fertilidade implica a combinação do fator masculino com o feminino. Ou seja, para uma mulher muito fértil, um parceiro com uma concentração baixa de espermatozoides pode resultar em uma gravidez fácil; por outro lado, uma mulher que tenha um fator de fertilidade menor pode ter dificuldades com a mesma concentração.

Por fim, analisamos fatores como a motilidade e o formato dos espermatozoides, que também influenciam a capacidade de provocar uma gestação.

Conclusões: oligospermia tem cura?

Quando o casal encontra dificuldades quanto à concepção, ambos devem ser conscientizados sobre os diferentes métodos alternativos ou tratamentos.

Além disso, há tratamento para muitas das condições físicas e alterações no sêmen. No caso do homem, ele deve se consultar com um urologista, que pesquisará possíveis fatores reversíveis (como infecções, varicoceles, obstruções, desequilíbrios hormonais, entre outros) e propiciará um tratamento para aumentar a qualidade do esperma.

E, dependendo do caso, podem ser indicados métodos de reprodução assistida, envolvendo a coleta de espermatozoides (podendo ser pela ejaculação, por punção do epidídimo ou obtenção direta no testículo, de acordo com cada caso) e possivelmente uma fertilização in vitro.E também é fundamental o aspecto emocional e o apoio que o médico dará ao casal. Se você tem tido dificuldade em engravidar sua parceira, procure um urologista especializado para lhe ajudar.

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