O grande tabu da disfunção erétil

Muitos homens ao longo da sua vida sofrem, em algum momento, com algum tipo de problema sexual.

O fato de se deparar com um desses distúrbios causa muitos efeitos nos homens. Desde uma insatisfação grande com sua vida sexual até problemas de autoestima, insegurança e frustração.

Pensando nisso, a Omens encomendou, juntamente à Datafolha, uma pesquisa com 1.813 homens de diversas condições econômicas, idades e regiões do país, focando principalmente nos 86% que declararam ter tido relações sexuais nos últimos dois anos. O resultado demonstrou que, dos respondentes totais, 69% enfrentaram algum problema sexual na vida. Além das dificuldades com a ereção, outra muito encontrada foi a de controlar a ejaculação, enfrentada por pelo menos 48%.

De acordo com os resultados, mais de um a cada três brasileiros (38%) dentre os que afirmaram ter tido alguma relação sexual nos últimos 24 meses alegou ter enfrentado algum problema de disfunção erétil.

As causas podem ser muitas

Enquanto 39% dos homens acima dos 60 anos de idade sofrem regularmente de disfunção erétil, a idade não é o único fator. De acordo com a pesquisa, 67% daqueles que sofreram com a disfunção erétil nos últimos dois anos declararam sofrer também de estresse regular, e 13% disseram fazer uso de antidepressivos.

Além disso, muitas vezes, a idade pode ser um fator importante para o surgimento de dificuldades em ter ou mesmo manter uma ereção. Porém, com essa pesquisa, foi percebida também uma alta presença da disfunção erétil em algum grau nos jovens, de 38% dentre aqueles de 18 a 35 anos que tiveram relações sexuais nos últimos 2 anos.

Ainda na pesquisa, foi encontrado um resultado surpreendente: dentre aqueles que se declaram homossexuais e tiveram relações sexuais nos últimos 24 meses, 43% declararam ter passado por problemas de disfunção erétil nesse período, se mostrando maior se comparada à média geral (38%).

Desculpas são “saída” para o tabu

Infelizmente, ainda hoje a discussão sobre a disfunção erétil é um tabu para muitos homens. De acordo com a pesquisa, 60% daqueles que já tiveram algum problema de ereção não falaram sobre o assunto com ninguém. Por outro lado, 55% dos homens declararam que pensam nesses problemas no seu dia a dia, mostrando ser uma situação estrutural, que causa principalmente os sentimentos de decepção (44%), vergonha (43%) e insegurança (40%).

A situação se mostra ainda mais complicada ao ver que 13% destes homens já deixaram de fazer sexo para esconder algum desses problemas. Soma a isso o fato de que um em cada quatro homens com disfunção erétil declarou que o problema afetou seu relacionamento. Entretanto, em 35% dos casos, o(a) parceiro(a) tentou amenizar a situação, demonstrando entendê-la. Essa compreensão se mostra maior entre aqueles de 35 a 70 anos (42%) do que entre os mais jovens (29%).

O tabu mais uma vez se mostra presente quando vemos que 64% daqueles com problemas de disfunção erétil nunca procurou um especialista de saúde. Os motivos giram em torno principalmente da vergonha, do constrangimento, e de um receio criado por um imaginário popular, por não saber, de fato, como seria a consulta. Dentre aqueles que buscaram um especialista de saúde, os mais procurados foram urologistas (15%) e clínicos gerais (13%), seguidos por sexólogos (8%) e psicólogos (7%).

O interesse pelos tratamentos existe

Os homens querem melhorar suas vidas sexuais. Um indicativo disso é que 76%, dentre todos os entrevistados, já buscaram substâncias ou estímulos para garantir uma ereção mais forte ou duradoura, sendo o estímulo mais procurado (56% das vezes) os vídeos ou imagens pornográficas.

Quanto aos medicamentos, 72% dos entrevistados aceitariam tomar algum remédio após indicação médica, lembrando que 64% dos entrevistados com problemas de disfunção erétil nunca procurou um especialista de saúde, mostrando a discrepância entre a necessidade e vontade de consultar um médico e a realidade do tratamento. O número daqueles que concordariam com o uso de medicamentos sobe para 78% entre os mais velhos, ou para 82% se somados aqueles que tomariam remédios mesmo sem orientação: uma parcela grande da pesquisa, o que indica que a rejeição aos medicamentos do tipo não é tão grande.

Aqueles que disseram que não usariam declararam ser por medo de efeitos colaterais (29%) e falta de confiança nessas substâncias (19%). Enquanto isso, dentre os que disseram que fariam o uso de remédios, alguns dos principais motivos foram melhorar o desempenho sexual (42%), ter uma ereção mais forte e duradoura (39%) e por curiosidade (39%) - este principalmente por aqueles que não enfrentam problemas de disfunção erétil. Já dentre a parcela que já fez uso de medicamentos, o principal motivo foi por segurança, para não “falhar na ‘Hora H’”, o que mais uma vez mostra o quanto existe uma cobrança pessoal por bons resultados na cama.

Um fato que pode ser mais um indicativo dos tabus por trás desse tema é que dentre aqueles que se declararam insatisfeitos com sua vida sexual, 21% gostariam de ter acesso a um tratamento rápido e sem a necessidade de falar com alguém.

A Omens

A Omens é uma plataforma dedicada à saúde sexual dos homens. Lançada em 2020, a plataforma integra informação, teleconsulta com um médico especialista e entrega ao domicílio de tratamentos em parceria com farmácias registradas para ajudar os homens a resolver os seus problemas de saúde sexual em total confidencialidade e segurança.

Você pode encontrar a entrevista completa do médico urologista João Brunhara bem como a pesquisa realizada pela Datafolha.

Além disso, caso você tenha dúvidas sobre quando deve se preocupar ou não com um problema de ereção, ou mesmo se quer entender o que é disfunção erétil, visite o blog da Omens - lá abordamos diversos assuntos importantes para a sexualidade e saúde masculina.

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