Guia básico sobre o clitóris

pequena escultura de um clitóris
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

17 de outubro 2021

O clitóris é um órgão do corpo humano quase exclusivamente dedicado ao prazer! Mas, na realidade, sabemos há alguns anos que ele também tem um papel importante na reprodução.

É um órgão erétil muito sensível, tanto que para muitas mulheres, estimulá-lo diretamente pode ser doloroso ou um pouco desagradável. Inclusive, muitas mulheres gostam de estimular o clitóris indiretamente, por cima do tecido da roupa íntima ou através da pele do prepúcio, por exemplo. Ah, pois é: o órgão que é o maior responsável pelo prazer feminino tem até um prepúcio e uma glande semelhantes aos do homem em termos de anatomia e função! Aliás, a glande do clitóris é composta por um tecido erétil (um corpo esponjoso) e tem muitas terminações nervosas.

Justamente porque muitas pessoas ainda não conhecem bem o clitóris, a Omens vai apresentar uma visão geral do órgão sexual e mostrar um pouco sobre como ele funciona!

O que é o clitóris: o essencial sobre o órgão

As partes visíveis do clitóris são o corpo e a glande, com cerca de 6 ou 7 mm de comprimento, localizados na junção dos dois lábios menores. Mas, na verdade, o órgão também envolve a vagina e a uretra através dos dois corpos cavernosos – que parecem duas “perninhas” que ficam na parte interna.

Além disso, há o prepúcio (um pedaço de pele que lembra um pequeno capuz) que cobre a glande.

O clitóris, assim como a glande masculina, desempenha um importante papel na excitação sexual. Estimulado, pode provocar orgasmos, lubrificação e o aumento do canal vaginal.

Vamos ver mais de perto a anatomia dele:

Onde fica o clitóris: apresentamos o órgão externo e interno

Internamente, encontramos os bulbos do vestíbulo. Apesar de ele fazer parte dos órgãos genitais externos, o clitóris fica quase inteiramente escondido.

Ele fica coberto pela pele e pela gordura do monte de Vênus (púbis), assim como por filamentos musculares e, em alguns lugares, por redes de vasos sanguíneos e corpos esponjosos (ou tecidos conjuntivos).

Geralmente, distinguimos quatro partes: os corpos cavernosos, o corpo, a glande e os bulbos do vestíbulo.

Os corpos cavernosos

Como você pode ver na imagem acima, são dois “pilares”, que são formados por corpos cavernosos, ou seja, tecidos eréteis cobertos por uma fina camada fibrosa: a albugínea. 

Sob o efeito da excitação sexual, as cavidades desses corpos enchem com sangue. Além disso, ambas as “pernas” do clitóris se estendem ao longo dos ossos pélvicos, especificamente do ramo inferior púbico.

Elas ficam cobertas pelos músculos isquiocavernosos, que, quando se contraem, fazem o sangue dos corpos cavernosos fluírem para o corpo do clitóris, provocando a sua ereção.

O corpo

O corpo do clitóris se forma na união dos dois corpos cavernosos e fica todo coberto pela albugínea.

Ele se estende para frente e para cima, assim formando um “joelho”, em seguida se deslocando para baixo (veja a imagem acima).

Durante a ereção, o corpo do clitóris aumenta de tamanho e fica mais firme.

Há, ainda, um ligamento que o prende à sínfise púbica, uma articulação da bacia localizada entre os ossos dos quadris.

A glande

A glande é a parte extrema do clitóris, a ponta, que tem uma forma cônica e se mantém coberta por uma membrana mucosa. 

Ela se constitui principalmente de tecidos conjuntivos e tecidos esponjosos. Os pesquisadores atualmente colocam em questão a possível presença de tecidos eréteis.

Praticamente é a única parte visível do clitóris e às vezes se esconde completamente debaixo do prepúcio. O freio, por sua vez, o prende aos lábios menores.

Os bulbos do vestíbulo

Ambos os bulbos do vestíbulo são feitos de corpos esponjosos e eles também possuem tecido erétil. 

Através de uma rede de veias, os corpos esponjosos se comunicam com o corpo do clitóris. Os bulbos se encontram acima da uretra e descem contornando ambos os lados do canal vaginal.

Dois filamentos de fibras musculares cobrem os bulbos do vestíbulo: são os músculos bulboesponjosos. Quando esses músculos se contraem, eles aumentam a ereção do clitóris.

Prazer sexual: por que estimular o clitóris

Durante a atividade sexual, a ação do sistema nervoso é importante.

Percebe-se um aumento no fluxo de sangue em direção ao tecido erétil do clitóris, um aumento no ritmo cardíaco, a lubrificação vaginal e um maior fluxo sanguíneo no clitóris e nos lábios menores.

Quando o clitóris recebe estímulos, as terminações nervosas comunicam informações ao cérebro, assim a chegada do sangue provoca lubrificação na vagina, no clitóris e nos lábios.

Fisiologia

Durante os estímulos sexuais, os diferentes sistemas nervosos causam tanto a constrição (estreitamento) dos vasos sanguíneos do clitóris quanto a dilatação desses vasos. Aliás, durante a excitação sexual, o sangue deixa o órgão ainda mais sensível.

A estrela do prazer sexual feminino

Nos anos 70, os pesquisadores Masters e Johnson realizaram alguns estudos observando e medindo a reação sexual de muitas mulheres.

Eles demonstraram que o clitóris da mulher era a principal área do prazer sexual e a fonte dos orgasmos. Durante a atividade sexual, essa é, portanto, a parte que mais recebe estímulos do corpo.

Além disso, a principal zona erógena dele é a glande. É possível estimulá-lo diretamente, ou através do prepúcio, ou durante a penetração pela pressão interna na base do corpo do clitóris. Mas todos esses estímulos podem ser mais indiretos.

Ao contrário do que muitos pensam, provou-se que o clitóris é o único órgão responsável pelo orgasmo: o orgasmo “vaginal” é na verdade apenas o resultado da pressão exercida sobre o clitóris durante a penetração, que espalha a sensação do orgasmo por toda a vagina.

Nesse caso, a penetração apenas ajuda na estimulação do clitóris.

Conclusão

Pouco se compreende ainda a fisiologia do clitóris. No entanto, sabemos que ele desempenha um papel importante no prazer sexual feminino.

As atividades sexuais mais frequentemente mencionadas pelas mulheres são atividades que o estimulam: penetração vaginal, sexo oral, masturbação, etc. A estimulação dele é a fonte do orgasmo feminino e proporciona sensações intensas.

Porém, ainda que ele seja o principal responsável pelo orgasmo de uma mulher, isso não significa que as coisas sejam assim tão simples! O clitóris tem uma parte interna que as pessoas muitas vezes ignoram.

Além disso, ele é muito sensível e frágil. É necessário, portanto, dar preferência para carícias suaves, com massagens circulares, que são menos agressivas que movimentos para cima e para baixo!


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