Síndrome da dor pélvica crônica: sintomas, causas e tratamento

cintura de um homem, indicando o local comum da síndrome da dor pélvica crônica
BLOG OMENS / Sexualidade
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Escrito por

Seth Zanette

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

1 de agosto 2022

A Síndrome da dor pélvica crônica masculina é uma condição que tem um impacto negativo sobre a rotina e a qualidade de vida de muitos homens. O tratamento é essencial para que a dor não atrapalhe a vida quotidiana.

No artigo de hoje, a Omens responde às principais perguntas sobre a síndrome da dor pélvica: quais os sintomas? Quais as principais causas? Venha descobrir com a gente:

O que é a dor pélvica no homem?

A síndrome da dor pélvica crônica no homem ou prostatodinia se caracteriza pela dor, desconforto ou pressão na região pélvica. A dor pélvica no homem acontece na região da pelve, períneo e nos órgãos genitais.

Para que essa dor seja considerada uma síndrome da dor pélvica crônica no homem ela precisa acontecer a mais de três meses. Além disso, ela não pode ter relação com infecções ou outras condições que afetem a próstata

A síndrome da dor pélvica é comum?

A síndrome da dor pélvica pode atingir homens de qualquer idade, sendo frequente em homens jovens ou de meia idade. Assim, se considerarmos diagnósticos clínicos, os números apontam que 0,5% dos homens possui essa condição. 

No entanto, é interessante observarmos que até 6,3% dos homens possui os sintomas da dor pélvica crônica – um número bem maior do que a população masculina diagnosticada. Portanto, ao notar os sintomas da síndrome da dor pélvica crônica, não suporte essa condição em silêncio, procure sempre um médico urologista e marque uma consulta.

Sintomas

Os principais sintomas da dor pélvica crônica são:

  • dor no períneo, região suprapúbica, pênis, testículos;
  • dor ao ejacular;
  • fluxo lento ou intermitente de urina;
  • fadiga;
  • dor ao urinar;
  • mal estar.

Os sintomas da síndrome da dor pélvica são comuns em outros tipos de doenças que afligem a próstata, por isso, se experimentar algum dos sintomas aqui descritos, é importante procurar um médico. Junto do profissional, outras condições e infecções serão descartadas antes do diagnóstico da síndrome da dor pélvica ser feito. 

Além disso, para o diagnóstico da síndrome, esses sintomas precisam estar presentes de 3 a 6 meses

Os sintomas podem ser controlados?

Todo o tratamento da síndrome da dor pélvica crônica masculina visa exatamente controlar os sintomas e acabar com a dor, pois a condição em si não tem cura definitiva. Mas, através das terapias disponíveis, é possível controlar a dor, reduzir o impacto na vida diária do paciente e restaurar atividades sexuais normais.

Para isso, é necessário procurar um profissional da saúde que realize todos os exames necessários. Afinal, como já mencionamos, é preciso descartar outras condições antes.

Causas da síndrome da dor pélvica crônica

E quais seriam as causas da síndrome da dor pélvica crônica no homem? Bem, não existe apenas um fator que provoque essa condição. Essa síndrome pode ser desenvolvida por uma série de razões externas ou até mesmo por questões genéticas.

Os fatores que mais comumente podem levar à síndrome da dor pélvica são, por exemplo:

  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • microrganismos não cultiváveis; 
  • vírus;
  • trauma na região anal;
  • regulação neurológica positiva;
  • inflamação não relacionada com infecção (autoimune);
  • disfunção do pavimento pélvico / espasmo muscular;
  • genética;
  • anatomia suscetível a dor pélvica.

Diagnóstico da síndrome da dor pélvica: como é feito?

O diagnóstico da síndrome da dor pélvica crônica no homem precisa ser realizado por um profissional médico urologista. Na consulta, os sintomas e histórico clínico do paciente serão examinados.

Além disso, podem ser feitos exames de urina, coleta de material da próstata, exame de toque e outros exames necessários. Conforme já dissemos, o diagnóstico da síndrome é feito depois de descartadas todas as outras condições que possam estar provocando a dor pélvica crônica.

Por que é tão difícil fazer o diagnóstico?

Exatamente por ser necessário descartar outras doenças que provocam o mesmo sintoma.

Aliás, algumas dessas doenças exigem tratamento com antibióticos durante bastante tempo. Além disso, para real diagnóstico dessa condição, são necessários de 3 a 6 meses com os sintomas, sem outros agentes que provoquem a dor. Dessa forma, o diagnóstico não é fácil e pode demorar algum tempo. 

Tratamento para a dor pélvica crônica

O tratamento para a síndrome da dor pélvica crônica consiste em um conjunto de práticas para aliviar e controlar a dor, bem como possíveis inflamações na próstata que não tenham a ver com infecções. Problemas na parte sexual também precisam ser levados em conta e tratadas adequadamente. Cada paciente pode ter níveis de sintomas diferentes e pode responder bem a diferentes tratamentos.

Com relação a terapias, utilizam-se exercícios de baixo impacto como caminhada, natação, alongamento e yoga, além de dietas que restrinjam certos alimentos inflamatórios. Por fim, fisioterapia e termoterapia localizada também são altamente recomendados.

Já no que tange terapias medicamentosas, o tratamento pode começar com antibióticos, bloqueadores antiadrenérgicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e, em alguns casos, medicações de efeito no sistema nervoso central.

Cuidados rotineiros para evitar a dor

Além de medicação e tratamento com fisioterapia, é necessário tomar certos cuidados para não desencadear inflamações na próstata ou dor; por exemplo: recomenda-se evitar práticas de esporte que provoquem impacto na região da pélvis, além de evitar comidas apimentadas e refrigerantes. 

É possível prevenir a síndrome da dor pélvica crônica?

Visto que os fatores que causam a síndrome da dor pélvica crônica não são 100% determinados, é difícil dizer que existe uma forma de prevenção. O ideal é evitar que alguns fatores que podem provocar essa condição aconteçam, por exemplo:

  • evitar traumas na região da próstata e pélvica;
  • proteger-se contra infecções sexualmente transmissíveis;
  • proteger-se contra infecções do trato urinário.

Conclusão

A síndrome da dor pélvica crônica masculina não precisa atrapalhar a qualidade da sua vida e da sua saúde sexual. Pode-se conviver com a síndrome e levar uma vida plena. Portanto, não aguente dores no dia a dia e durante as relações sexuais. É importante procurar o tratamento o quanto antes para que a síndrome seja controlada.

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