O que é a sexologia?

na Omens iremos além do senso comum sobre a sexologia
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Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

21 de fevereiro 2022

A etimologia da palavra “sexologia” vem do grego e do latim: logos em grego significa discurso ou estudo; sexologia, portanto, significa “o estudo do sexo” ou “o discurso do sexo”. A sexologia, no sentido contemporâneo, é a ciência da sexualidade humana, de suas manifestações e mecanismos.

Ela estuda todas as questões relativas ao erotismo, ao comportamento sexual humano e às relações afetivas, podendo partir do ponto de vista de diversas disciplinas como psicologia, medicina, sociologia, neurociência e epidemiologia…

Essa ciência moderna se desenvolveu no século XX e se baseia, assim, em muitas áreas de estudo. Isso porque a sexualidade humana é uma manifestação muito complexa, tanto em termos fisiológicos quanto psicológicos.

A sexologia se dedica não só às disfunções sexuais, mas também às questões relacionadas à saúde sexual e às diversas dificuldades.

Uma ciência recente

Foi no século XX que a sexologia realmente se desenvolveu; os primeiros estudos científicos começaram após a Segunda Guerra Mundial.

Nos Estados Unidos, foram os americanos William Masters e Virginia E. Johnson que estabeleceram as primeiras bases científicas para uma abordagem geral da sexualidade.

Na cultura popular e nos costumes, a revolução sexual, que ocorreu entre 1960 e 1970, contribuiu em grande parte para a democratização de assuntos relativos à sexualidade.

Hoje em dia, a sexologia não se preocupa mais apenas com problemas ou patologias sexuais, mas também procura compreender e estudar todos os fenômenos sexuais, sejam em humanos ou animais.

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Sexologia: o que é, afinal?

O principal objetivo da sexologia é o estudo científico da sexualidade, de todas as características sexuais de um indivíduo (apesar de algumas áreas também tratarem da sexualidade dos animais).

Fazer sexologia é observar, compreender e explicar fatos e comportamentos sexuais; o objetivo NÃO é fazer julgamentos éticos.

Além de estudar as condições relacionadas ao sexo, essa área procura analisar a sexualidade a partir da perspectiva do prazer, e não apenas como um meio de reprodução.

Todos esses estudos, que têm como objetivo compreender melhor a sexualidade, devem desenvolver nosso conhecimento sobre o sexo, seus mecanismos e, em uma escala maior, melhorar a saúde sexual das pessoas.

Porque, em alguns casos, a sexualidade pode ser uma fonte de sofrimento, e a missão de um profissional da área também é ajudar o(a) paciente com questões relacionadas ao sexo.

A educação sexual é, por exemplo, baseada em estudos sexológicos.

Quais são as especialidades relacionadas à sexologia?

A sexologia é uma ciência interdisciplinar. Ela engloba:

  • vários campos da medicina, como a ginecologia, a andrologia (urologia) e a anatomia;
  • ciências sociais: psicologia, sociologia e antropologia;
  • a neurologia, para estudar os padrões de resposta relacionados à sexualidade;
  • a psiquiatria para possíveis desvios sexuais;
  • biologia;
  • e até a epidemiologia, que estuda doenças ou Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Com todas essas áreas possíveis, os diferentes profissionais podem realizar entrevistas, aplicar questionários, fazer observações e avaliações, assim como análises comportamentais; tudo isso dependendo de qual especialista estamos falando, se é um(a) psicólogo(a) terapeuta sexual, um(a) urologista, um(a) ginecologista, um(a) fisioterapeuta, um(a) psiquiatra, etc..

Por fim, as diferentes aplicações da sexologia permitem que seus pacientes modifiquem seu comportamento sexual na direção do que eles desejam.

Como posso ser sexólogo(a)?

No Brasil, não há uma certificação específica para a profissão de sexólogo. Como acabamos de dizer, há vários profissionais que podem vir a se especializar em temas relacionados à sexualidade.

Assim, médicos, psicólogos e outros terapeutas podem concentrar os seus estudos em áreas correlatas à sexologia.

Como procurar um especialista

O paciente, então, escolherá o especialista mais recomendado para solucionar a sua dificuldade ou mesmo para receber orientação; em muitos casos, os resultados são ótimos quando se combina tratamentos de diferentes naturezas (médico especializado + psicólogo, por exemplo)!

Os profissionais da saúde sexual podem ser procurados para tratar problemas sexuais e para fins terapêuticos, principalmente para orientações relativas à educação sexual (prevenção de ISTs, métodos de contracepção, gravidezes e relações sexuais).

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Conclusão

A pesquisa em sexologia ainda é às vezes dificultada por fatores culturais, sociais ou morais.

Fazer dela um campo científico ainda é tabu para várias pessoas e ainda há muito a ser feito para democratizar essas questões, principalmente em relação à sexualidade feminina.

Aliás, os aspectos éticos transmitidos por uma sociedade são muito fortes, particularmente em relação a práticas consideradas “desviantes” ou “obscenas”. A estigmatização pode ser muito agressiva e pode ser prejudicial à representação de fenômenos normais e também aos próprios estudos sobre sexualidade.

É quase desnecessário dizer que, quando se trata de sexualidade, ainda há muita estereotipação e ignorância.

Por exemplo, a masturbação feminina há tempos é desmoralizada e vários aspectos da sexualidade feminina são reprimidos, porque as sociedades ainda são essencialmente patriarcais. Isso também vale para o outro lado: há muitos estereótipos masculinos sobre desempenho, tamanho do pênis e outros preconceitos sobre “virilidade”…

Concluindo: para que a sexologia se desenvolva, os costumes das sociedades ainda devem evoluir e aprofundar todas essas questões.


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