Reposição hormonal masculina: tratamentos e qual médico procurar

sachês de testosterona utilizados na reposição hormonal masculina
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Escrito por

Seth Zanette

Dr. João Arthur Brunhara Alves Barbosa
Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

29 de setembro 2022

Níveis baixos de testosterona podem atingir tanto homens jovens quanto aqueles mais velhos. E a reposição hormonal masculina é uma das formas de tratar o problema e resolver os sintomas atrelados a ele. Mas como exatamente funciona essa reposição? Quais os tipos de hormônios disponíveis e quanto tempo dura o tratamento?

É por isso que hoje a Omens vai esclarecer as principais questões sobre o assunto. Então, acompanhe com a gente e não deixe de perguntar nos comentários caso permaneça com alguma dúvida:

Quando o homem deve fazer reposição hormonal?


Existem diversas condições que podem exigir uma reposição hormonal de testosterona. Mas a principal delas é a queda natural dos níveis hormonais no homem, que começa a partir dos 30 anos e vai se estendendo ao longo da vida. Os níveis costumam cair 0,8% até 1% ao ano, o que pode provocar sintomas bastante desconfortáveis, como veremos abaixo. 

Além dessa queda natural do corpo, existem algumas condições de saúde que podem provocar a queda da testosterona.

Causas da baixa testosterona

A testosterona pode sofrer quedas associadas a causas não tão naturais como o envelhecimento do corpo. Algumas dessas condições que podem afetar o hormônio masculino são:

  • traumatismo na bolsa escrotal;
  • tumores na hipófise;
  • infecção pelo vírus HIV;
  • problemas congênitos;
  • hipogonadismo.

Além disso, a utilização de alguns medicamentos derivados da cortisona pode provocar a queda da testosterona. Os glicocorticoides utilizados na dermatologia e em outras áreas da saúde podem ter esse efeito colateral. 

Como é diagnosticada a falta de testosterona?

Geralmente se diagnosticam os níveis baixos de testosterona através de exames que contabilizam a testosterona total e livre no corpo. Isso porque muitas vezes os sintomas que acontecem junto com a queda hormonal, principalmente em homens adultos, não é muito clara e pode ser associada com outras condições de saúde.

Assim, a deficiência androgênica será comprovada se a quantidade de testosterona total estiverem abaixo de 300 ng/dl e níveis de testosterona livre estiverem abaixo de 6,5 ng/dl3. Também deve-se observar a sintomatologia descrita pelo paciente, principalmente porque podem existir outras doenças associadas aos baixos níveis hormonais.

Tudo sobre testosterona baixa [Omenscast #8]

No oitavo episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara abordará um problema bastante comum que é a testosterona baixa. Ele apresentará as possíveis causas, tratamentos e falará sobre alguns mitos e verdades em torno do assunto. A transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

A testosterona pode ficar baixa em homens jovens?

Sim, ela pode. Não só pela série de problemas que citamos anteriormente, mas também porque outros fatores como a alimentação, estresse e obesidade podem afetar a produção hormonal. 

Porém, nem sempre é fácil identificar um nível anormalmente baixo desse hormônio, principalmente porque algumas vezes não existem sintomas e, quando existem, não são claros ou não despertam a atenção do paciente.

É importantíssimo, portanto, que sejam realizados exames de rotina para identificar esse e outros problemas que afetam a saúde masculina. Assim, a reposição hormonal masculina em jovens pode ser realizada de forma segura.

Sintomas da baixa testosterona

Os baixos níveis de testosterona nem sempre provocam sintomas. No entanto, quando existem, podemos destacar os seguintes sinais de que algo não vai bem:

  • desejo sexual baixo;
  • perda de massa muscular;
  • perda de pelos corporais;
  • falta de energia;
  • depressão;
  • ginecomastia (aumento das mamas);
  • problemas ao dormir, insônia;
  • disfunção erétil;
  • infertilidade;
  • anemia;
  • osteoporose;
  • falta de concentração.

O homem pode exibir todos, nenhum ou apenas alguns desses sintomas. Ao apresentá-los, o melhor é procurar um médico para descartar outros problemas de saúde e para que a reposição da testosterona possa acontecer. Além disso, é recomendado realizar exames de rotina. Assim, caso haja uma queda hormonal, ela será tratada o quanto antes!

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Como repor a testosterona?


A reposição de testosterona é feita com hormônios sintéticos que poderão ser injetados ou aplicados na pele pelo paciente. Apesar de existirem opções disponíveis sem receita médica, é necessário uma consulta para entender melhor qual a opção que se adequa a sua situação.

Deve-se discutir a reposição com o médico responsável pelo caso, expondo na consulta os riscos e benefícios de cada método. Ali, o paciente poderá esclarecer quaisquer dúvidas sobre a reposição e seus riscos, já que em cada caso, podem existir complicações específicas.

Aqui, falaremos de maneira geral dos casos mais comuns em que a reposição é utilizada:

Hormônios: remédios para reposição masculina

O medicamento para reposição hormonal masculina é a testosterona sintética, que pode ser encontrada no mercado de diversas formas. Então, segue uma lista das principais para você:

  • injeção intramuscular, podendo ser injetada semanalmente ou de 15 em 15 dias;
  • gel transdérmico, aplicado diariamente;
  • injeção intramuscular de longa duração, podendo ser injetada de 3 em 3 meses.

A aplicação de hormônios é bastante segura, já que mesmo que sintéticos, a testosterona tem uma formação quase idêntica à produzida pelo próprio corpo. O que se deve observar juntamente com o médico, entretanto, é se existe alguma pré-condição no paciente que justifique a utilização de um método ou outro.

Além disso, a maioria das injeções hormonais de testosterona requer receita médica.

Quanto tempo leva para fazer efeito a reposição hormonal?

A ação da reposição hormonal é bem rápida e já no primeiro mês os pacientes relatam melhoras na maioria dos sintomas. Mas a rapidez dos efeitos pode variar de acordo com o método utilizado: geralmente o gel transdérmico é o que tem efeitos mais rápidos.

Quando utilizado o gel transdérmico (Androgel), os efeitos costumam aparecer em 7 horas após a aplicação, e em até 2 ou 3 dias os efeitos se estabilizam. Caso se utilize a reposição hormonal masculina injetável, no primeiro dia os efeitos começam e se estabilizam em uma semana.

Queda da testosterona, andropausa e ereção [Vídeo]


O envelhecimento humano traz várias mudanças… Para o homem, uma das mais citadas é a andropausa: mas ela existe mesmo? O que é e quais são os sintomas da andropausa? E os outros fatores relacionados ao envelhecimento, como uma testosterona baixa e problemas de ereção (disfunção erétil)?

Nesse vídeo, o Dr. João Brunhara explica melhor algumas dessas questões, para que nós todos tenhamos um envelhecimento saudável!

Existem alternativas naturais para repor a testosterona?

O principal remédio natural com o objetivo de realizar a reposição hormonal masculina seria o Tribulus Terrestris. De fato, esse fitoterápico afeta a produção de testosterona em ratos, por exemplo, mas em humanos, as pesquisas são inconclusivas.

Além disso, existem alimentos e hábitos que podem estimular a produção de testosterona no corpo. Mas, caso a deficiência seja muito grande, a reposição com hormônios pode ser a melhor opção. 

Dentre os alimentos que promovem a produção de testosterona naturalmente pelo corpo, encontramos, por exemplo:

  • ovos, com vitamina D e colesterol bom, além de nutrientes essenciais para produção de testosterona;
  • salmão, que contém ômega 3 e magnésio, outros dois responsáveis pela produção do hormônio masculino;
  • couve e brócolis, que contém Indol-3-carbinol, mais um nutriente que otimiza a produção de testosterona.

Além desses alimentos ricos em nutrientes que melhoram a produção hormonal, existem muitos outros como carne bovina, fígado, ostras, aspargos… É importante construir uma boa alimentação para reposição natural da testosterona no corpo, principalmente para homens jovens. Fora isso, exercícios também são bastante recomendados para evitar acúmulo de gordura e a obesidade.

Por fim, existem medicações que se utilizam para impulsionar a produção de testosterona pelo corpo: como o clomifeno ou o HCG. Porém, também são medicações sintéticas e que só devem ser usadas sob prescrição médica.

Efeitos colaterais da reposição hormonal masculina


Os efeitos colaterais e riscos da reposição hormonal masculina são poucos. Se feita com acompanhamento médico, as chances de alguma intercorrência acontecer diminuem ainda mais. Os principais pontos a que devemos ficar atentos são a policitemia, câncer de próstata, doenças cardiovasculares e infertilidade.

Além disso, pode acontecer o surgimento de acne ou a piora da oleosidade na pele. Mas essas são situações reversíveis, geralmente ligadas ao aumento de testosterona, e que podem ser resolvidas quando os níveis hormonais são estabilizados.

Reposição hormonal e câncer de próstata

Uma das principais preocupações ao se fazer a reposição hormonal com testosterona é o câncer de próstata. O hormônio em si não causa o câncer, mas pode piorar consideravelmente casos em que o tumor já está presente no paciente. Isso porque a testosterona pode aumentar a próstata e, por consequência, pode piorar o tumor.

É por isso que pode-se requisitar um exame de toque para pacientes com próstata que pretendem realizar a reposição hormonal. Além disso, exames de rotina podem ser necessários para acompanhar detalhadamente aumentos benignos ou malignos na próstata.

Qual médico procurar para realizar a reposição hormonal?


Para realizar a reposição hormonal masculina devo procurar um urologista ou endocrinologista?

O ideal é fazer uma uma consulta e acompanhamento multidisciplinar, primeiramente com um médico urologista e também com um endocrinologista. Assim, o controle da reposição será melhor e mais completo. 

Geralmente, num primeiro momento, consulta-se o médico urologista para entender as origens dos níveis baixos de testosterona, se existem doenças relacionadas ou não. Após essa primeira consulta, você pode consultar o endocrinologista também.

Conclusão


A reposição hormonal masculina é uma terapia segura que pode trazer ótimos benefícios para quem possui sintomas relacionados aos baixos níveis de testosterona. Com acompanhamento médico adequado, em poucos dias o paciente já poderá voltar a uma vida normal. Uma boa alimentação e exercícios físicos rotineiros também podem ser úteis na hora de elevar os níveis de testosterona de forma natural.


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3 comentário(s) sobre “Reposição hormonal masculina: tratamentos e qual médico procurar

  1. Eduardo Oliveira Arruda says:

    Tenho acompanhamento por endocrinologistas por mais de 30 anos. faço reposição com Testosterona injetável a cada 4 meses (Hormus). Já usei Durateston a cada 20 dias. Devido a essa reposição já apresento Policitemia vera (controlada com Hidroxiuréia).
    Tenho Panhipopituitarismo e reponho também diariamente predinisona 5 mg e Levotiroxina 88 mcg;
    Meu objetivo com este contato é saber se, hoje, há algum tratamento alternativo mais saudável para substituir a Testosterona ???
    Obrigado.

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