Dor ao ejacular

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

28 de julho 2021

Uma dor pélvica crônica (com dor ao ejacular) é uma das razões mais frequentes para consultas com urologistas em homens com menos de 50 anos de idade. Ainda assim parece ser um fenômeno pouco conhecido, difícil de diagnosticar. Os médicos o chamam de Síndrome da dor pélvica crônica, mas antigamente o problema era conhecido como prostatite crônica

Os sintomas incluem: dores ao urinar, ejaculação dolorosa, disfunção erétil (frequentemente derivada da dor) e outros sintomas com sensações desagradáveis na região pélvica.

Enquanto conhecemos bem a prostatite aguda (uma doença infecciosa), a Síndrome da dor pélvica crônica permanece um mistério. Estima-se, por exemplo, que exista uma prostatite infecciosa em apenas 5 a 10% dos casos.

Vamos, então, tentar identificar as principais causas de uma ejaculação dolorosa e quais os tratamentos possíveis.

Dor ao ejacular: pode ser prostatite?

A prostatite é uma inflamação da próstata. Quando ela é de origem bacteriana (isto é: na maior parte dos casos), chamamos de prostatite aguda. É uma infecção bastante conhecida dos médicos, cujo diagnóstico e tratamento estão bem documentados: como infecção urinária, ela é tratada com antibióticos.

Por outro lado, o termo prostatite crônica tem sido posto em questão há vários anos, sobretudo porque raramente possui origem infecciosa (5 a 10% dos casos). E a próstata, embora fragilizada, não apresenta nenhuma inflamação nesses casos.

Prostatite crônica e Síndrome da dor pélvica crônica: qual a diferença?

Em primeiro lugar, definimos a síndrome da dor pélvica crônica pelos distúrbios e dores que ela provoca: dores pélvicas (na região pélvica, genital, da bacia, etc.) associadas a sintomas urinários e sexuais, incluindo dor ao ejacular. Nesse caso, englobamos tanto as situações infecciosas como as não infecciosas.

Por outro lado, a prostatite crônica diz respeito a todas as situações em que há inflamação da próstata (com origem infecciosa ou não). A prostatite pode causar os sintomas da síndrome da dor pélvica crônica, mas também pode não apresentar sintoma nenhum.

Estima-se, por fim, que as prostatites afetem algo em torno de 2% a 10% dos homens.

Classificação das prostatites

Em 1995, o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney e o National Institute of Health (NIDDK e NIH) propuseram uma classificação das prostatites, que desde então tem sido amplamente adotada em todo o mundo.

Existem, portanto, 4 categorias listadas até o momento:

  • Primeira categoria: prostatites bacterianas agudas. Os sintomas são bastante acentuados e severos (infecção urinária).
  • Segunda categoria: prostatite bacteriana crônica com infecção assintomática da próstata. Esses episódios são recorrentes e estão ligados ao mesmo agente patogênico. Na prática, os pacientes apresentam um primeiro episódio de prostatite aguda e, depois, episódios recorrentes, mais ou menos intensos.
  • Terceira categoria: prostatites crônicas não-bacterianas — ou a síndrome da dor pélvica crônica. Os sintomas são: dores pélvicas crônicas, problemas urinários ou sexuais (na ausência de uma infecção urinária).
  • Por fim, uma quarta categoria: a das prostatites inflamatórias assintomáticas.

Doenças da próstata e efeitos na ereção [Vídeo]

As doenças da próstata têm uma relação (seja direta ou indireta) com a disfunção erétil e cada situação requer um tratamento diferente. Pode ser uma doença benigna ou um câncer de próstata, pode haver de uma forma ou de outra associações a problemas de ereção – e até mesmo problemas de ejaculação precoce, ejaculação retrógrada ou perda de libido. A relação pode se dar até por conta de medicamentos para hiperplasia da próstata.

Dor ao ejacular: sintomas e tratamentos de prostatite crônica não-bacteriana (3ª categoria)

Estamos falando aqui das prostatites crônicas mais frequentes, que podem ser a causa de um problema sexual. A dor pode estar localizada em toda o aparelho urogenital (períneo, púbis, uretra, testículos, região lombar,…).

Os principais sintomas são urinários e sexuais:

  • micção frequente;
  • noctúria (acordar à noite para urinar excessivamente);
  • jato de urina com força reduzida;
  • ardência na uretra (sentida no início ou durante a micção);
  • disfunção erétil;
  • ejaculação precoce;
  • dores ao ejacular.

O tratamento ainda é bastante complicado, principalmente porque essas prostatites apresentam com frequência problemas relacionados à avaliação e à medicação; isso tanto para os médicos quanto para os pacientes.

Existem, portanto, diversos medicamentos, alguns recomendados e outros contraindicados ao tratamento.

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Dor ao ejacular em prostatites não-bacterianas: tratamentos 

Os tratamentos recomendados incluem:

  • alfa bloqueadores para pacientes recém-diagnosticados, que ainda não receberam tratamento;
  • antibióticos, se os testes de urina revelarem a presença de bactérias;
  • ou tratamentos combinados: exercício/fisioterapia para o períneo, auxílio psicológico, tratamento antidepressivo (com um duplo fim: analgésico e psicológico).

Os tratamentos não recomendados incluem:

  • antibióticos quando não há sinal de presença de bactérias;
  • uso isolado da 5-alfarredutase (monoterapia);
  • tratamentos anti-inflamatórios por um tempo prolongado;
  • tratamentos minimamente invasivos – como a ablação transuretral com agulha (TUNA) – e as aplicações de laser na próstata;
  • prostatectomia ou ressecção da próstata.

Não entraremos em mais detalhes na lista de tratamentos que ainda estão sendo avaliados ou estudados.

Conclusão

A prostatite crônica não-bacteriana (ou síndrome da dor pélvica crônica) ainda não é bem definida e seu diagnóstico e tratamentos são, assim, complicados.

Esses quadros são muitas vezes benignos, mas podem incomodar bastante os pacientes que sofrem com os sintomas.

Alguns artigos levantam a hipótese de que essa prostatite possa acarretar o câncer de próstata. Mas, atualmente, o que se sabe é que a existência de uma síndrome da dor pélvica não é um fator que aumenta o risco de câncer de próstata; em vez disso, ela parece estar relacionada a fatores genéticos e principalmente hormonais.

Os estudos devem ainda analisar as anormalidades e alterações genéticas entre um tecido prostático saudável e um inflamado.


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