Cloridrato de Paroxetina: para que serve?

Cartela contendo comprimidos brancos de Cloridrato de Paroxetina: mas para que ele serve?
BLOG OMENS / Tratamentos
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

18 de junho 2021

Para que serve o cloridrato de paroxetina: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI), encontrados em muitos antidepressivos, muitas vezes têm o efeito colateral de retardar a ejaculação.

Em geral, os medicamentos antidepressivos podem influenciar (às vezes mais, às vezes menos) a sexualidade. Os efeitos colaterais podem incluir: perda de libido, redução da capacidade erétil dos homens, diminuição da excitação…

Para a paroxetina, em 70% dos casos aproximadamente, o paciente desenvolve um problema sexual, que pode ou não incomodar. É por isso que é importante conversar sobre isso com um médico. Se um problema sexual relacionado ao uso de medicamentos estiver te incomodando, deve-se considerar alterar o tratamento.

Por fim, vamos chamar a atenção neste artigo para o fato de que um antidepressivo não exatamente “cura” a ejaculação precoce: trata-se de um efeito colateral. Existem remédios mais adequados ao tratamento da ejaculação precoce.

O que é Cloridrato de Paroxetina e para que serve?

O cloridrato de paroxetina é um antidepressivo que faz parte da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Ela é destinada aos adultos a fim de tratar a depressão e distúrbios de ansiedade.

Dentre os distúrbios de ansiedade podemos citar os seguintes, por exemplo:

  • transtorno obsessivo-compulsivo;
  • ataques de pânico;
  • transtorno de ansiedade social (fobia social);
  • estresse pós-traumático;
  • transtorno de ansiedade generalizada.

Esse medicamento tem por objetivo aumentar o nível de serotonina no cérebro.

Remédios para a ejaculação precoce: a Paroxetina [Omenscast #9]

No 9º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai tentar responder todas as suas dúvidas sobre o medicamento Pondera (paroxetina). A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Depressão e sexualidade

Estima-se que 10 a 25% das mulheres e 4 a 12% dos homens sofrerão com um período de depressão em algum momento da sua vida.

Basicamente falando, uma das características da depressão é a dificuldade ou incapacidade de sentir prazer. Pode haver também uma queda geral nos níveis de libido; dessa forma, a sexualidade da pessoa pode sofrer fortes consequências.

Esses sintomas secundários relacionados à sexualidade tendem a reforçar uma autoestima baixa, muitas vezes causando problemas no relacionamento, que, assim, prejudicam à libido.

Nos homens, a ansiedade e a preocupação em ser bom de cama, por exemplo, podem levar a uma disfunção erétil. A disfunção sexual pode, então, alimentar um ciclo vicioso, geralmente de duas formas: provocando um problema de ereção ou de ejaculação.

Em todo caso, a partir do momento que uma medicação provoca uma disfunção sexual, é recomendável procurar atendimento médico.

Dentre os problemas sexuais, podemos citar principalmente:

  • nos homens, queda no desejo e na excitação;
  • nas mulheres, uma anorgasmia (dificuldade ou impossibilidade em alcançar o orgasmo).

No entanto, é difícil perceber exatamente qual é a ligação entre os antidepressivos e esses problemas sexuais. Isso porque já se observa em uma pessoa deprimida diversos fatores que podem influenciar a sua sexualidade — e os antidepressivos são um desses vários fatores.

Dependendo da gravidade da depressão, do cenário do tratamento, da existência de outras condições neurológicas ou metabólicas — e de muitos outros aspectos —, as características das disfunções sexuais não são as mesmas.

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Os antidepressivos que provocam disfunções sexuais

A classe de antidepressivos que interagem com a serotonina, principalmente os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI), podem provocar problemas relacionados à ejaculação. Mas, em muitos casos, podem ocorrer problemas de ereção ao mesmo tempo.

Estima-se, por exemplo, que 25% das pessoas com depressão demonstrem algum grau de disfunção erétil em mais de 50% das relações sexuais durante o tratamento antidepressivo. Isso acontece principalmente com o uso de antidepressivos tricíclicos.

Além disso, o cloridrato de paroxetina faz parte de um grupo de medicamentos cujo uso frequentemente provoca um retardo na ejaculação. Em alguns casos, o homem pode até mesmo sofrer de anorgasmia (dificuldade ou impossibilidade em alcançar o orgasmo).

Por isso, a paroxetina (assim como outros antidepressivos) é proposta, em alguns casos, como tratamento para a ejaculação precoce. No entanto, atualmente há outros medicamentos mais adequados ao tratamento da ejaculação precoce, sem os efeitos dos antidepressivos (no humor, no comportamento, etc.).

Quais são as causas da ejaculação precoce? [Vídeo]

Entender a ejaculação precoce e suas causas, ou seja, os possíveis motivos para você passar por um problema de ejaculação é essencial para entender, também, como evitar a ejaculação precoce.

Cloridrato de Paroxetina: para que serve? – Conclusões!

Os efeitos colaterais dos antidepressivos são pouco frequentes e, na maioria das vezes, moderados. Mas não podemos negligenciar os sintomas quando eles aparecem: é necessário sempre conversar sobre isso com um médico.

Quando uma disfunção sexual aparece, pode ser necessário reavaliar o tratamento, mudando a medicação. Há uma variedade de antidepressivos, e eles não terão o mesmo efeito em pacientes diferentes.

Em comparação com os antidepressivos tricíclicos, por exemplo, os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (como a paroxetina) demonstraram melhorar significativamente a qualidade de vida de pessoas com depressão. No entanto, alguns casos continuam a apresentar problemas sexuais como consequência. Portanto, caso o paciente faça uso do cloridrato de paroxetina como tratamento antidepressivo e perceba tais problemas, é importante conversar com o médico sobre o assunto.

Fontes

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