Terapia sexual: como e por que procurar um psicólogo?

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

5 de abril 2021

A terapia sexual é uma terapia com um(a) psicólogo(a) especial, orientada para o tratamento de problemas sexuais. Isso porque, quando analisamos as causas das disfunções sexuais, sabe-se que muitas vezes elas são fisiológicas; outras vezes, o estado psicológico do paciente é o que mais influencia no problema.

Mas qual é o sentido de considerar a psicoterapia (sozinho ou em casal)?

Como veremos a seguir, os problemas sexuais com bastante frequência provocam muito sofrimento aos indivíduos afetados, sendo também prejudiciais ao bem-estar geral do paciente. Então, os especialistas em saúde sexual podem ajudá-lo a lidar com esses sintomas.

O que é a terapia sexual e quais seus objetivos?

A terapia sexual pode estar associada a 3 abordagens diferentes, de acordo com a dificuldade do paciente:

  • cognitivo-comportamental;
  • sistêmica;
  • psicodinâmica (psicanálise).

Como a terapia sexual funciona?

Para iniciar o tratamento com a psicoterapia, em primeiro lugar, é preciso identificar os sintomas no âmbito da sexualidade.

Então, o terapeuta procurará identificar e compreender os mecanismos psicológicos e/ou fisiológicos que entram em cena.

Dessa forma, a terapia deve possibilitar o trabalho com o corpo e com o imaginário do paciente, combinando diferentes abordagens.

Hoje em dia, existe até mesmo a possibilidade de realizar terapia pela internet, há também as terapias da dor e cursos de meditação.

Todas essas abordagens têm seus méritos e sua eficácia comprovada, embora muitos problemas sexuais continuem sendo difíceis de tratar. Por isso é essencial estar bem orientado por especialistas, para identificar e considerar os aspectos psicológicos, biológicos, interpessoais e culturais.

Além disso, a terapia sexual pode ser individual ou em casal e o seu objetivo é aumentar o prazer, a satisfação e a intimidade nos relacionamentos.

As diferentes psicoterapias

Abordagens cognitivo-comportamentais

Essas abordagens se baseiam no pressuposto de que comportamentos, emoções, reflexos físicos e pensamentos são, em sua maioria, de natureza empírica, ou seja, aprendemos esses diferentes gestos e hábitos ao longo de nossas vidas, e eles acabam nos formando como indivíduo.

Essas terapias ajudarão a desaprender certos comportamentos e mecanismos psicológicos relacionados às dificuldades sexuais. O(a) psicólogo(a) pode, do mesmo modo, se interessar pelas crenças e emoções que o paciente tem sobre a própria sexualidade por meio de diversas perguntas.

É essencial, portanto, que o paciente faça esse movimento de introspecção com a ajuda do(a) terapeuta. Por exemplo: indivíduos que estão ansiosos em relação ao próprio desempenho sexual (ansiedade de performance); nesse caso, a psicoterapia terá como objetivo diminuir os bloqueios e abrir uma interpretação diferente da sexualidade.

O tratamento é geralmente curto e, quando direcionado ao casal, deve permitir que os dois se comuniquem melhor.

Enfim, no que diz respeito aos exercícios, o(a) terapeuta pode propor maneiras de o paciente conhecer melhor o próprio corpo e o da(o) parceira(o) – revalorizando o corpo em sua totalidade (e não apenas os órgãos sexuais). 

Abordagens sistêmicas

Esse tipo de abordagem se aplica a dois parceiros diferentes, com o objetivo de compreender como o casal em questão funciona. Assim, se descreve a relação entre indivíduos independentes: como eles atuam separadamente e como atuam juntos.

Às vezes, os problemas de um dos parceiros é considerado um sintoma das dificuldades do casal. Dessa forma, o especialista deve encontrar soluções junto dos dois.

A primeira fase envolve a identificação das causas do problema, a fim de modificar esses fatores que atuam dentro do sistema do casal, antes de finalmente transformar o próprio sistema.

Para isso, os casais poderão trabalhar com exercícios práticos em específico, analisando a trajetória dos dois (passado, presente e seus ideais para o futuro).

Abordagens psicodinâmicas

As abordagens psicodinâmicas são baseadas no trabalho de Freud (psicanálise), no qual o problema sexual é o resultado de conflitos psicológicos do inconsciente.

Assim, o objetivo dessas abordagens é “libertar” o paciente de seus conflitos internos e permitir que ele enriqueça as suas relações e eleve sua autoestima – sempre tendo no horizonte o bem-estar geral e a qualidade de sua vida sexual.

Diferentes métodos vão permitir ao psicólogo despertar a consciência do paciente, de seus mecanismos de defesa e de seu comportamento ao se relacionar com os outros.

Às vezes pode ser necessário uma confrontação mais direta quando o indivíduo, por reflexo, evita enxergar tais problemas.

Além disso, o terapeuta também pode analisar as fantasias sexuais do paciente, para que ele entenda os mecanismos que fazem parte da sua sexualidade.

Abordagem integrada da terapia sexual

A abordagem integrada, bastante comum, combina as cognitivo-comportamentais, as abordagens sistêmicas e a psicanálise.

Nesse caso, as causas das dificuldades sexuais são múltiplas, ligadas a fatores psicológicos, interpessoais, culturais ou relacionados à vivência (experiência de vida e aprendizagem).

Assim, são analisados o medo de falhar, as expectativas em relação à sexualidade, a frustração ou o medo da rejeição – e até mesmo a vergonha em relação aos parceiros ou parceiras.

Essa terapia é bastante rápida, com exercícios que o(s) paciente(s) têm de fazer em casa.

Se esse tratamento não for eficaz e os sintomas sexuais persistirem, normalmente se considera uma abordagem mais psicodinâmica.

Tratamentos combinados: médicos e psicólogos!

Por fim, um tratamento também bastante eficaz é combinar diferentes métodos: como os problemas sexuais são muitas vezes fisiológicos e psicológicos, as terapias que combinam o uso de medicamentos com um acompanhamento psicológico podem ser a abordagem mais apropriada.

Conclusão

Como dissemos, as terapias sexuais oferecem muitas possibilidades com resultados satisfatórios.

Todas as abordagens que apresentamos provaram ser eficazes: não há um método que funcione melhor. No entanto, dependendo dos sintomas do paciente, algumas terapias serão preferíveis em relação às outras.

Por essa razão, o diagnóstico do psicólogo é fundamental, determinando o sintoma sexual antes de direcionar o paciente à melhor abordagem.

Problema sexual é coisa séria e pode afetar profundamente o psicológico da pessoa.

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