Clamídia: sintomas, causas, tratamentos

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

12 de julho 2021

A infecção por Chlamydia trachomatis afeta o sistema reprodutor. A clamídia é muito comum e pode atingir pessoas de qualquer idade, mas é mais comum entre os mais jovens, tendo seu pico na faixa etária dos 15 aos 34 anos, tanto em homens como mulheres.

Já que a clamídia é muitas vezes assintomática, seu diagnóstico pode ser complicado. Assim, é possível uma pessoa transmitir essa infecção a um parceiro sem saber. No entanto, quando a doença se estabelece e se desenvolve, ela pode levar a complicações graves: esterilidade, prostatite, epididimite…

A Omens vai fazer uma breve apresentação dessa infecção – que, aliás, é a IST (Infecção Sexualmente Transmissível) bacteriana mais comum.

Clamídia: definição e público afetado

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por uma bactéria. Ela atinge sobretudo homens e mulheres jovens, no início de suas vidas sexuais (de 15 a 34 anos).

Portanto, os fatores de risco são: a variedade de parceiros sexuais e a não utilização de preservativos durante o sexo.

Como a clamídia é transmitida?

A clamídia é transmitida durante uma relação sexual desprotegida, ou seja, pela penetração vaginal ou anal e pelo sexo oral.

Além disso, a infecção também pode ser passada durante o parto por transmissão vertical (de mãe para filho), podendo provocar conjuntivites e pneumopatias no recém-nascido.

As mulheres jovens (15-25 anos) são as mais afetadas.

Vale lembrar, aliás, que a infecção por Chlamydia trachomatis tem crescido nos últimos anos.

Os sintomas da clamídia

Na maioria dos casos, os sintomas são invisíveis. Por isso, é importante se proteger – e também fazer exames com certa regularidade caso você tenha diferentes parceiros(as) sexuais.

Nos homens, os principais sintomas são:

  • uretrite: uma secreção anormal pelo pênis;
  • ardência ao urinar;
  • epididimite: inflamação do canal espermático;
  • dores de garganta passageiras;
  • infecções no ânus ou reto, frequentemente assintomáticas ou com coceira, vontade frequente de ir ao banheiro e secreções.

Nas mulheres, os principais sintomas são:

  • secreções desagradáveis, pela vagina ou pelo ânus;
  • dores pélvicas (no abdômen inferior), que geralmente pioram durante as relações sexuais e podem ser ou agudas (temporárias), ou crônicas (persistentes);
  • colo do útero irritado;
  • dores ao urinar;
  • dores de garganta passageiras.

A maior complicação para uma mulher é a salpingite, uma inflamação das trompas de falópio, que pode levar à infertilidade ou à gravidez ectópica.

Além disso, a febre também pode ser um sintoma nos dois casos.

Diagnóstico

Há basicamente duas formas de se detectar a doença:

  • por exame de urina (com a primeira ida ao banheiro após 3 horas sem urinar) ou
  • recolhendo amostras com o cotonete através da garganta, da vagina ou da uretra

É importante passar por exames regularmente se você tem comportamentos de risco para contrair a doença, pois a clamídia é frequentemente assintomática.

Tratamento: qual o remédio para a clamídia?

Normalmente se trata a clamídia com antibióticos apropriados a cada caso (os mais comuns são a doxiciclina e a azitromicina por via oral).

A pessoa permanece contaminada por uma semana.

Recomenda-se que os parceiros dos dois últimos meses também procurem tratamento.

Conclusão

É indispensável se proteger! A melhor arma contra as ISTs é o preservativo.

Da mesma forma, é importante não correr muitos riscos no início da vida sexual. Enquanto a clamídia é a bactéria mais comum dentre as ISTs, existem muitas outras infecções mais graves (como o HIV).

Você deve sempre se proteger se tiver parceiros diferentes e, ao assumir riscos, procure fazer exames!

Fontes

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