Herpes genital: sintomas, remédios e tratamento

Textura granulada em close, ilustrando as lesões do herpes genital
Última atualização

26 de outubro de 2026

Resumo rápido

  • O que é: o herpes genital é uma IST causada pelo vírus herpes simplex (HSV-2 e, cada vez mais, HSV-1, pelo sexo oral). O vírus fica no corpo para sempre e pode causar crises de tempos em tempos.
  • Sintomas: bolhinhas agrupadas que se rompem e viram feridas doloridas, com formigamento ou ardência antes. Muitas pessoas não têm sintoma nenhum e mesmo assim podem transmitir.
  • Tratamento: antivirais em comprimido (aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir), de preferência iniciados nas primeiras horas da crise. Eles encurtam e aliviam os sintomas.
  • Pomada antiviral tem pouco benefício no herpes genital e não substitui o comprimido (CDC).
  • Para quem tem crises frequentes, existe o tratamento diário (supressivo), que reduz as crises e o risco de transmissão.

Sintomas

Primeira crise (geralmente de 2 a 12 dias após o contato):

  • formigamento, coceira ou ardência na região;
  • bolhinhas agrupadas no pênis, no escroto, na vulva, na vagina, no ânus, nas nádegas ou nas coxas;
  • as bolhas se rompem e viram feridas doloridas, que formam crosta e cicatrizam em 2 a 4 semanas;
  • às vezes, febre, dor no corpo, gânglios inchados na virilha e dor ao urinar.

Crises seguintes (recorrências):

  • geralmente mais leves e mais curtas;
  • costumam ser precedidas por formigamento ou dor no local, que são os “sinais de aviso”;
  • tendem a ficar menos frequentes com o tempo.

No homem, as lesões podem ser confundidas com espinhas ou pelos encravados. Na mulher, podem ficar dentro da vagina ou no colo do útero e passar despercebidas.

Diagnóstico

  • Com lesão ativa: o médico pode coletar material da ferida para exame (PCR), que é o método mais preciso.
  • Sem lesão: o exame de sangue (sorologia) mostra se houve contato com o vírus, mas não diz onde nem quando. Ele não é recomendado como rastreio de rotina para quem não tem sintomas.

Herpes genital tem cura? [Omenscast #32]

No nosso 32º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai falar sobre a herpes genital, que infelizmente afeta muitas pessoas no Brasil e no mundo todo. Vamos falar sobre tratamentos e prevenção? A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Omenscast #32 | Herpes Genital

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Tratamento: remédios e pomada

Não há cura, mas o tratamento controla bem a doença.

Tipo de tratamentoQuandoPara quê
Primeira criseAssim que os sintomas aparecem, por 7 a 10 diasEncurtar e aliviar a crise, que costuma ser a mais forte
EpisódicoNo início de cada recorrência (idealmente no primeiro dia ou nos sinais de aviso)Encurtar a crise
Supressivo (diário)Uso contínuoReduzir o número de crises e o risco de transmitir

Antivirais usados: aciclovir, valaciclovir e fanciclovir, todos em comprimido. A dose e o tempo de uso são definidos pelo médico.

E a pomada de aciclovir? No herpes genital, a pomada antiviral traz benefício clínico mínimo, e por isso não é recomendada como tratamento (CDC). O que funciona é o antiviral oral.

Para aliviar o desconforto durante a crise:

  • analgésicos comuns, como paracetamol ou ibuprofeno;
  • banhos mornos e área mantida limpa e seca;
  • roupa íntima de algodão e roupas largas;
  • uma camada fina de vaselina sobre as feridas pode reduzir a dor ao urinar;
  • não cutucar as crostas e lavar as mãos depois de tocar nas lesões.

Gatilhos comuns das crises: estresse, cansaço, outras doenças, exposição ao sol e atrito na região. Dormir bem e cuidar do estresse ajudam.

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Transmissão

  • O vírus passa pelo contato pele a pele no sexo vaginal, anal e oral, inclusive pelo sexo oral com quem tem herpes labial (HSV-1).
  • A transmissão é mais provável durante as crises, do primeiro formigamento até a cicatrização completa, mas também acontece sem sintomas.
  • É praticamente impossível pegar herpes em vaso sanitário, toalha ou piscina: o vírus morre rápido fora do corpo.

Como reduzir o risco de transmitir:

  • nada de sexo durante a crise, mesmo com camisinha;
  • camisinha em todas as relações (ela protege bastante, mas não cobre toda a pele);
  • tratamento supressivo diário;
  • contar para a parceria e decidir juntos sobre a prevenção.

Herpes e gravidez

Quem tem herpes e está grávida (ou cuja parceria tem herpes) deve avisar o obstetra: existem cuidados para evitar a transmissão ao bebê, principalmente perto do parto.

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Viver com herpes

O herpes genital é muito comum: segundo o CDC, cerca de 1 em cada 8 pessoas de 14 a 49 anos nos EUA tem HSV-2 (CDC/NCHS, 2018). O diagnóstico pode trazer vergonha e medo, mas a doença é controlável e é possível ter uma vida sexual segura. Conversar com um médico ou psicólogo ajuda.

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Perguntas frequentes

Qual o melhor remédio para herpes genital?

Os antivirais em comprimido (aciclovir, valaciclovir e fanciclovir). Eles funcionam melhor quando iniciados logo no começo da crise.

Pomada para herpes genital funciona?

Pouco. As pomadas antivirais trazem benefício mínimo no herpes genital. O tratamento eficaz é o comprimido.

Herpes genital tem cura?

Não. O vírus fica no corpo, mas o tratamento controla as crises e reduz a transmissão.

Remédio para herpes genital masculino é diferente do feminino?

Não. Os antivirais são os mesmos para homens e mulheres.

Referências

Respostas de 2

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