O que é a andropausa?

Entenda a andropausa de uma vez por todas
BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

21 de junho 2021

À medida que os homens envelhecem, eles vão perdendo cerca de 1% da sua testosterona por ano: é um fenômeno completamente natural, mas em alguns casos, essa perda é um pouco mais acentuada e pode provocar um verdadeiro desconforto – tanto na vida quotidiana como na vida sexual. Chamamos isso de andropausa.

A Omens pode te orientar durante todo esse período e te ajudar a envelhecer bem quando o assunto é sexualidade.

Você pode consultar online um médico urologista para mais informações sobre a andropausa e para outras soluções.

Como a andropausa se manifesta nos homens?

Antes de mais nada, é importante lembrar que o termo andropausa não é bem aceito na comunidade médica e científica. Os especialistas preferem a sigla DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino), visto que não há uma pausa completa na produção hormonal.

No entanto, o que muitos chamam de andropausa é, na verdade, um conjunto de sintomas causados pela diminuição da produção de testosterona associada ao envelhecimento. A andropausa não é, estritamente falando, uma doença, mas uma consequência do envelhecimento.

Na prática, apenas falamos em “andropausa” quando o homem experimenta os sintomas associados a essa queda na testosterona. Aliás, embora todos os homens sintam os seus níveis de testosterona caírem dos 25 até os 30 anos, apenas uma pequena parte da população masculina experimenta os sintomas físicos disso.

Podcast: tudo sobre libido [Omenscast #11]

No nosso 11º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai explicar todos os detalhes sobre a libido, tanto masculina como feminina: quais os problemas que podem afetá-la, quais as causas e possíveis tratamentos. A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

A andropausa é semelhante à menopausa?

Com frequência, muitos comparam a andropausa com a menopausa, mas os dois fenômenos não são equivalentes.

Na realidade, a menopausa é a interrupção total da produção de hormônios femininos (estrogênio e progesterona), enquanto que a andropausa é apenas uma queda na produção de hormônios masculinos (ou androgênicos) – mas que nunca é parada por completo.

Além disso, a menopausa afeta todas as mulheres, enquanto apenas uma minoria dos homens irá experimentar os sintomas da andropausa.

Por fim, a menopausa leva à infertilidade feminina, enquanto que a andropausa não tem um efeito tão radical na fertilidade masculina.

Devido a essas diferenças, o termo andropausa é objeto de debate pelos especialistas. Novamente, como a produção de testosterona nunca parou por completo, parte da comunidade científica prefere falar em Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino.

Tendo isso em mente, mas para uma maior facilidade de compreensão, manteremos o termo andropausa neste artigo.

Lembre-se também que os sintomas relacionados à andropausa que veremos mais tarde aqui não são específicos dessa condição e podem ter outra causa.

É por isso que, para podermos caracterizar como andropausa, é necessário constatar a presença de pelo menos alguns dos sintomas e, também, uma queda nos níveis de testosterona.

Queda da testosterona, andropausa e ereção [Vídeo]

O envelhecimento humano traz várias mudanças. Para o homem, uma das mais citadas é a andropausa: mas ela existe mesmo? O que é e quais são os sintomas da andropausa? E os outros fatores relacionados ao envelhecimento, como uma testosterona baixa e problemas de ereção (disfunção erétil)?

O Dr. João Brunhara explica melhor nesse vídeo algumas dessas questões para se ter um envelhecimento saudável.

Com que idade a andropausa afeta os homens?

A andropausa é uma condição que está relacionada ao envelhecimento dos homens: então, com que idade eles podem ser afetados?

Com exceção de algumas ocorrências muito excepcionais, a maioria dos casos acontece em pacientes que têm por volta dos 60 anos de idade. Os casos mais precoces começam por volta dos 45 anos.

Já que a andropausa e a sua definição ainda não estão muito claras do ponto de vista científico, é difícil obter números precisos quanto a isso.

Em um estudo de 2010, concluiu-se que apenas 2% dos indivíduos com idades compreendidas entre 40 e 79 anos possuíam os sintomas da andropausa. Essa proporção sobe para 5% para a faixa etária dos 70-79 anos.

Outras estimativas colocam que 30% de homens irão sofrer de andropausa durante a sua vida.

Explica-se as altas variações entre esses números pelos diferentes significados do conceito de andropausa.

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Quais são os sintomas da andropausa no homem?

Os sintomas da andropausa são diversos e não dependem apenas da queda de testosterona: há muitos outros fatores que podem influenciar.

Sintomas que afetam a vida sexual

Primeiro, existem os sintomas do âmbito da sexualidade: diminuição da libido, redução na quantidade de ereções matinais e disfunções eréteis em geral.

Por que os homens podem ter ondas de calor?

A andropausa também pode causar ondas de calor que se manifestam através da transpiração excessiva e não relacionada a atividades físicas. Essas ondas de calor ocorrem frequentemente à noite, mas não exclusivamente nesse período.

Fadiga, distúrbios do sono…

Os sintomas da andropausa também incluem períodos de fadiga intensa sem causa aparente.

Os homens com andropausa sentem-se cansados mais facilmente, possuem menos energia e, por vezes, têm problemas de concentração e memória.

Essa perda de resistência física e energia aumenta devido a episódios de insônia, que também fazem parte da lista de sintomas.

Quais são os efeitos da deficiência de testosterona?

  • A nível fisiológico, há uma perda da densidade muscular e óssea (osteoporose).
  • Os homens com andropausa também experimentam muito frequentemente um aumento de peso sem causa aparente, sobretudo na região abdominal.
  • Por último, pode-se observar uma redução no crescimento do cabelo.

Em geral, esses sintomas podem ser todos consequência do simples envelhecimento, sem relação com a condição hormonal. No entanto, se vários desses sintomas ocorrerem ao mesmo tempo, pode ser útil fazer um check-up hormonal completo.

Apenas se constatada a presença de vários desses sintomas e depois de 2 exames hormonais que confirmam o nível atípico de testosterona, é possível diagnosticar o paciente com andropausa.

Como o nível de testosterona é variável, é imperativo realizar 2 testes com 2 a 4 semanas de intervalo, de acordo com a recomendação dos urologistas.

Como assinalado pelo médico urologista João Brunhara Barbosa:

A testosterona é o principal hormônio masculino. Ele tem 3 papéis específicos: o primeiro está relacionado à condição geral do indivíduo. Essa função controla o cansaço, o estado físico e o ânimo.

O seu segundo papel é nutrir os ossos e alguns órgãos. E, por fim, ele é o principal hormônio sexual: sem a testosterona, um homem não consegue “funcionar” nem em termos de libido, nem em termos de ereção ou de ejaculação.

Sem testosterona, a vida sexual masculina se extingue.

Quanto tempo dura a andropausa?

A andropausa é provocada por uma queda nos níveis de testosterona. Dessa forma, ela dura até que os níveis desse hormônio voltem ao normal. É necessário paciência, porque a testosterona sobe e desce lentamente.

Sabendo disso, é comum que os efeitos do tratamento da andropausa demorem de 4 a 6 meses para aparecer.

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O que é que reduz os níveis de testosterona?

Como já vimos, a andropausa é causada por uma queda incomum dos níveis de testosterona em homens com mais de 45 anos de idade.

Essa queda hormonal pode ter várias causas.

Evidentemente que o envelhecimento provoca uma redução natural na testosterona, mas esse fenômeno pode ser adiantado pelo estilo de vida da pessoa.

Um bom exemplo diz respeito ao sedentarismo. A atividade física estimula a secreção de testosterona e, por consequência, a falta de exercícios pode acentuar a redução do hormônio.

Além disso, na presença de gordura, a testosterona tende a ser menos ativa no corpo, ou mesmo pode se transformar em estrogênio (um hormônio feminino). Isso cria um ciclo vicioso, uma vez que a queda da testosterona resulta na perda de músculo e no aumento da gordura corporal, reduzindo ainda mais o nível de testosterona.

Outro ciclo vicioso pode aparecer no âmbito da sexualidade.

A atividade sexual aumenta a produção de testosterona. Assim, infelizmente, os homens que sofrem de andropausa, ao ver que as suas ereções estão perdendo em qualidade, podem passar a evitar o sexo. Essa escassez de atividade sexual faz com que os seus níveis de testosterona baixem ainda mais.

Por isso, independentemente do tratamento hormonal, pode-se prescrever um tratamento para a disfunção erétil (como o Viagra ou o Cialis), a fim de promover a continuação da atividade sexual.

Como aumentar naturalmente o nível de testosterona no homem?

O primeiro conselho que podemos te dar é a prática regular de atividade física e esportiva.

Mesmo a atividade física moderada, mas regular, pode ajudar a aumentar a produção de testosterona. De fato, foi comprovado que o excesso de peso (especialmente na região abdominal) e o acúmulo de gordura reduz muito a testosterona nos homens.

Além disso, o brilho e a luz do sol – benéficos para os ossos e para a disposição – também estimulam a produção de testosterona. A exposição ao sol tem, por isso, muitas vantagens (mas com moderação para evitar queimaduras!).

Outra forma de promover um aumento na produção de testosterona é ter boas noites de sono. Um sono de boa qualidade possibilita uma produção hormonal melhor, já que alguns desses hormônios dependem disso.

Enfim, antes de pensar em aumentar o seu nível de testosterona, é melhor já começar a evitar qualquer coisa que interfira na sua produção normal!

É bom, por exemplo, evitar fontes de estresse ou ansiedade tanto quanto possível. Além disso, é interessante afastar-se das cidades, de substâncias tóxicas e dos desreguladores endócrinos, por exemplo, aproveitando mais ambientes com contato com a natureza.

Qual medicamento usar para aumentar a testosterona?

Há casos em que o médico pode indicar terapia de reposição de testosterona, sobretudo nos pacientes com níveis constantemente baixos do hormônio e que apresentam sintomas.

Além disso, existem outras estratégias de tratamento para estimular a produção de testosterona pelo organismo. Porém, algumas dessas são utilizadas de forma off-label, ou seja, com um uso diferente daquele para qual o remédio foi desenvolvido. 

É o caso do clomifeno, da gonadotrofina coriônica e dos inibidores da aromatase (como o anastrozol). Indicamos este último somente a indivíduos com excesso de estrogênio, um dos hormônios femininos.

Portanto, não hesite em solicitar a orientação de um médico.

Como enfrentar a andropausa?

Antes de mais nada, recomenda-se que os pacientes com andropausa modifiquem o seu estilo de vida. É fortemente recomendável retornar à prática de atividades físicas, bem como aplicar uma mudança nos hábitos alimentares para restabelecer uma dieta mais saudável.

Se os sintomas problemáticos persistirem, pode-se pôr em prática uma terapia de reposição hormonal.

Existem diferentes vias de administração:

  • injeção intramuscular (a cada 3 ou 4 semanas);
  • comprimidos (3 a 4 comprimidos por dia);
  • gel transdérmico, aplicado nos ombros, braços e abdômen;
  • adesivo transdérmico (trocar de 2 em 2 dias).

Embora a ingestão de testosterona não cause diretamente câncer na próstata, ela promove o desenvolvimento do câncer quando ele já está presente. É por isso que, antes de qualquer tratamento com hormônios à base de testosterona, o paciente deve se submeter a um exame PSA.

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Existem tratamentos naturais para a andropausa?

Atualmente, o único tratamento conhecido é a terapia de reposição hormonal.

A andropausa é um tema recente e, portanto, faltam estudos sobre os efeitos após a medicação e sobre outras soluções possíveis.

Ainda que não se qualifiquem como um tratamento, a atividade física e uma dieta saudável são altamente recomendados.

A influência da andropausa na ereção

A testosterona é o hormônio sexual masculino por excelência. Os níveis de testosterona estão diretamente relacionados à ereção, mas não são o seu único fator. Porém, em casos de deficiência de testosterona que conduzem à disfunção erétil, pode-se criar um ciclo vicioso.

Os homens que sofrem de disfunção erétil acabam evitando relações sexuais, mas as relações sexuais estimulam a produção de testosterona em maior escala.

É por isso que, a fim de evitar uma interrupção total da atividade sexual, o médico pode prescrever um tratamento para a disfunção erétil para parar esse ciclo perigoso.

Andropausa e perda de libido

A testosterona está diretamente relacionada ao desejo sexual masculino. No entanto, não devemos confundir as consequências normais do envelhecimento com os sintomas criados por uma queda atípica na testosterona.

Como a testosterona influencia diretamente o desejo sexual do homem, todos os sintomas da andropausa (sensação de cansaço, ondas de calor, etc.) podem também afetar a libido.

Tratamento: quando e quem devo consultar?

Os médicos mais apropriados para tratar a andropausa são andrologistas e urologistas.

Como vimos, como resultado do envelhecimento, todos os homens passam pela andropausa, que pode ser entendida como uma diminuição dos níveis de testosterona.

No entanto, nem todos experimentam os sintomas e a maioria continua a viver a sua vida sem problemas.

Assim, é aconselhável consultar um médico quando os sintomas se tornam um incômodo na vida cotidiana.

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