Sobre a ejaculação feminina: ela existe?

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

15 de janeiro 2021

A ejaculação feminina, assim como a masculina, ocorre junto do orgasmo. E, sim, as mulheres também podem ejacular!

Na verdade, estamos falando de um mecanismo conhecido há muito tempo: no momento do orgasmo, a mulher libera uma pequena quantidade de líquido. Quando essa ejaculação é mais abundante, muitos a chamam popularmente de “squirt“.

Mas, embora quase todas as mulheres apresentem alguma ejaculação durante o orgasmo, raramente são em grandes quantidades como no squirt. Muitas vezes, uma mulher só vai descobrir muito tarde que ela pode ejacular dessa forma.

Trata-se principalmente de uma externalização de uma resposta sexual do organismo, que pode ser diferente de uma mulher para outra. O modo como elas reagem pode mudar dependendo das práticas sexuais e do conhecimento que ela tem do seu próprio corpo, por exemplo.

O que é a ejaculação feminina afinal?

Durante o orgasmo, a mulher geralmente libera uma quantidade de líquido muito pequena, que se pode comparar a uma ejaculação. Esse fluido vem das secreções das glândulas parauretrais (emitido pelos orifícios ao redor do meato uretral) e da bexiga.

O fluido das glândulas parauretrais (ou glândulas de Skene) é diferente de outras secreções da vagina ou da vulva (por exemplo, das glândulas de Bartholin). Quando a excitação é muito forte e o orgasmo ocorre, o corpo expele esse líquido como um reflexo.

Mas, ao mesmo tempo, a uretra expulsa outro líquido vindo da bexiga. Essa ejaculação pode atingir quantidades muito grandes (até 300 ml). No entanto, ainda há muitas discussões controversas e em aberto sobre a natureza dessa ejaculação: se ela vem das glândulas parauretrais, da bexiga ou das duas; em algumas mulheres, inclusive, esse líquido é comprovadamente urina.

De todo modo, embora muitas mulheres tenham a sensação de urinar no momento da ejaculação, não estamos falando de uma incontinência urinária durante a relação sexual.

Como é a ejaculação feminina: o que os estudos apontam

A ejaculação feminina, proveniente de várias secreções diferentes (das glândulas parauretrais e/ou da bexiga), continua a ser tema de muitos debates.

Entretanto, alguns especialistas garantem que essa ejaculação tem características em comum com o sêmen, porém sem espermatozoides. Outros mencionam o papel das diferentes glândulas parauretrais: das glândulas de Skene, muitas vezes chamadas de próstata feminina. Elas ficam espalhadas entre a vagina e a uretra.

Por fim, houve pesquisadores que tentaram distinguir a secreção das glândulas de Skene da secreção da bexiga. Eles conduziram a experiência em diferentes mulheres que ejaculavam em grandes quantidades. Com a ajuda de um cateter conectado da uretra à bexiga, observaram no momento do orgasmo que a maior parte do líquido provinha da bexiga.

As glândulas parauretrais, portanto, secretam apenas uma quantidade ínfima.

Ejaculação feminina: quantidade, frequência e função dos músculos pélvicos

Ao que tudo sugere, 75% das mulheres expulsam um pouco de líquido durante o orgasmo, embora essa quantidade seja muito pequena e passe despercebida na maioria das vezes. Estudos evidenciaram o papel das glândulas parauretrais na composição da lubrificação vaginal – novamente, em pequenas quantidades.   

Para algumas mulheres, essa ejaculação passa despercebida, enquanto para outras, a ejaculação pode vir esguichada, em jato, podendo atingir a capacidade média de uma bexiga. Esse fenômeno pode ocorrer até mesmo várias vezes durante a mesma relação.

Para uma mulher que descobre pela primeira vez essa sensação ou que não a antecipa, ela pode achar que está com uma vontade repentina de urinar. Mas o “squirt” não precisa vir em um jato forte, ele pode apresentar um fluxo mais lento.

Por essas diferentes razões, muitas mulheres podem sentir um grande desconforto, enquanto a maioria descreve um prazer a mais no momento.

Os músculos pélvicos

Toda a região do períneo é muito importante durante a relação sexual: para se ter mais prazer ou a fim de controlar melhor a ejaculação.

Graças aos exercícios de Kegel, é possível aprender a relaxar, a reconhecer a anatomia do próprio corpo e suas sensações. Na teoria, praticamente toda mulher pode vir a ejacular e pode controlar a ejaculação.

Conclusão

Muitas mulheres podem inconscientemente controlar a ejaculação por medo de que ela ocorra ou venha em grandes quantidades. Mas é um fenômeno natural!

Em primeiro lugar, não se deve buscar a todo custo que essa ejaculação ocorra; em segundo lugar, se ela ocorrer em abundância, não se assuste!

Na maior parte dos casos, essa ejaculação passa despercebida. Agora, se você se preocupa com a reação do(a) parceiro(a), às vezes é importante avisá-lo(a), só para prevenir!

Consulte um médico especializado em sexologia na Omens

Omens.com.br é uma plataforma de saúde dedicada ao homem. Ela reúne urologistas, sexólogos e farmacêuticos para construir uma solução de qualidade, segura e acessível a todos.

A plataforma permite que você se consulte online com médicos especializados em sexologia. A consulta online pode ser feita por mensagem, telefone ou videochamada, além de apresentar muitas outras vantagens:

  • Consulte um médico especializado em sexualidade, que trata de distúrbios relacionados ao sexo diariamente.
  • Pague menos da metade do valor de uma consulta presencial com um urologista.
  • Agende uma consulta dentro de 24 horas (a espera média para uma consulta com um urologista especializado em sexologia no Brasil é de vários meses).
  • Peça pela internet os medicamentos necessários ao tratamento e eles serão entregues discretamente na sua casa por uma farmácia perto de você.
  • Evite o desconforto na sala de espera de um consultório ou na farmácia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *