As 6 causas mais comuns de disfunção erétil

pimenta comprida e murcha lembrando um pênis com disfunção erétil
BLOG OMENS / Ereção
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Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

14 de maio 2022

Você já se perguntou quais as causas mais comuns da disfunção erétil? E o que causa disfunção erétil em jovens? Saber quais são elas pode te ajudar a prevenir problemas futuros e a cuidar melhor da sua saúde sexual!

Pensando nisso, a Omens apresenta os 6 principais causadores de problemas de ereção. Acompanhe abaixo:

1. Fatores psicológicos

Em primeiro lugar, temos os fatores psicológicos. Isso pois o estresse do dia a dia e as preocupações rotineiras afligem uma das zonas erógenas mais importantes e comumente esquecidas: o nosso cérebro. Afinal, não podemos esquecer que é exatamente lá que a excitação sexual começa.

Assim, se a parte mental e psicológica estiver comprometida, a disfunção erétil pode ser a consequência.

Os fatores psicológicos fazem parte das causas da disfunção erétil em jovens. Ansiedade, depressão e até mesmo o próprio medo de falhar na hora H ou ter uma performance sexual ruim afetam e muito o psicológico. 

É importante não deixar que os fatores psicológicos instalem um ciclo vicioso. Procurar ajuda é essencial.

2. Estilo de vida

A segunda causa mais comum da disfunção erétil é um estilo de vida ruim. Mas o que queremos dizer com isso? Que alguns hábitos podem sim afetar como o corpo reage durante a excitação. Por exemplo, a falta de exercício físico, consumo de álcool e drogas, consumo descontrolado de certos alimentos que afetam a pressão arterial ou o bom funcionamento do corpo no geral podem levar à perda de ereção.

Além disso, o tabagismo é apontado como um hábito comum e que pode levar até a disfunção erétil. Segundo estudos, fumantes têm duas vezes mais chance de desenvolver problemas de ereção do que não fumantes.

Por quanto mais tempo esses hábitos são praticados, mais efeitos eles provocarão sob o corpo. É por isso que erradicar rapidamente essas práticas ruins é uma forma de fugir da disfunção erétil.

Consumo de álcool e drogas

Ainda falando sobre hábitos a serem evitados, o consumo de álcool está entre eles. Segundo pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, pertencente à USP, os efeitos nocivos do álcool para uma boa ereção vão desde a diminuição de sangue nos corpos cavernosos até respostas menores dos neurônios durante a excitação.

Além disso, vale lembrar que os efeitos do álcool não duram apenas por algumas horas, mas até que ele seja totalmente eliminado do corpo. Com o passar do tempo, esses efeitos nocivos podem permanecer e se tornarem problemas de saúde.

Portanto, o ideal é diminuir ou até cessar o consumo desse tipo de droga.

3. Hipertensão e demais condições vasculares

A hipertensão é uma notável causa para a disfunção erétil. Estudos realizados pela Revista Factores de Risco, a porcentagem de pessoas na faixa de 34-75 anos com disfunção erétil e que são também hipertensos chega a 68%. Ou seja, os dados são claros: cuidar da pressão arterial e dos vasos sanguíneos é imprescindível para obter ereções satisfatórias com o passar do tempo.

Isso porque, no processo da ereção, a vasodilatação e o fluxo sanguíneo são importantes. Afinal, é através de ambos que os corpos cavernosos se enchem de sangue na hora da excitação. Por outro lado, quando o fluxo ou a dilatação são interrompidos, a ereção sofre tanto na sua potência quanto na sua duração.

4. Causas endócrinas: diabetes ou alterações hormonais

Em quarto lugar, temos as causas endócrinas. Ainda citando a pesquisa da Revista Factores de Risco, quando a hipertensão é combinada com o diabetes, as chances de problemas de ereção aparecerem é duas vezes maior.

Além disso, existem outras alterações hormonais que podem levar a perda ou enfraquecimento da ereção. Níveis baixos de testosterona, por exemplo, podem acontecer com o passar do tempo – além do envelhecimento (apesar de não ser uma regra para todos). 

O ideal é que se a disfunção erétil aconteceu, o profissional da saúde responsável pelo caso inicie uma investigação e entenda se existe um déficit hormonal ou não.

5. Uso de medicamentos

Assim como existem problemas de saúde que levam até a disfunção erétil, podem existir alguns medicamentos que também afetam a ereção. Um estudo publicado na  British Journal of Urology International mostra que quanto mais medicamentos se toma, maiores as chances de desenvolver disfunção erétil. Por exemplo, entre os medicamentos mais comuns em pessoas com dificuldades para produzir uma ereção, estão os anti-hipertensivos e medicamentos psicogênicos (antidepressivos, ansiolíticos e etc.). 

A maioria dessas medicações são utilizadas para tratar outros problemas. Então, a partir disso, reforçamos o quão importante é ter hábitos mais saudáveis. Proteger a saúde do corpo (de todo o corpo, inclusive da parte psicológica e mental) é essencial para garantir uma boa saúde sexual durante toda a vida.

6. Intervenções urológicas

Por fim, as intervenções urológicas também são um dos grandes fatores que levam a DE. Aqui, para além dos efeitos de intervenções cirúrgicas existem os efeitos psicológicos relacionados aos tratamentos. Dentro desse tópico podemos citar a prostatectomia, utilizada em pacientes com câncer de próstata. Nela, a redução da função sexual chega a 60% em pacientes que são submetidos à cirurgia. 

Em oposição à prostatectomia radical, existem outras intervenções para o problema que afetam muito menos a saúde sexual do paciente, por exemplo, a radioterapia. Se comparados pacientes que passaram pela radioterapia com os que passaram pela prostatectomia radical, a chance de desenvolver disfunção erétil é duas vezes menor.

Conclusão

A disfunção erétil pode ter causas psicológicas, hormonais e de outras naturezas.

Muitos acham que a DE é consequência natural do envelhecimento, mas quando observamos estudos e pesquisas da área urológica, percebemos que o estilo de vida, o cuidado com o corpo e com a mente importam muito mais do que a idade. 

Portanto, cuide-se e não deixe que esse problema afete a sua vida sexual no futuro (e nem no presente).


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