O que as estatísticas sobre Disfunção Erétil apontam?

gráfico feito com flores grandes e flores murchas
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Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

14 de maio 2022

A Omens separou para você algumas das mais importantes pesquisas e estatísticas sobre disfunção erétil. Apresentaremos dados sobre como as dificuldades de ereção afetam os brasileiros, incluindo as principais causas e consequências do problema. Continue com a gente caso queira saber mais sobre a disfunção sexual masculina mais presente no mundo todo:

Quantos homens no Brasil sofrem de disfunção erétil?

A maioria dos estudos consultados (ver a seção Referências no final do artigo) concluem que a partir de 45,1% dos adultos sofrem com disfunção erétil em algum grau. Os dados variam, mas eles divergem pouco: há pesquisas que estimam 46% ou 47%.

Desse modo, é possível concluir que hoje aproximadamente 25 milhões de brasileiros com mais de 18 anos possuem algum problema de ereção.

A disfunção erétil acomete mais de

45%

dos homens adultos no Brasil

Cerca de

25000000

de brasileiros têm algum problema de ereção

Inclusive, a Omens realizou uma pesquisa junto com a Datafolha, que entrevistou quase 2 mil homens sexualmente ativos, de variadas classes econômicas, faixas etárias e de diferentes regiões do país. Você pode conferir os resultados aqui.

Qual a porcentagem de pessoas com disfunção erétil?

O Estudo do Comportamento Sexual (ECOS) analisou os problemas de ereção dos brasileiros. A pesquisa se concentrou em três regiões do país, concluindo que 46,2% da população possui algum grau de disfunção erétil.

Do total de pessoas entrevistadas, 31,5% apresentavam um problema de ereção mínimo, isto é, uma ereção um pouco fraca. Cerca de 12% tinham um problema de ereção considerado moderado, enquanto 2,6% disseram ter uma ausência total de ereção (disfunção erétil completa).

Veja os dados no gráfico a seguir:

gráfico reforçando os dados sobre brasileiros com disfunção erétil

No entanto, outros estudos realizados no Nordeste brasileiro encontraram índices de casos de problemas de ereção um pouco menores: entre 39,5% e 40% dos nordestinos teriam algum grau de disfunção erétil.

Além disso, como veremos mais à frente, a quantidade de casos de disfunção erétil e o grau de severidade do problema acabam aumentando significativamente com a idade.

Outro dado relevante, apresentado por um estudo publicado pelo Grupo Editorial Moreira Jr. [2], é que, apesar das estatísticas altas de disfunção erétil no Brasil, somente 27% dos pacientes foram questionados durante uma consulta médica sobre possíveis problemas sexuais. E isso considerando que 81% dos homens responderam que deveriam receber esse tipo de pergunta do médico – aliás, 78% disse não sentir vergonha para discutir esse assunto com um profissional.

Qual a idade que se começa a “perder a potência”?

Em primeiro lugar, é importante deixar claro que, apesar de os casos de problemas de ereção aumentarem com a idade, NÃO se pode dizer que a disfunção erétil é consequência direta e certa do envelhecimento. Além disso, não podemos esquecer que as dificuldades de ereção afetam muitos jovens brasileiros, normalmente provocadas por fatores psicológicos (ansiedade, depressão, etc.).

Ainda assim, o Projeto Sexualidade (ProSex) do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP [1] comparou indivíduos de 18 a 39 anos com outros de 60 a 69. Segundo a pesquisa, os homens com mais de 60 anos de idade apresentaram 2,2 vezes mais riscos de desenvolver disfunção erétil. Enquanto isso, aqueles que tinham mais de 70 anos, tinham 3 vezes mais chances.

Outro estudo importante para as pesquisas sobre o problema foi o Massachusetts Male Aging Study (MMAS), que investigou homens de 40 a 70 anos de idade dos Estados Unidos. Os resultados também apontaram um aumento nos casos de disfunção erétil conforme a idade avança: são registrados todo ano 12,4 novos casos a cada mil homens com 40 anos; 29,8 casos anuais/1000 indivíduos de 50 anos de idade, e 46,4 novos pacientes de 60 anos.

A mesma pesquisa [4] também comparou a quantidade total de indivíduos com dificuldades de ereção aos 40 e aos 70 anos de idade: a porcentagem de pacientes com disfunção moderada subiu de 17% para 34% na comparação entre os dois grupos, enquanto o número de homens com impotência completa triplicou de 5% para 15%.

gráfico sobre impotência relacionada à idade reforçando as estatísticas acima

Qual a principal causa da disfunção erétil?

Já é difícil definir quais as causas da disfunção erétil, portanto fica ainda mais complicado colocar apenas uma como principal.

No entanto, segundo pesquisas, pôde-se perceber uma série de fatores que que mais possuem relação com as dificuldades de ereção. São eles:

  • hipertensão arterial
  • diagnóstico de diabetes
  • hipercolesterolemia (colesterol ruim alto)
  • cardiopatias
  • doenças da próstata (hiperplasia benigna de próstata, por exemplo)
  • obesidade
  • sedentarismo
  • tabagismo
  • consumo excessivo de álcool
  • depressão
  • transtorno de ansiedade

Além disso, fatores socioeconômicos também entram em jogo: é perceptível que há um aumento nos casos de disfunção erétil entre pessoas de posições sociais mais baixas; por exemplo: pouco grau de escolaridade, baixa renda e desempregados.

Segundo um estudo publicado na Revista Factores de Risco de 2012, mais de 68% dos hipertensos de 34 a 75 anos de idade apresentaram problemas de ereção. A pesquisa foi realizada com base no Índice Internacional de Função Erétil, já analisado aqui no blog.

Da mesma forma, a combinação de hipertensão arterial e diabetes aumenta em 2 vezes o risco de se desenvolver disfunção erétil. Isso provavelmente porque o diabetes pode gerar complicações, como doenças vasculares, obesidade e neuropatia.

Dentre os hipertensos,

68,3%

tem alguma dificuldade de ereção

Aproximadamente

60%

dos pacientes submetidos à prostatectomia apresentam DE

Por fim, a Revista de Medicina da USP, edição de 2016 [3], publicou outra estatística importante, dessa vez sobre intervenções cirúrgicas. Nesse caso, a pesquisa demonstrou que a disfunção erétil é muito comum em cirurgias como a do câncer de próstata (prostatectomia). 60% das pessoas que passaram por esse tipo de cirurgia tiveram sua função sexual reduzida dentro de um período de 2 anos, enquanto 80% passaram pelo mesmo problema dentro de 8 anos.

Porém, a dificuldade para se obter uma ereção nesses casos pode ter relação com fatores psicológicos também, já que a experiência com a doença pode ser bastante difícil e receber um diagnóstico de câncer pode trazer outras consequências para a saúde mental do paciente.

Conclusão

Como bem demonstrou a pesquisa nacional do Projeto Avaliar, a disfunção erétil é um problema bastante presente na vida dos brasileiros, chegando a afetar mais ou menos metade dos pacientes que procuram soluções para suas queixas em diversos consultórios e clínicas médicas. Ainda assim, como vimos, pouco mais de 1/4 deles são questionados durante a consulta se estão sentindo alguma dificuldade nas relações sexuais. Além disso, ao contrário do que se poderia pensar, a maioria dos brasileiros gostaria que esse tema fosse discutido com eles no atendimento.

Enfim, não poderíamos finalizar este artigo sem antes abordar alguns dados sobre os tratamentos.

O mesmo estudo de 2016 da USP, mencionado anteriormente, aborda as mudanças de hábitos de vida como um dos principais tratamentos e formas de prevenir a disfunção erétil. Controle do sedentarismo, da obesidade, redução do estresse, do uso de drogas ilícitas, da nicotina e do álcool, por exemplo, podem melhorar as ereções do paciente no médio e longo prazo.

A mesma pesquisa apresenta os resultados de um estudo randomizado que investigou 110 homens obesos de 35 a 55 anos de idade. Os pacientes, após reduzir no mínimo 10% do peso corporal, adotar uma nova dieta e praticar atividades físicas regularmente, melhoraram a pontuação do Índice Internacional de Função Erétil: de 13,9 para 17. Assim, 31% dos homens recuperaram a ereção.

Por fim, estudos clínicos apresentaram uma taxa de sucesso no uso de medicamentos como a sildenafila (viagra): entre 70% a 90% de eficácia. 72,4% dos pacientes disseram ficar mais satisfeitos com a própria ereção após o uso dos tratamentos, mas, se analisamos apenas os homens com menos de 50 anos, a mesma resposta sobre para 86,7%.


Referências

  1. Carmita H. Najjar Abdo, Waldemar M. de Oliveira Jr., Marco de Tubino Scanavino, Fernando Gonini Martins. Disfunção disfunção erétil – resultados do estudo da vida sexual do brasileiro brasileiro.
  2. Edson D. Moreira Junior, Djanilson B. dos Santos, Carmita H. Najjar Abdo, Eric Wroclawski, João A. Saraiva Fittipaldi. Epidemiologia da disfunção erétil no Brasil: resultados da pesquisa nacional do Projeto Avaliar.
  3. Andrey B. Sarris, Maki C. Nakamura, Luiz G. Rachid Fernandes, Rodrigo L. Staichak, Alisson F. Pupulim, Bernardo P. Sobreiro. Fisiopatologia, avaliação e tratamento da disfunção erétil.
  4. J. Levy – Periódico Britânico de Diabetes e Doenças Vasculares. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study.

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