Pesquisa Datafolha - Sexualidade e Paquera

Sexualidade e Paquera

Com a pandemia, muita coisa tem mudado, e isso passa, inclusive, pelo comportamento das pessoas em meio à paquera, passando também pelo uso dos aplicativos de namoro, que têm se tornado cada vez mais populares.

Algo interessante de buscar entender é a interação das pessoas em seus relacionamentos, e a participação desses aplicativos na relação entre estes e sua vida sexual. Pensando nisso, a Omens e o aplicativo de paquera happn encomendaram uma pesquisa junto ao Datafolha, em território nacional, com 999 brasileiros, sendo 499 homens e 500 mulheres, na qual realizaram algumas perguntas para entender o comportamento dos brasileiros nessa questão do flerte.

O sexo é um assunto comum?

Não é novidade que muitas pessoas se conhecem a partir dos aplicativos de relacionamento e, conforme as conversas fluem, pode despertar o interesse de sair para se conhecer e até efetivamente marcar esse encontro. Sabe-se que a possibilidade do sexo acontecer existe, mas uma pergunta que fica é: quão confortáveis as pessoas se sentem em falar sobre o sexo enquanto as coisas ainda estão em contatos iniciais?

A pesquisa demonstrou que mais da metade dos brasileiros (57%) evita falar sobre sexo, pelo menos por um tempo. Isso porque 26% dos entrevistados afirmaram evitar o assunto, pelo menos até o primeiro encontro, enquanto outros 31% disseram que evitam tocar nessa questão de qualquer forma. Além disso, 24% das pessoas não evitam, mas também não usam o sexo como forma de puxar assunto, preferindo esperar que o outro introduza esse assunto na conversa. Desse modo, apenas 18% de todos os entrevistados afirmaram puxar esse assunto em uma conversa nos aplicativos de relacionamento.

Há, entretanto, alguns dados interessantes e até curiosos: quase metade das mulheres (44%) afirmaram evitar falar sobre sexo em qualquer momento nos aplicativos de relacionamento. Esse número é muito menor entre os homens: apenas 18%. Enquanto isso, 29% dos homens afirmaram que, sim, puxam assunto sobre sexo, um número também muito menor entre as mulheres, de apenas 8%. Apesar da grande diferença, o Dr. João Brunhara afirma que “esse é um dado curioso pois vai contra uma crença de que é sempre o homem que faz insinuações sexuais enquanto a mulher tentaria postergar e esconder esse assunto em resposta a essas investidas”.

Outra curiosidade é quanto às faixas etárias. A faixa etária na qual é mais comum as pessoas, num geral, puxarem assunto sobre sexo, foi justamente na faixa etária mais alta da pesquisa: entre 51 a 70 anos. 21% do público desta faixa etária afirmou puxar assuntos mais voltados ao cunho sexual, 3% a mais que a média geral.

39% dos mais jovens se sentem pressionados de alguma forma com a possibilidade do sexo no primeiro encontro

No que diz respeito a sair com alguém, pela primeira vez, sabendo que existe a possibilidade de o sexo acontecer, uma grande parte das pessoas (36%) afirmaram tentar relaxar e desfrutar o máximo possível, sem grandes expectativas de ambos os lados. Essa foi a resposta mais citada tanto entre os homens (41%), quanto pelas mulheres (32%). A principal diferença aparece na segunda resposta mais citada.

Entre as mulheres, a segunda resposta que mais apareceu quanto a esse tipo de situação, com 27%, foi sentir-se nervosa, pressionada, por não ter intimidade com a pessoa e não ter certeza do que ela gosta, por exemplo. Essa foi justamente a segunda resposta que mais apareceu num todo, em 21% das respostas totais dos entrevistados. Já entre os homens, o segundo sentimento mais prevalente foi o de não por muita pressão por focar mais em sua própria experiência (18%), dois pontos percentuais acima da média da pesquisa geral. De acordo com o Dr. João Brunhara: “esses dados revelam uma frequência maior de desconforto das mulheres no primeiro encontro, o que pode ser atribuído, por exemplo, a um receio com relação a um eventual comportamento desagradável ou incômodo de um homem até então pouco conhecido por ela.”

Além disso, outros 16% afirmaram não se pressionar, mas esperar que o seu parceiro ou sua parceira o surpreenda. Por fim, apenas 11% disseram se sentir pressionados por achar que seu dever é dar uma experiência única para o outro. Curiosamente, essa não parece ser a questão de maior relevância entre as mulheres, tendo sido citada por apenas 8% das entrevistadas.

Curiosamente - ou talvez nem tanto - 39% dos mais jovens (entre 18 e 24 anos), afirmaram se sentir pressionados de alguma das duas formas, um número um pouco maior que a média geral, de 32%. Contrastando com isso, está o fato de que, entre os mais velhos (de 51 a 70 anos), esse índice é muito mais baixo: apenas 19%, sendo que, desses dezenove, apenas 6% se dão por achar que devem dar uma experiência única para o parceiro ou parceira.

46% das pessoas não entram em contato sempre após uma primeira experiência

A pesquisa também buscou entender como as pessoas reagem no dia seguinte à primeira experiência com o outro.

O comportamento mais prevalente entre as pessoas foi o de esperar que o outro entre em contato (29%). Esse foi o comportamento com maior prevalência em quase todos os recortes sociais, demográficos ou etários. A grande diferença, porém, está no gênero: entre as mulheres, chegou a 44% das entrevistadas, enquanto, entre os homens, o número é muito menor, de apenas 14%.

Outro comportamento a se observar é que quase metade (46%) do público da pesquisa alegou não entrar em contato de alguma forma sempre: além dos 29% que alegaram esperar o primeiro passo do outro, 17% afirmaram que não dão prosseguimento caso a experiência não tenha sido boa.

Por outro lado, então, 54% disseram sempre entrar em contato de alguma forma, ou por algum motivo, sendo que 16% tentam contato para saber como o outro se sentiu, 22% alegaram manter contato, mesmo caso a experiência não tenha sido boa, para pelo menos manter uma amizade, e outros 16% disseram não entrar em contato logo em seguida, mas sim esperar um pouco, dar um “respiro”, antes de falar novamente com o outro.

O mais curioso é que, dentre os homens, 31% disseram tentar manter uma amizade mesmo depois de uma experiência não tão boa, enquanto o mesmo foi dito por apenas 14% das mulheres. Além disso, 24% do público masculino alegou falar com a pessoa após essa primeira noite para saber o que achou, enquanto, entre as mulheres, a incidência foi apenas de 9%.

No que tange aos dados demográficos e socioeconômicos, apenas um destoa da média: entre aqueles da classe DE, apenas 8% disseram não dar seguimento caso a experiência tenha sido ruim, destoando em quase 10% percentuais negativos com relação à média geral, de 17%.

A Omens

A Omens é uma plataforma dedicada à saúde sexual dos homens. Lançada em 2020, a plataforma integra informação, teleconsulta com um médico especialista e entrega ao domicílio de tratamentos em parceria com farmácias registradas para ajudar os homens a resolver os seus problemas de saúde sexual em total confidencialidade e segurança.

Imprensa: contato@omens.com.br

O happn

O happn é um dos principais aplicativos internacionais de namoro, que se beneficia do conceito exclusivo de geolocalização em tempo real. Como tudo começa na vida real, o happn permite que os usuários encontrem as pessoas com quem cruzaram seu caminho. Ao andar pela rua, sentado em um bar, no trabalho ou durante uma noite fora, todos nós já tivemos a experiência de fazer contato visual com alguém que pode ter deixado uma impressão bacana e, com o happn, você pode se reencontrar com essa pessoa pelo app.

O happn atua como facilitador de encontros em uma época em que o ritmo de vida e os novos hábitos sociais podem dificultar a abordagem de estranhos que querem conhecer novas pessoas. Criado em Paris em 2014, o happn hoje tem mais de 100 milhões de usuários registrados em todo o mundo, com mais de 15 milhões de usuários registrados no Brasil. O happn está disponível para download na App Store e no Google Play.

Imprensa: happn@inpresspni.com.br

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