Disfunção erétil de origem psicológica: o estresse prejudica a ereção?

homem estressado (a disfunção erétil de causa psicológica é a mais comum)
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

9 de setembro 2021

Todas as nossas emoções influenciam a libido (e principalmente as ereções). O estresse, portanto, pode ter total relação com um problema de disfunção erétil psicológica. O estilo de vida da pessoa, seus hábitos e seu estado psicológico também são fatores essenciais para a libido e para a qualidade da ereção.

Então, vamos à questão principal: por que o estresse (e, de modo geral, o estado psicológico) influencia a ereção? Quais são as soluções para o problema?

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Broxei, o que fazer? Saiba por que o estresse pode prejudicar a ereção

É muito comum ouvirmos que fatores psicológicos como estresse, ansiedade, angústia, etc. podem causar problemas de ereção. Na realidade, esses fatores psicológicos afetam a excitação sexual, o que pode reduzir o desejo e, assim, enfraquecer a ereção.

Mas então, como o estresse e a ansiedade podem diminuir a excitação?

Existem várias explicações possíveis:

  • Em primeiro lugar, quando estamos preocupados com um problema ou situação, a nossa atividade cerebral se intensifica. Dessa forma, logicamente você terá uma “disponibilidade” menor ao lazer, à sexualidade e ao prazer sexual.
  • Em segundo lugar, quando sofremos de depressão ou estamos muito tristes, nosso entusiasmo diminui: perdemos o desejo de fazer as coisas, pois não temos a energia necessária.
  • Em terceiro lugar, após o primeiro episódio de disfunção erétil, é comum aumentar o stress e a preocupação com um novo episódio de disfunção. Assim, a próxima relação vem carregada de mais stress e medo, aumentando as chances de prejudicar a ereção novamente. Dessa forma, o fenômeno pode se amplificar e gerar uma bola de neve.

Assim, podemos perder a vontade de fazer sexo; ou podemos até sentir o desejo, mas com uma excitação menor, já que nossa mente está em outro lugar.

De modo geral, qualquer coisa que possa afastar a mente do momento presente pode ser prejudicial à sexualidade e à libido. E o estresse é um dos fatores principais, não apenas para a sexualidade, mas para o bem-estar geral.

Disfunção erétil aos 40 anos [Omenscast #4]

No quarto episódio do Omenscast, o médico e urologista João Brunhara, especialista em sexualidade masculina, analisará os problemas de ereção em homens mais jovens, na faixa etária dos 40 anos. A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Saúde mental: problema psicológico e ereção

Bem, muitos já conhecem os benefícios do sexo para a saúde, mas muitas vezes esquecemos de mencionar seus benefícios para a saúde mental.

Além disso, com frequência, um problema de ereção pode colocar em evidência outras enfermidades: depressão, esgotamento físico ou cerebral, etc. Muitas vezes, aliás, o homem pode esconder esse tipo de problema, correndo o risco de piorar o seu quadro. O fato é que podemos esconder tais problemas psicológicos de outras pessoas, mas eles não vão passar despercebidos para sempre, podendo trazer consequências bastante negativas se não forem tratados.

Se você estiver passando por dificuldades nas suas relações sexuais, não deixe de procurar a orientação de um médico especialista: existem soluções para 95% dos casos!

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Consequências físicas do estresse: disfunção erétil psicológica

É importante entender que o estresse em excesso pode alimentar outros problemas psicológicos, como a ansiedade, por exemplo.

Com o tempo, ambos podem provocar transtornos ainda mais graves, como a depressão. E um estado depressivo pode levar a comportamentos perigosos, como o consumo excessivo de álcool, por exemplo, que serve para escapar dos problemas ou para fugir da realidade.

O estresse raramente atua isoladamente. Além disso, ele influencia o nosso cotidiano, alterando nosso raciocínio, nossas ações e nossa capacidade física e mental. Estressar-se diariamente é cansativo e o cérebro tem dificuldade para descansar.

Isso acaba sempre repercutindo também na nossa aparência física e, portanto, na nossa sexualidade.

Nesse caso também, aconselhamos a você consultar um médico caso sinta fadiga mental e/ou física.

O estresse provoca alterações no nosso cérebro

Uma das reações físicas ao estresse é alterar a sintetização de neurotransmissores no nosso cérebro, tais como serotonina, dopamina e oxitocina. Esses neurotransmissores, que estão envolvidos na ansiedade, no estresse e na depressão, também possuem função importante na excitação e na ereção.

Além disso, o estado de tensão provocado pelo estresse também propicia a liberação de adrenalina. E isso estimula a contração de certas partes do organismo, prejudicando a dilatação das artérias: o sangue, portanto, circula em um ritmo menor. Por isso, essas condições trazem não só repercussões físicas ao cérebro, mas também à circulação sanguínea do pênis.

Entretanto, nem todos os indivíduos são iguais quando expostos ao estresse. Enquanto alguns acabam desenvolvendo uma disfunção erétil ou certos problemas sexuais, outros aprendem a lidar normalmente com o estresse. Por fim, há os que, por consequência, resistem por mais tempo durante a relação sexual e os que acabam ejaculando mais rápido

Afinal, para alguns homens, o estresse pode aumentar a vontade de fazer sexo. Isso porque o sexo e o orgasmo também pode ter efeitos ansiolíticos.

Top 10 fatos sobre disfunção erétil [Vídeo]

A disfunção erétil, ou impotência sexual, é talvez a disfunção sexual mais conhecida. Conheça curiosidades sobre os problemas de ereção ou até sobre a total falta de ereção (aquela situação em que o homem “brocha” no sexo). Veremos fatos sobre a disfunção erétil em jovens, sobre o remédio para ereção (viagra) e sobre quando buscar uma consulta com um urologista. Assuntos que fazem parte da saúde sexual e masculina!

Conclusão: como superar a disfunção erétil psicológica?

O bem-estar geral (mental e físico) facilita a satisfação sexual. É importante cuidar de si mesmo em qualquer situação e não apenas quando são doenças físicas. E, seja como for, o estresse, a ansiedade e a depressão sempre acabam tendo repercussões físicas a longo prazo.

Se, mesmo assim, você estiver passando por dificuldades psicológicas, não deixe de consultar um psicólogo ou um médico especializado, que podem dar a você as melhores respostas e orientações adaptadas ao seu caso.

Em conclusão: não devemos subestimar o impacto do psicológico no nosso corpo e na nossa sexualidade.

Disfunção erétil psicológica: como tratar

Para superar o estresse, podemos dar a você quatro dicas simples:

  1. Adote uma dieta equilibrada, pois ela é a base do seu bem-estar:  frutas, vegetais, alimentos antioxidantes, nutritivos e ricos em vitaminas trazem muitos benefícios à saúde.
  2. Pratique esportes ou atividades físicas regularmente: o ideal é 2 ou 3 vezes por semana, com duração máxima de 1h30 (lembre que o esporte é bom para a saúde, mas em excesso ele é prejudicial à sexualidade).
  3. Além da atividade física, aprenda a meditar, a fim de aliviar o estresse e estimular a produção de hormônios que facilitam um estado de relaxamento, alívio e euforia.
  4. Tenha boas noites de sono: um sono saudável e reparador ajuda a regular os níveis de hormônios benéficos à sexualidade.

Essas são algumas formas, talvez óbvias, de aliviar o estresse. Ainda assim, elas são importantes e necessárias para manter uma boa relação com o próprio corpo e mente.

Normalmente o que é bom para o bem-estar geral também traz benefícios à sexualidade!


Fontes

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