Cloridrato de Paroxetina: para que serve?

Cartela contendo comprimidos brancos de Cloridrato de Paroxetina: mas para que ele serve?
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Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

16 de maio 2022

Para que serve o cloridrato de paroxetina: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI), encontrados em muitos antidepressivos, muitas vezes têm o efeito colateral de retardar a ejaculação.

Isso porque, em geral, os medicamentos antidepressivos podem influenciar (às vezes mais, às vezes menos) a sexualidade. Os efeitos colaterais podem incluir: perda de libido, redução da capacidade erétil dos homens, incluindo a diminuição da excitação e, consequentemente, o retardo da ejaculação

O que é cloridrato de paroxetina e para que serve?

Em primeiro lugar, vamos chamar a atenção neste artigo para o fato de que um antidepressivo não exatamente “cura” a ejaculação precoce: trata-se de um efeito colateral. Aliás, pode haver remédios mais adequados ao tratamento da ejaculação precoce.

O cloridrato de paroxetina (ou Pondera, o nome do medicamento de marca, ou “paroxitina”, como muitos acabam escrevendo erroneamente, sem saber) é um antidepressivo que faz parte da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Ela é destinada aos adultos a fim de tratar a depressão e distúrbios de ansiedade.

Dentre os distúrbios de ansiedade podemos citar os seguintes, por exemplo:

  • transtorno obsessivo-compulsivo;
  • ataques de pânico;
  • transtorno de ansiedade social (fobia social);
  • estresse pós-traumático;
  • transtorno de ansiedade generalizada.

Esse medicamento tem por objetivo aumentar o nível de serotonina no cérebro.

Remédios para a ejaculação precoce: a Paroxetina [Omenscast #9]

No 9º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai tentar responder todas as suas dúvidas sobre o medicamento Pondera (paroxetina). A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Depressão e sexualidade

Estima-se que 10 a 25% das mulheres e 4 a 12% dos homens sofrerão com um período de depressão em algum momento da sua vida.

Basicamente falando, uma das características da depressão é a dificuldade ou incapacidade de sentir prazer. Pode haver também uma queda geral nos níveis de libido; dessa forma, a sexualidade da pessoa pode sofrer fortes consequências.

Esses sintomas secundários relacionados à sexualidade tendem a reforçar uma autoestima baixa, muitas vezes causando problemas no relacionamento, que, assim, prejudicam à libido.

Nos homens, a ansiedade e a preocupação em ser bom de cama, por exemplo, podem levar a uma disfunção erétil. A disfunção sexual pode, então, alimentar um círculo vicioso, geralmente de duas formas: provocando um problema de ereção ou de ejaculação.

O que diz a bula da paroxetina / pondera

Para a paroxetina (Pondera) utilizada como antidepressivo, em 70% dos casos aproximadamente, o paciente apresenta alguma consequência durante o sexo (que pode ou não incomodar). É por isso que é importante conversar sobre isso com um médico. Se um problema sexual relacionado ao uso de medicamentos estiver te incomodando, deve-se considerar alterar o tratamento.

Segundo a bula, dentre os problemas sexuais, podemos citar principalmente:

  • nos homens, queda no desejo e na excitação;
  • nas mulheres, uma anorgasmia (dificuldade ou impossibilidade em alcançar o orgasmo).

No entanto, é difícil perceber exatamente qual é a ligação entre os antidepressivos e esses problemas sexuais. Isso porque já se observa em uma pessoa deprimida diversos fatores que podem influenciar a sua sexualidade – e os antidepressivos são um desses vários fatores.

Dependendo da gravidade da depressão, do cenário do tratamento, da existência de outras condições neurológicas ou metabólicas – e de muitos outros aspectos –, as características das disfunções sexuais não são as mesmas.

Em todo caso, a partir do momento que uma medicação provoca alguma dificuldade no sexo (como pode ser o caso do cloridrato de paroxetina), é recomendável procurar atendimento médico.

Por que procurar um urologista se você tem ejaculação precoce? [Vídeo]

Entenda a ejaculação precoce, suas causas e tratamentos. Saiba o que pode ser feito quando você passar por essa situação e porque procurar um médico urologista é a melhor opção para tratar problemas de ejaculação.

A paroxetina e os antidepressivos que alteram a função sexual

A classe de antidepressivos que interagem com a serotonina, principalmente os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI), podem provocar problemas relacionados à ejaculação. Mas, em muitos casos, podem ocorrer problemas de ereção ao mesmo tempo.

Estima-se, por exemplo, que 25% das pessoas com depressão demonstrem algum grau de disfunção erétil em mais de 50% das relações sexuais durante o tratamento antidepressivo. Isso acontece principalmente com o uso de antidepressivos tricíclicos.

Além disso, o cloridrato de paroxetina faz parte de um grupo de medicamentos cujo uso frequentemente provoca um retardo na ejaculação. Em alguns casos, o homem pode até mesmo sofrer de anorgasmia (dificuldade ou impossibilidade em alcançar o orgasmo).

Um medicamento que serve para ejaculação precoce?

Por isso, a paroxetina (assim como outros antidepressivos) é proposta, em alguns casos, como tratamento para a ejaculação precoce.

No entanto, atualmente há outros remédios para ejaculação precoce mais adequados ao tratamento, sem os efeitos dos antidepressivos (no humor, no comportamento, etc.). É o caso, por exemplo, da dapoxetina.

Quais são as causas da ejaculação precoce? [Vídeo]

Entender a ejaculação precoce e suas causas, ou seja, os possíveis motivos para você passar por um problema de ejaculação é essencial para entender, também, como evitar a ejaculação precoce.

Paroxetina para ejaculação precoce: conclusões

Os efeitos colaterais dos antidepressivos são pouco frequentes e, na maioria das vezes, moderados. Mas não podemos negligenciar os sintomas quando eles aparecem: é necessário sempre conversar sobre isso com um médico.

Quando uma disfunção sexual aparece, pode ser necessário reavaliar o tratamento, mudando a medicação. Há uma variedade de antidepressivos, e eles não terão o mesmo efeito em pacientes diferentes.

Em comparação com os antidepressivos tricíclicos, por exemplo, os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (como a paroxetina) demonstraram melhorar significativamente a qualidade de vida de pessoas com depressão. No entanto, alguns casos continuam a apresentar problemas sexuais como consequência.

Portanto, caso o paciente faça uso do cloridrato de paroxetina como tratamento antidepressivo e perceba tais problemas, é importante conversar com o médico sobre o assunto.

Paroxetina: mas e o preço?

Bem, é um pouco difícil afirmar com certeza o preço exato do cloridrato de paroxetina. Ainda assim, a Omens fez uma pesquisa com suas farmácias parceiras e concluiu que, em média, a paroxetina acaba custando R$ 37 na maioria dos estabelecimentos, considerando 30 cápsulas de 20mg.

Por outro lado, há no mercado os treinamentos que abordam exercícios e técnicas contra a ejaculação rápida: é o caso do Programa Control, com preço acessível e que possibilita resultados muito mais duradouros.


Fontes

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