Sobre a ejaculação feminina: ela existe?

torneira levemente aberta deixando escapar um pouco de água
BLOG OMENS / Sexualidade
logo da Omens
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

10 de novembro 2021

A ejaculação feminina, assim como a masculina, ocorre junto do orgasmo. E, sim, as mulheres também podem ejacular!

Na verdade, estamos falando de um mecanismo conhecido há muito tempo: no momento do orgasmo, a mulher libera uma pequena quantidade de líquido. Quando essa ejaculação é mais abundante, muitos a chamam popularmente de “squirt“.

Mas, embora quase todas as mulheres apresentem alguma ejaculação durante o orgasmo, raramente são em grandes quantidades como no squirt. Muitas vezes, uma mulher só vai descobrir muito tarde que ela pode ejacular dessa forma.

Trata-se principalmente de uma externalização de uma resposta sexual do organismo, que pode ser diferente de uma mulher para outra. O modo como elas reagem pode mudar dependendo das práticas sexuais e do conhecimento que ela tem do seu próprio corpo, por exemplo.

O que é a ejaculação feminina afinal?

Durante o orgasmo, a mulher geralmente libera uma quantidade de líquido muito pequena, que se pode comparar a uma ejaculação. Esse fluido vem das secreções das glândulas parauretrais (emitido pelos orifícios ao redor do meato uretral) e da bexiga.

O fluido das glândulas parauretrais (ou glândulas de Skene) é diferente de outras secreções da vagina ou da vulva (por exemplo, das glândulas de Bartholin). Quando a excitação é muito forte e o orgasmo ocorre, o corpo expele esse líquido como um reflexo.

Mas, ao mesmo tempo, a uretra expulsa outro líquido vindo da bexiga. Essa ejaculação pode atingir quantidades muito grandes (até 300 ml). No entanto, ainda há muitas discussões controversas e em aberto sobre a natureza dessa ejaculação: se ela vem das glândulas parauretrais, da bexiga ou das duas; em algumas mulheres, inclusive, esse líquido é comprovadamente urina.

De todo modo, embora muitas mulheres tenham a sensação de urinar no momento da ejaculação, não estamos falando de uma incontinência urinária durante a relação sexual.

Como é a ejaculação feminina: o que os estudos apontam

A ejaculação feminina, proveniente de várias secreções diferentes (das glândulas parauretrais e/ou da bexiga), continua a ser tema de muitos debates.

Entretanto, alguns especialistas garantem que essa ejaculação tem características em comum com o sêmen, porém sem espermatozoides. Outros mencionam o papel das diferentes glândulas parauretrais: das glândulas de Skene, muitas vezes chamadas de próstata feminina. Elas ficam espalhadas entre a vagina e a uretra.

Por fim, houve pesquisadores que tentaram distinguir a secreção das glândulas de Skene da secreção da bexiga. Eles conduziram a experiência em diferentes mulheres que ejaculavam em grandes quantidades. Com a ajuda de um cateter conectado da uretra à bexiga, observaram no momento do orgasmo que a maior parte do líquido provinha da bexiga.

As glândulas parauretrais, portanto, secretam apenas uma quantidade ínfima.

#NoFapSeptember vale a pena? [Vídeo]

Você conhece o movimento No Fap? É um movimento em relação à masturbação masculina, que consiste em ficar um mês sem se masturbar, geralmente no mês de setembro – por isso chamamos de No Fap September. Mas, afinal, fazer isso traz benefícios reais? O movimento se baseia em crenças de que a masturbação faz mal. Outros acreditam que é uma forma de ajudar aqueles que querem saber como parar de se masturbar, até para quem sofre com vício em masturbação. Mas será que é verdade? Nesse vídeo vamos falar tudo o que você precisa saber sobre o movimento No Fap Brasil.

Ejaculação feminina: quantidade, frequência e função dos músculos pélvicos

Ao que tudo sugere, 75% das mulheres expulsam um pouco de líquido durante o orgasmo, embora essa quantidade seja muito pequena e passe despercebida na maioria das vezes. Estudos evidenciaram o papel das glândulas parauretrais na composição da lubrificação vaginal – novamente, em pequenas quantidades.   

Para algumas mulheres, essa ejaculação passa despercebida, enquanto para outras, a ejaculação pode vir esguichada, em jato, podendo atingir a capacidade média de uma bexiga. Esse fenômeno pode ocorrer até mesmo várias vezes durante a mesma relação.

Para uma mulher que descobre pela primeira vez essa sensação ou que não a antecipa, ela pode achar que está com uma vontade repentina de urinar. Mas o “squirt” não precisa vir em um jato forte, ele pode apresentar um fluxo mais lento.

Por essas diferentes razões, muitas mulheres podem sentir um grande desconforto, enquanto a maioria descreve um prazer a mais no momento.

Os músculos pélvicos

Toda a região do períneo é muito importante durante a relação sexual: para se ter mais prazer ou a fim de controlar melhor a ejaculação.

Graças aos exercícios de Kegel, é possível aprender a relaxar, a reconhecer a anatomia do próprio corpo e suas sensações. Na teoria, praticamente toda mulher pode vir a ejacular e pode controlar a ejaculação.

O atendimento personalizado de um urologista pode te ajudar!

Teleconsultas (por chat, vídeo ou celular) com médicos especialistas em saúde sexual masculina: a partir de R$ 69.

Prescrição médica e entrega a domicílio de medicamentos e tratamentos manipulados.

Agendar Teleconsulta

e receber tratamento médico!

Conclusão

Muitas mulheres podem inconscientemente controlar a ejaculação por medo de que ela ocorra ou venha em grandes quantidades. Mas é um fenômeno natural!

Em primeiro lugar, não se deve buscar a todo custo que essa ejaculação ocorra; em segundo lugar, se ela ocorrer em abundância, não se assuste!

Na maior parte dos casos, essa ejaculação passa despercebida. Agora, se você se preocupa com a reação do(a) parceiro(a), às vezes é importante avisá-lo(a), só para prevenir!

Consulte online um médico ou psicólogo especializado em sexualidade

A Omens é uma plataforma de saúde dedicada à saúde sexual e mental, que reúne médicos urologistas, terapeutas sexuais e farmacêuticos com o objetivo de construir soluções seguras, de qualidade e acessíveis a todos.

Por isso, a plataforma permite que você consulte online médicos especialistas em temas sobre sexualidade, além de psicólogos sexólogos. As consultas online podem ser feitas por mensagens, pelo celular ou por videochamada, por exemplo, além de apresentar muitas outras vantagens:

  • Consulte um médico ou psicólogo especializado na área, que trata diariamente de problemas relacionados ao sexo.
  • Pague menos da metade do valor de uma consulta presencial com um urologista.
  • Agende uma consulta para o mesmo dia! (no Brasil, aliás, muitos pacientes têm de esperar vários meses até conseguir agendar uma consulta presencial com um urologista)
  • Peça pela plataforma os medicamentos necessários para o seu tratamento e, então, eles serão entregues discretamente na sua casa por uma farmácia certificada
  • Além disso, evite o desconforto ou a vergonha na sala de espera de um consultório ou em farmácias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *