Como tratar a motilidade do esperma?

castanhas imitando espermatozoides e pimentão simbolizando a vagina
BLOG OMENS / Fertilidade masculina
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Escrito por

Ranieri Soares

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

19 de abril 2022

Vamos falar sobre qualidade do sêmen? O espermograma é um exame essencial para avaliar a qualidade espermática do homem. Mas você sabe o que é motilidade espermática e como tratá-la caso estiver baixa? Não? Calma que nós aqui na Omens te explicamos!

Motilidade espermática: definição e exames

A motilidade espermática é a capacidade que o espermatozoide tem de se mover através do trato reprodutivo feminino e alcançar e fecundar o óvulo. É um dos fatores primordiais na determinação da fertilidade masculina.

O esperma deve ser capaz de avançar a uma taxa de pelo menos 25 micrômetros por segundo para ser classificado como “saudável”. Caso o espermatozoide não se mova nessa taxa, a condição é denominada astenospermia.

O exame não avalia a qualidade genética do esperma, mas sim o movimento. Se o esperma não nadar satisfatoriamente, possivelmente ocorrem problemas de fertilidade.

A motilidade normal do esperma é de cerca de 40%, chamamos esse parâmetro de motilidade total. Isto quer dizer que pelo menos 40% dos espermatozoides devem ser bons nadadores, ou seja, verdadeiros Michael Phelps!

Infertilidade masculina: diagnóstico e tratamentos [Omenscast #40]

Nesse episódio de número 40 do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai responder algumas dúvidas comuns sobre infertilidade masculina: como saber se o homem é estéril? Como descobrir? A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Como tratar a motilidade espermática?

Em primeiro lugar, é importante sempre consultar um médico especialista. É clichê, sabemos, mas só assim você poderá discutir as melhores possibilidades clínicas para elevar a motilidade do esperma. Além disso, é necessário melhorar a alimentação e procurar ter um estilo de vida mais saudável.

É indispensável ter uma dieta com uma alimentação equilibrada. Uma alimentação variada e saudável deve ingerir nutrientes que sejam saudáveis ao esperma – os ricos em zinco e arginina são fundamentais. Desse modo, a quantidade e a velocidade de esperma produzido pelo corpo aumentará.

Além disso, a dieta deve possuir alimentos integrais. Dê preferência por frutas, legumes, grãos integrais, frutos do mar, ovos, espinafre, alho, cenouras, carnes magras ou proteínas e laticínios. A variedade garante a ingestão de inúmeras vitaminas, minerais e antioxidantes que podem aumentar a motilidade do esperma de forma natural.

Portanto, são necessárias mudanças de hábitos! Por exemplo: evitar o álcool, o cigarro e o uso de drogas. Isso porque eles afetam negativamente a motilidade do esperma.

Aliás, é importante também manter um peso saudável: pratique exercícios físicos regularmente. A atividade física regular está ligada a diversos benefícios à saúde, incluindo o aumento da motilidade do sêmen ao regular os hormônios e contribuir com a perda de peso. Faça caminhadas, ciclismo ou corrida, por exemplo.

São medidas simples, mas eficazes, e colaboram para a melhora da fertilidade masculina.

Ainda é essencial evitar que o escroto fique superaquecido e assim garantir que os espermatozoides permaneçam saudáveis. Use roupas íntimas folgadas para manter os testículos arejados, pois calças e cuecas muito apertadas deixam a bolsa escrotal totalmente colados em volta dos testículos, superaquecendo-os; o ideal é colocar roupas de tecidos leves, que mantenham o local com cerca de 34°C para que a produção de esperma esteja 100%.

O que é baixa motilidade espermática?

Entende-se como baixa motilidade espermática quando o esperma provavelmente não avançará em direção ao óvulo a tempo de fecundá-lo.

Segundo critérios da Organização Mundial de Saúde, uma amostra seminal deve apresentar pelo menos 32% de espermatozoides que se movem de forma rápida ou lenta, mas progressivamente. Assim são capazes de alcançar o óvulo e realizar a fecundação.

O esperma pode ser muito lento, não progressivo ou pode simplesmente nadar em círculos e não em caminhos rápidos e retos.

O médico pode diagnosticar o paciente com a condição de astenospermia. As causas da astenospermia podem ser diversas, ainda que muitas vezes esteja associada a infecções na região dos testículos. As causas da baixa motilidade dos espermatozoides nos homens variam: em alguns casos, é genético; em outros, pode ser uma condição médica ou em razão do estilo de vida pouco saudável, por exemplo. O ambiente ao redor igualmente pode desempenhar um grande papel na motilidade do esperma.

A astenospermia refere-se a defeitos na motilidade dos espermatozoides – essa é uma das causas principais de infertilidade masculina. Por isso, é sempre importante consultar um médico especializado.

O diagnóstico da astenospermia é simples e pode ser feito com um espermograma básico. Após o homem ejacular em um recipiente apropriado, seu sêmen é levado à análise em laboratório, onde é feita a contagem dos espermatozoides, além de serem avaliadas suas condições de motilidade e tempo de vida.

Se você realizou o exame de espermograma e nele apresentou baixa quantidade de espermatozoides, é preciso investigar se a causa é hormonal, a fim de seguir tratamento medicamentoso, ou em virtude de varicocele, que possui tratamento cirúrgico.

Para vencer a infertilidade devido à astenospermia, podem-se usar tecnologias de reprodução assistida, como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides.

Como engravidar de homem com baixa motilidade?

Quando um homem possui astenospermia, as chances de ele engravidar sua parceira são baixas. Mas ainda assim, é possível uma gravidez espontânea, principalmente se forem realizadas medidas como mudanças de estilo de vida e correção da varicocele (isso é, se houver uma varicocele).

E, se mesmo assim não for possível uma gravidez espontânea, existem os métodos de reprodução assistida. Se o casal deseja de fato ter um filho, é interessante pensar em tratamentos de inseminação artificial intrauterina ou fertilização in vitro.

A fertilização intrauterina é um dos métodos viáveis para que isso possa acontecer. A técnica consiste essencialmente na colocação do esperma diretamente no útero de modo artificial. Se o problema do homem é apenas com a mobilidade de seu esperma, a dificuldade pode ser resolvida com esse procedimento. Outro procedimento que, do mesmo modo, pode ser uma alternativa é a fertilização in vitro que, apesar de não ser o mais barato, tem uma boa eficácia.


Referências

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