Herpes genital masculino: tratamentos e prevenção

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

14 de julho 2021

Dois vírus são responsáveis pelo herpes: o tipo 1 (ou HSV-1), que é responsável pelas infecções na boca, nos lábios ou nos olhos; e o tipo 2 (HSV-2), que é responsável pelo herpes genital masculino.

Infelizmente, o sexo oral também contribui para a transmissão de várias ISTs, incluindo o herpes genital: estima-se que o HSV-1 é agora responsável por 10 a 30% dos casos da doença. Os casos aumentam, seja por negligência ao sexo seguro, seja por desinformação.

O herpes genital é um verdadeiro problema de saúde, afetando aproximadamente dois terços da população brasileira sexualmente ativa.

O que é o herpes genital masculino: números sobre a doença

Herpes é uma doença viral sexualmente transmissível e altamente contagiosa.

No momento da primeira infecção de herpes genital, o vírus se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas nos (ou ao redor dos) órgãos genitais, que podem parecer feridas.

Em seguida, o vírus “adormece” no organismo. Mas ele pode reaparecer várias outras vezes.

O vírus tipo 2 (HSV-2) é o principal responsável pelo herpes genital, mas como já dissemos, o HSV-1 também pode ser transmitido durante o sexo oral, no contato com as mucosas. Portanto, os dois vírus podem provocar a herpes genital.

Transmissão, primeira infecção e reativação do vírus

Quando o vírus do herpes entra no corpo, ele causa o que se chama de infecção primária. Ele é ativado pelo surgimento temporário de pequenas bolhas, assim o herpes se instala no organismo antes de adormecer.

A partir de então, é impossível se livrar completamente do vírus da herpes simples, mesmo que as suas manifestações no corpo desapareçam.

Infecção primária de herpes

Essa primeira infecção se caracteriza pelo primeiro contato entre o herpes e o organismo. Raramente transmitido de mãe para filho (ao contrário do herpes labial), o herpes genital é transmitido durante a relação sexual, que não precisa incluir obrigatoriamente a penetração.

Os sintomas variam em intensidade, dependendo do indivíduo. A pessoa infectada que transmite o vírus

  1. ou possui feridas de herpes nos órgão sexuais, nas coxas, nas nádegas, etc.,
  2. ou não apresenta nenhum sintoma, mas porta o vírus nas mucosas.

Em casos de infecção por HSV-1 e na presença de uma ferida na boca, é possível contrair o herpes genital pelo contato oral com o órgão sexual.

Reativação do vírus

Uma vez em contato com o corpo, o vírus do herpes se desloca através das terminações nervosas da área infectada e permanece adormecido em um gânglio nervoso. Ele pode permanecer latente dessa forma por várias semanas, vários anos, sem reaparecer… Aliás, ele pode permanecer latente para sempre.

Mas geralmente o herpes reaparece de forma esporádica na área da primeira infecção: são as chamadas recidivas (ou reincidências).

Ao percorrer os nervos, o vírus da doença coloniza a região da pele ou das mucosas infectadas pela primeira vez, provocando machucados menores, mas recorrentes. Os fatores que podem incentivar uma recidiva são:

  • estresse;
  • uma outra infecção;
  • cansaço físico;
  • um sistema imunológico fragilizado;
  • alterações hormonais (como durante a menstruação, por exemplo).

Por fim, sabe-se que as recidivas são mais frequentes no ano seguinte à primeira infecção.

Os sintomas do herpes genital masculino

Em casos raros, a infecção pelo vírus do herpes passa completamente despercebida.

Isso quer dizer que algumas pessoas talvez tenham tido contato com a doença sem nunca desenvolver sintomas. Mesmo assim elas continuam sendo contagiosas se o vírus estiver presente nas mucosas – ainda que sem sintomas.

Sintomas da infecção primária por herpes genital

Apesar de passar despercebida na maioria das vezes, essa primeira infecção pode se manifestar de várias formas:

  • Feridas na área infectada: pequenas bolhas agrupadas (com um líquido transparente dentro), que rapidamente evoluem para úlceras, causando irritação, formigamento, coceira, ardência ou dor;
  • Outros machucados nos órgãos sexuais (ou em áreas próximas), mais abundantes e graves:
    • inflamação do ânus e do reto;
    • úlceras cobertas de uma camada esbranquiçada e dolorosa.
  • Febre, dores de cabeça, dores musculares, dores de barriga, dor ao urinar ou defecar.

A cicatrização e o desaparecimento das feridas podem levar várias semanas.

Reincidências do herpes genital masculino

As recidivas de herpes se caracterizam por:

  • sinais de alerta, como formigamento, dormência ou ardência na área acometida pela infecção;
  • sintomas como bolhas, vermelhidão, crostas, etc.;
  • feridas espalhadas pelo pênis, prepúcio ou testículos (a cicatrização costuma ser mais lenta nos testículos);
  • machucados nas nádegas, nas coxas ou no ânus.

A cicatrização pode levar de 7 a 10 dias.

Tratamentos, proteção, prevenção

Não existe até o momento vacina contra o herpes genital, por isso é importante se proteger durante as relações sexuais.

Para evitar transmitir o vírus, uma pessoa infectada deve evitar ter relações sexuais assim que os sintomas aparecerem e até que as feridas tenham cicatrizado por completo (aguardar até as crostas caírem).

Se os parceiros em questão não quiserem esperar, eles podem utilizar preservativos e protetores orais de látex, mas isso não é aconselhável. Mesmo porque os preservativos reduzem o risco de transmissão do vírus, mas não o erradicam.

O preservativo deve, então, ser usado da seguinte maneira:

  • durante qualquer contato com regiões íntimas;
  • durante todas as relações sexuais, seja na penetração anal ou vaginal, seja no sexo oral.

Também é possível fazer um protetor oral a partir de uma camisinha de látex, usando-o para cobrir a vulva ou o ânus durante o sexo oral: ele reduz o risco de infecção, evitando o contato entre a boca e os órgãos genitais.

Ao utilizar brinquedos sexuais, também se recomenda o uso de preservativos.

Como tratar o vírus do herpes?

Não há cura para o herpes genital, embora alguns medicamentos possam aliviar a dor, reduzir o risco de recidivas e diminuir o risco de transmissão.

No entanto, existem fármacos antivirais que ajudam a enfrentar a crise de reativação de herpes e fazer com que ela dure menos. Por exemplo, o aciclovir é uma substância que bloqueia os mecanismos de multiplicação do vírus, impedindo que a infecção se mantenha e se prolifere.

Além disso, é importante avisar os parceiros sexuais anteriores quando a pessoa se descobre infectada com o vírus do herpes, sobretudo para informá-los de que o vírus pode ser transmitido mesmo sem qualquer sintoma.

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