Diabetes pode causar impotência sexual?

Um paciente com diabetes tem no mínimo 35% mais chances de apresentar impotência sexual que outros homens.
BLOG OMENS / Ereção
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

1 de julho 2021

A disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, é definida como a incapacidade do homem de alcançar ou manter uma ereção adequada para uma relação sexual satisfatória. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 1 a cada 2 homens acima de 50 anos apresenta algum grau de disfunção erétil (impotência). Embora este problema se torne mais comum com o avançar da idade, o envelhecimento não é a única causa. 

Doenças cardiovasculares e o diabetes podem levar à disfunção sexual. A probabilidade de um paciente com diabetes apresentar a disfunção é 35% a 75% maior quando comparado a um paciente que não possui diabetes. Entenda os motivos pelos quais essa frequência é maior e o que você deve fazer para evitar o diabetes. 

O que é o diabetes?

O diabetes não é uma doença única, mas sim um grupo de doenças metabólicas que têm em comum o aumento da produção de urina (poliúria) e sede em excesso (polidipsia). Podemos classificá-las, então, em diabetes mellitus tipo 1, diabetes mellitus tipo 2 e diabetes gestacional. Há, além disso, o diabetes insipidus – um outro tipo da doença, que não abordaremos aqui neste texto. 

Diabetes mellitus (DM) e diabetes insipidus são tipos distintos de diabetes. O diabetes insipidus se caracteriza por um distúrbio na síntese, secreção ou ação do hormônio antidiurético (ADH), enquanto o diabetes mellitus é uma doença na qual o organismo não produz insulina ou não consegue empregá-la de maneira adequada. Aliás, o diabetes mellitus pode ser classificado em tipo 1 ou tipo 2, sendo o tipo 2 o mais frequente, correspondendo a 90-95% de todos os casos de diabetes. 

Quais são as complicações e doenças associadas ao diabetes?

Como vimos, o diabetes é uma doença caracterizada pelos elevados níveis de açúcar no sangue. Primeiramente, o alto índice de glicose trará repercussões a nível de pequenos vasos sanguíneos, como em rins e retina. Além disso, há um maior risco de infarto, acidente vascular cerebral e danos na circulação dos membros. Por fim, os riscos são cumulativos e os danos na circulação vão se intensificando, sendo mais graves as consequências cerebrais e cardíacas.

Por que o diabetes pode causar impotência sexual?

A longo prazo, a diabete produz alterações na circulação, provocando a oclusão de pequenas artérias. Além disso, ocorrem danos progressivos nos nervos, que são essenciais para iniciar uma ereção. Para ficar ereto, o pênis precisa se encher de sangue. No entanto, para a pessoa com diabetes, este enchimento fica comprometido, podendo causar problemas na hora do ato sexual. 

O que posso fazer para prevenir o diabetes?

A prevenção do diabetes tipo 2 envolvem medidas farmacológicas e não farmacológicas. As não farmacológicas incluem as mudanças no estilo de vida, ou seja, modificações na dieta e na atividade física, visando a manutenção de um peso saudável.

Do mesmo modo, além de se evitar hábitos sedentários, controlar a hipertensão, cessar o tabagismo e o consumo alcoólico, também é importante avaliar os níveis glicêmicos. 

Quais são os exames recomendados para detectar o diabetes?

O conjunto de procedimentos realizados com o intuito de diagnosticar o diabetes mellitus tipo 2 ou o pré-diabetes em pessoas que não apresentam sintomas é chamado de rastreamento. 

Para o rastreamento do diabetes, pode-se utilizar a glicemia de jejum, a glicemia de 2 horas pós-sobrecarga ou a hemoglobina glicada, sendo a glicemia de 2 horas pós-sobrecarga o teste menos utilizado. 

Os exames de hemoglobina glicada e glicemia são simples e fáceis de encontrar. A diferença entre os dois reside no fato de que o exame de glicemia reflete os níveis glicêmicos do momento da coleta e o exame de hemoglobina glicada reflete a média de glicose dos últimos 3-4 meses, que corresponde à meia vida das hemácias. Além disso, o exame de Glicemia precisa de jejum, diferente do exame de hemoglobina glicada. 

Os dois exames (e muitos outros) podem ser realizados em farmácias que oferecem serviços de Testes Laboratoriais Remotos. O resultado destes exames saem em apenas alguns minutos. Ainda, existem empresas que oferecem essa modalidade de exame com laudo assinado por profissionais da saúde, pronto para ser levado ao médico.

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Fontes

  • Posicionamento Oficial da SBD, SBPC-ML, SBEM e FENAD. 2017/2018. Atualização sobre hemoglobina glicada (a1c) para avaliação do controle glicêmico e para o diagnóstico do diabetes: aspectos clínicos e laboratoriais.
  • Sociedade Brasileira de Urologia. Disfunção erétil. Disponível em: www.sbu-sp.org.br/publico/disfuncao-eretil/. Acesso em: 11 de maio de 2021.
  • SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020. Clannad, 2019. 419p.

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