Saiba como Tinder e cia. está influenciando a sexualidade de homens e mulheres

mulher deitada no sofá mexendo em um app de relacionamento no celular
BLOG OMENS / Sexualidade
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Escrito por

Ranieri Soares

Revisado por

Dr. João Brunhara

CRMSP 161.642
Última atualização

13 de abril 2022

Atire a primeira pedra aquela pessoa que nunca baixou, ou cogitou baixar, um app de relacionamento! Esses aplicativos de namoro e pegação deram às pessoas solteiras (ou mesmo às casadas) uma nova maneira conveniente de se conectar com outras pessoas.

Nossa equipe preparou este artigo especial para você que deseja se aventurar em um app de relacionamento (ou até em mais de um). Assim, juntos vamos compreender como eles estão influenciando a sexualidade de homens e mulheres. E, também, como usá-los com segurança.

Como começar

Tomar coragem e se aventurar no mundo dos apps de relacionamentos pode ser assustador de início, ainda mais se você não tiver clareza do que quer e qual app baixar.

Tem apps para todos os perfis possíveis!

Não importa se você está procurando um namoro sério ou uma aventura casual, há um serviço adequado para você.

Para muita gente, namoro é um assunto complicado. Há os recém-solteiros(as), os que preferem conhecer alguém em um barzinho à moda antiga ou os que vão direto baixar um dos inúmeros apps de paquera…

Mesmo assim, namorar não tem sido tão fácil assim. Ainda mais com uma pandemia global que mexeu (e continua a mexer, é verdade) com o comportamento das pessoas.

Qual app de relacionamento escolho?

  • Tinder e o Grindr são sem dúvida os dois principais apps de paquera mais usados no país. O primeiro destinado ao público heterossexual, enquanto o segundo é focado no público LGBTQIA+. Eles são a primeira opção que vem à cabeça das pessoas, contudo não são os únicos. Inclusive há quem escolha evitar esses mais populares por achar que estão cheios de perfis falsos e até golpistas.
  • O happn trabalha um pouco diferente dos demais: ele foca nas pessoas com quem você cruzou o caminho, seja na ida e volta ao trabalho, à faculdade, seja naquela saidinha de fim de semana. Se você passou pelo crush em algum momento (e ele/a também tem perfil no happn), vocês têm a possibilidade de se curtir!
  • Se falamos dos populares e do inovador, temos de falar também dos VETERANOS: Badoo e ParPerfeito, que estão há bastante tempo na prateleira de tecnologias de paquera online. O Badoo tem os mesmos objetivos do Tinder, enquanto o ParPerfeito não é um app, é um site. Porém ambos prometem mais segurança na hora de evitar os fakes e de denunciar contatos desrespeitosos. Por serem redes sociais de encontros antigas, aqui é mais provável encontrar mais pessoas acima dos 30 anos de idade.
  • Por fim, o ALTERNATIVO que apareceu recentemente e vem conquistando cada vez mais usuários é o Bumble. Ele se diferencia dos outros por apresentar logo de cara 3 opções: namoro (date), amizade (bff) e trabalho (bizz). Além disso, o Bumble vem sendo considerado um dos apps mais seguros para as mulheres. Isso porque a plataforma leva muito a sério as denúncias e também, após a conexão, a conversa só é aberta quando elas chamam o/a pretendente.

Brasileiros consideram tabu falar de sexo numa paquera?

Certos estereótipos estão em nosso imaginário popular e cultural. Um deles é de que as mulheres somem quando o assunto é sexo, enquanto os homens estariam mais interessados em falar.

Mas será que isso é verdade? 

Uma pesquisa encomendada por nós aqui da Omens e pelo app de relacionamento e paquera happn, junto ao Datafolha, revelou que falar de sexo ainda é um tabu para muitos brasileiros.

Algumas mudanças foram percebidas no comportamento geral dos homens e mulheres do Brasil. A pesquisa confirmou algumas expectativas e trouxe outras surpresas:

Sexo e aplicativos

Intitulada “Sexualidade e Paquera”, a pesquisa mostrou que 57% dos brasileiros, de ambos os gêneros, evitam falar sobre sexo durante a paquera. No entanto, esse número diminuiu para 26% após o primeiro encontro. Isso significa que depois de um primeiro contato, cerca de metade das pessoas entrevistadas perdem a timidez e falam no assunto. Já outros 31% afirmaram que evitam tocar nessa questão de todo jeito. Enquanto isso, 24% disseram encarar numa boa se a outra pessoa iniciar o assunto. Somente 18% de todos os entrevistados afirmaram falar de sexo pra valer nos aplicativos de relacionamento.

Olhando com mais detalhes as questões relativas entre gêneros, encontramos dados interessantes e curiosos: quase metade das mulheres (44%) disseram evitar falar de sexo nas conversas com um possível parceiro. Esse número cai para 18% entre os homens. Apenas 29% dos caras afirmaram falar sobre sexo logo de cara com potencial parceira; e só 8% do público feminino disse fazer a mesma coisa.

Ainda que exista essa grande diferença (que confirma a ideia de que, geralmente, homens pensam e falam mais sobre assuntos relacionados ao sexo), percebemos que quase um terço das mulheres vão contra a crença de que é somente o homem quem faz investidas e insinuações sexuais. Falar sobre sexo na paquera para essas mulheres já não é mais tabu.

Aliás, a Lábios Livres preparou um artigo mais focado na realidade feminina sobre os apps de encontro: clique aqui e entenda como aplicativos de paquera estão afetando a sexualidade da mulher.

Diferentes idades, diferentes comportamentos

Outro dado interessante é quanto às faixas etárias. A faixa etária onde comumente as pessoas, quase sempre, puxam assunto sobre sexo, foi justamente entre o público acima dos 50 anos – mais precisamente entre 51 a 70 anos. 21% deste pessoal afirmou puxar assuntos mais ligados ao sexo, 3% a mais que a média geral.

A pesquisa revelou que 39% dos mais jovens se sentem pressionados de algum modo com a possibilidade de transar no primeiro encontro.

Em relação a sair com alguém, pela primeira vez, sabendo que as coisas podem fluir para o sexo, a maioria das pessoas (36%) afirmaram tentar relaxar e desfrutar o máximo possível, sem grandes expectativas de ambos os lados. Essa foi a resposta mais citada tanto entre o público masculino (41%) quanto pelo feminino (32%). A principal diferença aparece na segunda resposta mais citada:

Entre as mulheres, a segunda resposta que mais apareceu quanto a esse tipo de situação, com 27%, foi sentir-se nervosa, pressionada, por não ter intimidade com a outra pessoa e não ter clareza do que esse indivíduo gosta, por exemplo. Essa foi justamente a segunda resposta mais mencionada num todo, em 21% das respostas totais dos entrevistados. No entanto, o segundo sentimento que mais prevaleceu entre os homens foi o de não por muita pressão por focar mais em sua própria experiência (18%), dois pontos percentuais acima da média da pesquisa geral.

Enfim, para mais informações, leia a pesquisa na íntegra aqui.

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