Como fazer sexo oral em mulheres?

o sexo oral feminino é quase uma arte: veja algumas dicas de como fazer
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

17 de outubro 2021

Durante um certo período, o sexo oral na mulher foi uma prática tabu, negligenciada em muitas das sociedades ocidentais – mais até que a masturbação e o sexo oral no homem. Aliás, não faz muito tempo que a sociedade tenta mudar essa cultura.

Além disso, todas as práticas sexuais que não estão diretamente relacionadas à reprodução eram mal vistas: o sexo oral e a masturbação eram tratadas como patologias mentais até meados do século XIX e início do século XX!

Hoje em dia, cada vez mais o oral se torna uma prática comum… Mesmo porque o estímulo com a boca e a língua na região genital feminina é mais capaz de proporcionar orgasmos que a penetração.

No foco do oral está o prazer: não se trata apenas de buscar o orgasmo da parceira a todo custo, mas de ter e dar prazer no geral. Aqui vão algumas dicas de como fazer isso:

Cunnilingus: o que é isso?

O cunnilingus (sexo oral feminino) é uma estimulação oral-genital que consiste em estimular os órgãos sexuais da mulher: vulva, vagina e clitóris principalmente.

A pessoa que faz o sexo oral pode usar a própria língua, os lábios e fazer várias carícias lambendo, beijando ou chupando toda a região genital: lábios maiores e menores, vagina, clitóris…

Você também pode estimular sua parceira com os dedos nessa hora!

Como explicaremos logo abaixo, as mulheres são diferentes umas das outras: certos gestos ou práticas terão mais ou menos efeito em diferentes parceiras.

No entanto, há algumas coisas a evitar…

Podcast: Desmistificando o orgasmo [Omenscast #26]

No nosso 26º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai falar um pouco sobre o ápice do prazer sexual: o orgasmo. Fique à vontade para ouvir o nosso podcast: a transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Como fazer sexo oral nela

As palavras-chave do sexo oral são: delicadeza e observação; você tem que estar atento à sua parceira e se adaptar aos desejos e ao prazer dela.

Não se concentre somente no clitóris. Claro que é a área mais sensível e erógena do sexo feminino, mas você não deve desprezar todas as outras partes do corpo.

Além disso, antes de descer para a virilha da sua parceira de uma vez, vá deixando ela cada vez mais excitada!

Alterne os estímulos no interior das coxas, beije o pescoço, desça lentamente lambendo os seios, acaricie as nádegas… Em resumo, não menospreze as zonas erógenas do corpo feminino: são muitas!

Por outro lado, outras mulheres vão preferir abordagens mais diretas. Por isso, é importante saber ouvir e ser capaz de se adaptar à parceira.

No que diz respeito aos movimentos da língua, acariciar os arredores do clitóris quase sempre dá muito prazer, bastando contorná-lo delicadamente; leves pressões ou pequenas sucções podem ser usadas, mas com cuidado!

Muitas vezes convém estimular com a boca e a língua outras regiões, como os lábios da vulva, antes de partir direto para o clitóris. Além disso, quase sempre as mulheres irão preferir um início com movimentos mais lentos antes de progredir para estímulos muito rápidos ou intensos.

O clitóris é extremamente sensível e, para algumas mulheres, o excesso de estímulos pode ser doloroso. Portanto, mais uma vez é preciso se adaptar.

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Dica para casais: deixe o sexo oral mais divertido

Se vocês são mais íntimos, não deixe de pedir ajuda e orientação à sua parceira!

Isso pode assumir a forma de um “jogo”, uma brincadeira que não só vai fazer você conhecer melhor o corpo dela, mas também trazer mais prazer e excitação.

Aliás, muitos esquecem de acariciar a parceira com as mãos durante o sexo oral – e, para algumas, isso aumenta dez vezes mais o prazer! Lembre-se de que a penetração também estimula o clitóris, tanto com a língua como com os dedos.

Por fim, não se esqueça de lamber a vagina e os lábios do começo ao fim, alternando o ritmo e os estímulos em torno do clitóris.

Sexo oral na mulher: qual posição escolher?

A posição clássica é a do “missionário” (“papai e mamãe”), mas você pode inovar; A posição 69, por exemplo, é muito popular, pois os dois estimulam um ao outro ao mesmo tempo.

A mulher também pode ser a única a se posicionar em cima do(a) parceiro(a), quase sentada no rosto dele(a): assim, ela tem a impressão de dominar a situação, o que pode acentuar o prazer. O mesmo acontece com quem está por baixo, que tem a impressão de se entregar ao outro!

Não há regras! Tudo depende do lugar, do clima e da vontade dos dois. Soltem a criatividade e seus instintos: em pé, sentado, deitado, 69… Todas as posições podem ser prazerosas.

Últimas dicas e cuidados

Vamos a mais alguns conselhos (extremamente importantes): justamente porque os órgãos genitais femininos são muito sensíveis, especialmente o clitóris, deixe os seus dentes bem guardados! Do mesmo modo, cuidado com a sua barba, que pode irritar a região íntima da sua parceira.

Chupar, aspirar ou mordiscar o clitóris pode ser tanto agradável quanto absurdamente doloroso, então tenha muito cuidado.

Por fim, o sexo oral na mulher também pode ser desagradável se ela não estiver suficientemente lubrificada: faça com que a vagina solte sua lubrificação natural e/ou use um gel lubrificante.

O orgasmo não tem de ser uma necessidade

Como dissemos anteriormente, o prazer é o objetivo do sexo, mas isso não significa necessariamente que você tenha de levar a sua parceira naquele momento ao orgasmo.

Sinta prazer no que está fazendo, escute sua parceira, comece devagar… À medida que for avançando, e em resposta à excitação sexual dela, aumente levemente o ritmo, alternando as carícias. Não seja monótono.

A sua parceira ficará ainda mais excitada se ela sentir que você também está gostando.

Assim, se você sentir que ela está perto do orgasmo (ela com certeza vai te “informar” por gestos ou gemidos!), não deixe de continuar os estímulos e manter o mesmo ritmo.

Ao contrário dos homens, a excitação da mulher pode cair subitamente.

Sexo oral e ISTs

Para concluir o nosso post, um aspecto menos prazeroso, mas que deve ser abordado: sim, o sexo oral pode carregar ISTs, embora seja menos arriscado que outras práticas, como a penetração.

Ainda assim, o risco está presente: infecções como clamídia, hepatite B, sífilis, herpes genital…

O risco de infecção pelo HIV é mínimo, exceto durante a menstruação.

A solução mais comum para se proteger durante o sexo oral é a camisinha masculina de látex: você pode recortá-la em um retângulo e colocá-la entre a boca e a vulva (saiba mais aqui). Também existem os dental dams, mas são bem mais difíceis de se encontrar.

Como sabemos que a aderência ao uso de preservativo no sexo oral é baixa, vale uma ressalva especial de não praticar quando estiver com feridas na boca ou feridas genitais.


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