Qual a duração ideal do sexo?

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

25 de julho 2021

É difícil responder a essa pergunta. A “duração ideal” do sexo depende de cada pessoa e também de diversos fatores! Dessa forma, não podemos estabelecer um padrão entre o prazer, a chegada do orgasmo e a duração do sexo.

No entanto, as pesquisas em geral mostram a mesma coisa: uma relação sexual com duração inferior a 2 minutos é considerada insatisfatória, uma relação entre 5 e 10 minutos é considerada satisfatória; mas, no fim das contas, muitos homens e mulheres preferem algo entre 10 e 20 minutos. Quando passa dos 30 minutos, a maior parte das pessoas considera o sexo muito demorado.

Além disso, essas durações incluem penetração, preliminares e outras carícias. E, dependendo da pessoa, elas variam muito: algumas mulheres, por exemplo, preferem outros estímulos à penetração, enquanto outras preferem um tempo de penetração mais longo.

Vejamos os diferentes aspectos que tornam uma relação sexual satisfatória!

Introdução

A duração pode realmente influenciar no prazer, mas talvez muito menos que a qualidade da relação sexual, que depende de outros fatores, como se adaptar a cada parceira(o), às suas preferências, etc. Essas coisas exigem, portanto, que a pessoa escute e observe as reações do outro durante o sexo.

Isso porque nós não respondemos sexualmente da mesma forma e não temos as mesmas zonas erógenas. E isso tudo varia não só entre o sexo masculino e o feminino, mas também de pessoa para pessoa. Por exemplo, os homens parecem ser mais sensíveis às zonas erógenas primárias (ao redor da área genital), enquanto as mulheres tendem a ter zonas erógenas mais dispersas no corpo.

Todos esses fatores afetam mais o prazer e o orgasmo do que a própria duração do sexo, embora uma relação muito curta raramente leve ao orgasmo (excetuando os problemas sexuais).

Como a COVID-19 afeta a vida sexual das pessoas [Omenscast #7]

No sétimo episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara falará sobre a pandemia de COVID-19, que continua afetando o Brasil, e as consequências do problema para a vida sexual dos brasileiros. A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

Não foque em encontrar uma “duração ideal” para o sexo

Dessa forma, se você focar nisso, vai acabar não se divertindo e perdendo o melhor da relação! Então, concentre-se na pessoa à sua frente e também em você mesmo!

Pois é: muitos também acabam esquecendo do próprio prazer ao querer a todo custo proporcionar orgasmos à parceira(o).

Respire e relaxe: o orgasmo não é imprescindível para o prazer! Aliás, com a cabeça tranquila e focada no bom momento, o próprio orgasmo virá com mais facilidade.

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“Duração ideal do sexo”? O importante é compartilhar um bom momento

Compartilhar é a base de uma relação sexual bem sucedida: é um momento a dois (ou mais) em que desfrutamos um do outro. É importante que ambos sintam prazer.

E, para se divertir nesses momentos, qualquer recurso é válido (sempre que consentido pelos envolvidos, claro)! Não há nenhum método em particular: você pode praticar diferentes posições, usar jogos, brinquedinhos sexuais… Ouça os seus desejos e os da(o) parceira(o)!

Ainda que uma relação sexual curta possa ser muito frustrante, ficar horas performando como um ator pornô não vai tornar o sexo prazeroso.

É preciso encontrar o equilíbrio adequado em função do momento; às vezes podemos preferir uma relação curta e intensa (o que comumente chamamos de rapidinha) ou uma em que podemos usar o tempo que for necessário.

O segredo é variar os prazeres, alternar entre a penetração e diversos outros estímulos, e variar também de uma relação sexual para a outra, sobretudo se as(os) parceiras(os) forem as(os) mesmas(os).

Aprenda a estimular todas as zonas erógenas

Não foque apenas nas zonas erógenas primárias (região genital): todas as áreas do corpo são potencialmente erógenas e colaboram para a excitação sexual, o prazer e o orgasmo.

Se sua parceira for uma mulher, tenha em mente que suas fontes de prazer estão principalmente na vulva: o orgasmo feminino ocorre em grande parte devido à estimulação do clitóris, que se alastra pelo canal vaginal.

Por fim, um ponto importante: essas áreas não são “interruptores”! Não é só porque você está estimulando uma dessas regiões que a outra pessoa vai obrigatoriamente sentir prazer. Você precisa se adaptar, então, às expectativas e às respostas de cada um.

Conclusão: quando a duração do sexo é considerada muito curta?

Aqui estamos falando principalmente de problemas de ejaculação, já que isso diz respeito mais aos homens (ainda que as mulheres também possam atingir o orgasmo de forma prematura).

Com menos de dois minutos, pouquíssimas mulheres conseguem sentir prazer. Além disso, essa frustração pode se transformar em um problema dentro do relacionamento.

Assim, podemos definir a ejaculação precoce como um orgasmo prematuro, que ocorre em menos de dois minutos. Em geral, não se considera essa duração satisfatória e prazerosa, ainda que uma das duas pessoas atinja o orgasmo.

Além de ser uma fonte de frustração, é algo também compartilhado entre os parceiros, podendo causar vergonha, sofrimento ou gerar complexos.

Hoje em dia, existem tratamentos simples e eficazes: então, não deixe a situação piorar! O papel da(o) parceira(o) é importante para tranquilizar (e não sobrecarregar) você.

É um fenômeno que boa parte dos homens experimenta pelo menos uma vez na vida, portanto não fique extremamente inquieto com isso.

Em vez disso, procure soluções adequadas: readaptação física, reequilíbrio hormonal, mudança na dieta… Há muitas causas psicológicas e fisiológicas para esse problema.

Consulte um urologista caso o problema persista e afete a sua sexualidade.

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