Como conhecer melhor o próprio corpo?

BLOG OMENS / Sexualidade
Escrito por

Caio Vega

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

25 de julho 2021

Conhecer a si mesmo e, mais precisamente, conhecer melhor o seu próprio corpo é um assunto necessário tanto para homens quanto para mulheres.

Em matéria de sexualidade, é importante compreender não só os fatores psicológicos que influenciam a nossa vida, mas também os fatores físicos. A relação que uma pessoa tem com o seu corpo, as suas vivências sexuais e o conhecimento que ela tem de suas reações físicas vão determinar o seu prazer durante o sexo.

A princípio, conhecer melhor o próprio corpo permite viver uma sexualidade mais plena. 

Então, vamos aprender a descobrir o próprio corpo e a explorá-lo?

Como começar: conhecer o seu corpo é também conhecer os seus limites

A prática esportiva é uma das melhores formas de conhecer o próprio corpo. Não importa qual a atividade: aprenda a testar a sua resistência em relação a esforço, agilidade ou força. É importante conhecer o seu desempenho físico a fim de conhecer o seu desempenho sexual!

Independentemente de você ser um homem ou uma mulher, as posições sexuais às vezes são cansativas e exigem uma boa forma física. Isso porque, caso contrário, você pode ficar com cãibras ou não resistir à duração da relação!

Não que o sexo seja um esporte ou uma atividade em que se busca desempenho físico, mas sabemos que a relação sexual coloca à prova a nossa respiração, os músculos abdominais, as coxas, etc.. Saber do que você é fisicamente capaz lhe permite entender o que você pode evitar e no que se aventurar durante o sexo!

Opte por práticas que trabalham todos os músculos do corpo, como nadar ou correr, assim você já terá uma ideia boa dos seus limites.

Aqueles que já são mais resistentes podem escolher um esporte de combate para aprender a se superar. A ideia é sobretudo conhecer melhor o seu corpo diante dos esforços.

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Descobrindo a própria anatomia

Esse é um ponto que diz mais respeito às mulheres, pois infelizmente a sexualidade feminina ainda é cheia de tabus. Mesmo que as coisas tenham melhorado bastante nas últimas décadas, muitas mulheres jovens ainda desconhecem aspectos da própria intimidade – e a culpa não é delas!

Isso porque, dentre outras razões, o órgão sexual feminino foi e ainda é pouco percebido e muitas vezes deixado de lado. A mulher se masturbar, por exemplo, sempre foi algo considerado “imoral”, um assunto quase intocável.

Atualmente as coisas evoluíram, mas isso não significa que todas as mulheres conheçam muito bem o seu corpo.

Portanto, se você é mulher, é importante visualizar e observar o próprio corpo. Você pode tentar se olhar de frente para um espelho e sentir a vulva, a região em torno dela e todas as suas particularidades.

Além disso, as mulheres sofrem enormemente com a visão irreal que a pornografia veicula do corpo feminino. No entanto, os seres humanos são todos diferentes uns dos outros, e não existe uma “vagina perfeita” ou um “corpo perfeito”.

Para conhecer melhor o próprio corpo, é preciso também ser capaz de aceitá-lo, sem repressão ou depreciação (ainda que isso possa ser uma tarefa difícil).

Como conhecer o seu corpo pela masturbação

Um parâmetro importante para a descoberta do corpo e da sexualidade: a masturbação!

Para o sexo masculino, a masturbação permite conhecer melhor os próprios reflexos e sobretudo a chegada do orgasmo: com um pouco de treinamento, é possível identificar a fase de excitação e o seu “ponto sem retorno”.

Quanto ao sexo feminino, a masturbação permite entender principalmente como se entregar ao prazer e não reprimir seus impulsos.

Se é verdade que o orgasmo feminino não funciona da mesma forma que o masculino (a tensão e a excitação podem cair de repente), como atingir o orgasmo sem nunca ter tido essa experiência antes?

Hoje em dia sabemos que uma mulher que se masturba com regularidade tem mais orgasmos durante o sexo do que uma mulher que não se masturba.

A falta de educação sexual e de liberdade sexual feminina, portanto, são uma entrave real. Devemos falar não só sobre doenças ou ISTs, mas também sobre prazer feminino.

Os exercícios de Kegel, por exemplo, também são uma boa forma de fortalecer certas partes do corpo em benefício da sexualidade.

Conclusões

Conhecer bem o próprio corpo é proveitoso em todos os aspectos. Por isso, é importante também ouvi-lo para evitar certas práticas perigosas: aprenda o que é bom para você, mentalmente e fisicamente!

Se você não conhece o seu corpo, como você sabe o que é bom para você? Esse conhecimento passa pela experiência, sim, mas também requer um olhar atento para si mesmo. Em termos de sexualidade, conhecer o corpo é indispensável, pois precisamos ser capazes de distinguir o que gostamos do que não gostamos antes de falar sobre prazer ou orgasmo.

Conforme aponta uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente metade das mulheres brasileiras tem bastante dificuldade para atingir o orgasmo durante o sexo.

Alguns podem apontar que o motivo dessa triste estatística são os homens brasileiros (e isso não é completamente mentira). No entanto, há outros fatores específicos também associados a essa causa: relações focadas excessivamente no pênis, posições sexuais em que a mulher se sente desconfortável, etc. Resta aos homens, portanto, se responsabilizarem também pelo prazer de suas parceiras.


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