Gonorreia: sintomas, causas, tratamentos

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

27 de setembro 2021

A gonorreia (ou blenorragia) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum. Ela é provocada por uma bactéria chamada de gonococo ou Neisseria gonorrhoeae: o nome vem de seu descobridor, o cientista Albert Neisser.

A gonorreia afeta principalmente os órgãos genitais e o sistema urinário, fazendo com que, muitas vezes, a pessoa afetada sinta dores nesses órgãos, no reto, no ânus ou na garganta. Quando não tratada, ela acarreta complicações.

Nas últimas décadas, a gonorreia tem se tornado cada vez mais resistente aos antibióticos. É uma doença com cura, mas o aumento no número de casos no mundo todo é preocupante.

Quem são os mais afetados pela gonorreia?

Assim como acontece com a clamídia ou com a sífilis, os jovens são os mais atingidos: mulheres entre 16 e 24 anos e homens entre 29 e 34 anos.

Além disso, os mais afetados são os homens.

Gonorreia: modos de transmissão

Como acontece com todas as ISTs, a pessoa pode contrair a gonorreia durante uma relação sexual desprotegida (vaginal, anal ou sexo oral em homens e mulheres)… Mas é possível também transmitir a infecção através de roupas sujas ou em banheiros públicos.

Por fim, a gonorreia é transmissível entre mãe e filho durante o parto, podendo causar conjuntivites.

Sintomas da gonorreia

O período de incubação da infecção é de 1 a 14 dias (na maioria das vezes de 2 a 5 dias); desse modo, depois desse período, a doença se manifesta. Às vezes, porém, a pessoa pode ser assintomática em relação à gonorreia.

Geralmente, a infecção atinge os órgãos genitais, mas pode se espalhar para o reto, para a garganta, provocando irritação e vermelhidão.

Em homens

Os principais sintomas aparecem de 2 a 14 dias após a contaminação:

  • coceira no meato uretral
  • dor intensa ao urinar
  • corrimento uretral amarelado ou esverdeado (pus)
  • inchaço dos testículos, que pode provocar dor

As manifestações desses sintomas podem ser: uma uretrite (infecção da uretra) ou uma epididimite (inflamação do epidídimo, o canal que liga o testículo à próstata).

Em mulheres

Os sintomas aparecem entre 2 e 21 dias, e novamente: às vezes, a infecção não apresenta sintomas.

O risco de complicações é maior nas mulheres, como, por exemplo: estreitamento da uretra ou cistite crônica.

Os principais sintomas são:

  • corrimento vaginal
  • disúria (dificuldade ou dor para urinar)
  • sangramentos vaginais
  • dores abdominais
  • dor durante as relações sexuais

As principais complicações da gonorreia não tratada são: infertilidade e gravidez ectópica.

Diagnóstico

Para diagnosticar a gonorreia, é necessário realizar um exame de coleta com cotonete na uretra ou através da secreção uretral; além disso, geralmente é necessário um exame de urina.

Nas mulheres, os procedimentos são os mesmos: coleta de secreções vaginais e análise de urina.

Enfim, podem-se realizar outros testes, dependendo da progressão da infecção nas regiões anais ou na garganta.

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Tratamentos médicos

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a melhor proteção contra ISTs é o preservativo.

Se algum dos sintomas acima estiver presente, é imprescindível consultar um médico.

Do mesmo modo, recomenda-se passar por exames anualmente caso a pessoa tenha diferentes parceiros sexuais.

Enfim, o tratamento se baseia na ingestão de antibióticos de dose única ou por injeção intramuscular. O tratamento pode se estender na presença de outras ISTs, como a clamídia, por exemplo, que acompanha com frequência a gonorreia.

Além disso, durante o tratamento e nas semanas seguintes à recuperação, o paciente deve se abster de quaisquer relações sexuais.

Conclusão

A gonorreia afeta muitas pessoas no mundo todo. No Brasil, ela é uma das mais comuns, junto da sífilis, das hepatites e do HPV.

A prevenção é uma questão de saúde pública. Portanto, é importante conscientizar os jovens dos riscos (conhecimento sexual e médico) e dos comportamentos preventivos (uso de preservativos, de gel lubrificante em vez de saliva, etc.).

A pessoa diagnosticada com gonorreia deve informar seus parceiros e respeitar o protocolo de tratamento.


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