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A próstata aumentada, ou hiperplasia benigna da próstata (HPB), é um crescimento da próstata que não é câncer. Ela pode apertar a uretra e causar jato urinário fraco, vontade frequente de urinar e idas ao banheiro à noite. É muito comum com a idade: aparece em metade dos homens de 51 a 60 anos, segundo estudos de autópsia. Tem tratamento: mudanças de hábitos, medicamentos e, em alguns casos, procedimentos ou cirurgia. Na Omens, um urologista avalia seus sintomas online e indica o tratamento, entregue em casa.

DR. João Brunhara
Corpo Clínico Hospital
Albert Einstein
CRM SP 161642
Entendendo
a próstata aumentada
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é um problema comum que afeta muitos homens, especialmente à medida que envelhecem. Ela acontece quando a próstata, uma glândula que faz parte do sistema reprodutivo masculino e fica logo abaixo da bexiga, começa a crescer de forma não cancerígena. Essa glândula envolve a uretra, o tubo por onde a urina sai do corpo.
Sintomas
mais comuns
Fluxo urinário fraco, hesitante ou interrompido, bem como a sensação de que a bexiga não esvazia completamente após urinar. Em alguns casos pode incluir uma sensação de queimação ou dor durante a micção.
É comum sentir a necessidade de urinar com mais frequência, especialmente durante a noite (nictúria). Este sintoma também pode incluir uma dificuldade em começar a urinar, o que pode ser frustrante e desconfortável.
Outros possíveis
sintomas
Após urinar, um outro sintoma que pode ocorrer é a persistência de um gotejamento.
Mesmo após urinar, pode persistir uma sensação de que a bexiga não está completamente vazia.
Qual desses sintomas você está enfrentando?
A HPB fica mais comum com a idade, segundo a análise de mais de 1.000 próstatas (Berry et al., J Urol, 1984):
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A hiperplasia benigna da próstata (HPB), conhecida como próstata aumentada, é o crescimento da próstata que não é causado por câncer [2][3]. A próstata é uma glândula que fica logo abaixo da bexiga e envolve a uretra, o canal por onde a urina sai. Num homem jovem, ela pesa cerca de 20 gramas [1]. Quando cresce, pode apertar a uretra e dificultar a saída da urina [3].
O tamanho da próstata nem sempre acompanha os sintomas: uma próstata grande pode causar pouco incômodo, e uma próstata pouco aumentada pode atrapalhar bastante [2]. Por isso, o que orienta o tratamento é o quanto os sintomas afetam a sua vida.
A HPB é muito comum e aumenta com a idade. Numa análise de mais de 1.000 próstatas examinadas em autópsias, a HPB aparecia em 8% dos homens de 31 a 40 anos e em 50% dos homens de 51 a 60 anos [1]. Esse estudo procurou a alteração no tecido da próstata, mesmo em homens sem queixas.
O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos (NIDDK) estima que a HPB afete de 5% a 6% dos homens de 40 a 64 anos e de 29% a 33% dos homens com 65 anos ou mais. É o problema de próstata mais comum depois dos 50 anos e raramente causa sintomas antes dos 40 [2].
Os sintomas da HPB aparecem na hora de urinar [2]:
Dificuldade para começar: demora para a urina sair ou sensação de que a bexiga não esvazia.
Jato fraco: jato fraco ou interrompido, ou gotejamento no final.
Urinar à noite: acordar uma ou mais vezes para urinar (noctúria).
Urgência e frequência: vontade forte e frequente de urinar.
Dor: em alguns casos, dor ao urinar.
A causa exata não é conhecida. A HPB fica mais comum com a idade, e as mudanças hormonais do envelhecimento parecem ter papel. O risco é maior a partir dos 40 anos, com histórico familiar de HPB, doenças do coração e dos vasos, diabetes tipo 2, obesidade, doença renal crônica, disfunção erétil e sedentarismo. Alguns remédios podem piorar os sintomas, como os de gripe e resfriado (descongestionantes e antialérgicos), calmantes, antidepressivos e diuréticos [2].
Não. A HPB é um crescimento benigno e não aumenta o risco de câncer de próstata [3]. Mas ter HPB não descarta outras doenças: sintomas urinários também podem vir de infecção urinária, prostatite ou câncer de próstata [2].
No início, o câncer de próstata costuma ser silencioso. Muitos homens não têm sintomas e, quando têm, eles são parecidos com os da HPB, como dificuldade para urinar e necessidade de urinar mais vezes. Na maior parte das vezes esses sintomas não são câncer, mas devem ser investigados [4]. Para diferenciar, o médico usa a conversa, o exame físico com toque retal e exames como o PSA, um exame de sangue; o câncer só é confirmado por biópsia [2][4].
Na pesquisa Datafolha/Omens de 2021, 95% dos brasileiros entrevistados reconheceram a importância do toque retal para o diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas só 19% dos homens adultos já tinham feito o exame; entre os homens com 50 anos ou mais, 56% [6]. Se o exame é indicado para você, e com que frequência, é uma decisão a tomar com o urologista: o INCA não recomenda exames de rotina em homens sem sintomas e orienta que quem queira fazê-los conheça os riscos e os benefícios [4].
Procure um urologista sempre que os sintomas urinários incomodarem, piorarem ou mudarem [2]. Sem tratamento, a HPB pode levar à retenção de urina (quando a bexiga não esvazia), infecções urinárias, pedras na bexiga e problemas nos rins [2][3].
Procure atendimento presencial imediatamente se [2]:
você não consegue urinar;
tem vontade urgente, frequente e dolorosa de urinar, com febre e calafrios;
nota sangue na urina;
sente dor forte ou grande desconforto no pé da barriga ou nas vias urinárias.
O tratamento depende de quanto os sintomas incomodam e afetam a sua qualidade de vida [2][5]. As opções são:
Acompanhamento e mudanças de hábitos: se a próstata está pouco aumentada e os sintomas não atrapalham, o médico pode apenas acompanhar o caso. Ajuda beber menos líquido antes de sair ou dormir, reduzir álcool e cafeína, praticar atividade física, esvaziar bem a bexiga e não segurar a urina por muito tempo [2].
Medicamentos que relaxam a próstata: relaxam os músculos da próstata e da saída da bexiga e facilitam a passagem da urina [2].
Medicamentos que reduzem o volume da próstata: freiam o crescimento ou diminuem a próstata e melhoram o jato. Combinar as duas classes de medicamentos pode funcionar melhor do que uma só [2][5].
Procedimentos minimamente invasivos: técnicas feitas pela uretra, como vapor de água ou pequenos implantes que afastam a próstata do canal da urina [2][5].
Cirurgia: retira parte da próstata, por exemplo pela uretra (a chamada raspagem) ou com laser. Costuma ser indicada quando os medicamentos não ajudam, os sintomas são intensos ou surgem complicações [2].
Muitos homens controlam os sintomas sem cirurgia. A escolha, a dose e o acompanhamento são definidos pelo urologista na consulta, e qualquer efeito colateral deve ser contado ao médico [2].
Você responde a um breve questionário sobre seus sintomas e escolhe o especialista.
Faz a consulta com urologista por vídeo, telefone ou mensagem, a partir de R$ 99.
O urologista avalia o seu caso e, se precisar, pede exames, como exame de urina, PSA ou ultrassom, ou orienta um exame presencial [2].
Ele indica o tratamento personalizado, que você recebe em casa em embalagem discreta, por farmácias certificadas, ou compra na farmácia da sua escolha.
Você acompanha a evolução com o médico e ajusta o tratamento ao longo do tempo.
Sua qualidade de vida em primeiro lugar
Sua qualidade de vida em primeiro lugar
Revisado por Dr. João Brunhara, urologista · CRM-SP 161642 · RQE 118506 · Atualizado em
Berry SJ, Coffey DS, Walsh PC, Ewing LL. The development of human benign prostatic hyperplasia with age. J Urol. 1984;132(3):474-9. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/6206240/
National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). Prostate Enlargement (Benign Prostatic Hyperplasia). Revisado em junho de 2024. https://www.niddk.nih.gov/health-information/urologic-diseases/prostate-problems/prostate-enlargement-benign-prostatic-hyperplasia
National Cancer Institute. NCI Dictionary of Cancer Terms: benign prostatic hyperplasia. https://www.cancer.gov/publications/dictionaries/cancer-terms/def/benign-prostatic-hyperplasia
Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de próstata: versão para a população. Atualizado em 27/06/2025. https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/prostata/versao-para-populacao
Sandhu JS, et al. Management of Lower Urinary Tract Symptoms Attributed to Benign Prostatic Hyperplasia (BPH): AUA Guideline Amendment 2023. J Urol. 2024;211(1):11-19. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37706750/
Datafolha/Omens. O câncer da próstata e o exame de toque retal. Pesquisa online com 1.000 pessoas de 18 anos ou mais (500 homens), 05 a 07/10/2021, margem de erro de 3 p.p. https://omens.com.br/exame-de-toque-retal
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